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Pedra sentada no tabuleiro do Senado

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PELA PRIMEIRA VEZ, desde que saíram as especulações, o deputado federal Alan Rick (DEM) se colocou ontem oficialmente como candidato ao Senado em 2022, revelando, inclusive, que tem o aval da direção nacional do DEM e o incentivo do governador Gladson Cameli. A afirmação foi feita durante o programa do ac24horas, “Boa Conversa”. Alan foi pragmático ao analisar o fato do grupo político do governador ter cinco nomes postulando a disputa da única vaga de senador. 

O deputado avaliou que, com o grande número de candidatos da mesma seara política permanecendo até a eleição, a grande beneficiada seria a candidatura do ex-senador Jorge Viana, já que os votos seriam pulverizados, e por o petista ter aparecido liderando as pesquisas. Neste cenário, os votos do PT estariam concentrados. 

Para Alan Rick, o ideal é que o grupo palaciano tenha apenas um nome brigando pela única vaga de senador. E, dá como fórmula que a escolha se dê em cima quem apresentar a maior aceitação popular, poder de congregar apoios, e que possa ser a alternativa mais viável para derrotar a candidatura petista. 

Alan crê que será o candidato escolhido pelo governador Gladson Cameli, cujo projeto tem sido leal com o seu mandato na Câmara Federal.

O JOGO É POLÍTICO

COLOCANDO algumas pitadas, nesta polêmica da adesão do tucano Minoru Kinpara à campanha de reeleição do governador Gladson. Primeiro, o fato só ocorreu por não ter conseguido ser declarado candidato ao Senado na chapa do senador Sérgio Petecão (PSD); segundo, não traiu ninguém, porque seu partido, o PSDB, é da base do governo; mas, o fato da sua mulher Degmar Kinpara, ganhar uma diretoria, um dia após o seu encontro com o governador; abriu o flanco para interpretações de que, ele praticou a política de São Francisco, do é dando que se recebe. O resto fica por conta do jogo político.

A POLÍTICA É COMPOSIÇÃO

NESTA novela, o governador Gladson Cameli não pode ser acusado de nada, ele foi procurado pelo Minoru Kinpara em busca de uma composição política, e na candidatura majoritária se cisca sempre para dentro. E, ponto final.

PRECE A SÃO EXPEDITO

O DEPUTADO Jenilson Leite (PSB) deve estar fazendo preces a São Expedito – o Santo das causas impossíveis – para que o Jorge Viana aceite disputar o governo, abrindo vaga para ele disputar o Senado. É um milagre grande.

CENÁRIO NACIONAL

O PROBLEMA é que a questão não é paroquial. Como disse ontem ao BLOG, uma liderança petista: “interessa mais ao Lula, se ganhar a eleição para presidente, ter um senador do que um governador”. Óbvio que, ter senador.

PODE ESQUECER

A SENADORA Mailza Gomes (PP) pode esquecer o seu sonho de ver o senador o Sérgio Petecão (PSD), o prefeito Tião Bocalom (PP); no palanque do governador Gladson Cameli, em 2022. É mais fácil eu ser convocado pelo Tite para ser o goleiro titular da seleção brasileira de futebol.

TEMPOS DE OBSCURANTISMO

ESTÁ tudo muito esquisito! Quando se vê figuras até com qualificação embarcando na campanha de acabar com o STF, da volta da ditadura militar, de pôr os militares e os tanques nas ruas; é de se reforçar ainda mais a defesa da democracia, nestes tempos bicudos de obscurantismo.

UMA GRANDE BRAVATA

ESTAMOS VIVENDO com o Bolsonaro uma era de bravatas, lembra a postura do Trump, quando sabia que ia perder e criou o factoide de que o voto pelo correio seria fraudulento. Se o Bolsonaro perder a eleição, quem ganhar será empossado, vivemos um Estado de direito.

A COR DA CHITA É OUTRA

O MINORU KINPARA (PSDB), não fique pensando que terá 20, 30 mil votos para deputado federal; que será carregado no colo do governador Gladson, porque a cor da chita é outra, tem muita gente brigando por este colo.

FORA DO DEBATE

O DEPUTADO federal Alan Rick (DEM) faz uma leitura correta ao dizer estar fora do debate pela vaga de vice do Gladson; e defende que, a escolha tem de ser sem interferência é em cima de um nome da sua confiança.

NA LINHA DA CAUTELA

O SENADOR Sérgio Petecão (PSD) tem agido com a sua candidatura ao governo dentro da linha da cautela, quando se trata do nome do vice e para o Senado da sua chapa. Quer ver o que vai sobrar da briga dos adversários

CONTA QUE NÃO FECHA

ESTOU entre os quais não acredita que os cinco candidatos ao Senado do grupo palaciano vão retirar seus nomes, para fechar numa única candidatura. Esta é uma conta que não tem como ser fechada sem traumas.

UMA APOSTA CRUEL

NOS BASTIDORES corre uma aposta cruel de até quando será mantido como diretor da Cohab-Acre, o Pedrinho Oliveira; sobrinho do Petecão (PSD). Pedrinho é o último dos moicanos do Sérgio Petecão no governo Cameli. 

VAI QUE É TUA, PADINHA!

O DIRIGENTE do MDB, Pádua Bruzugu, já lançou o deputado federal Flaviano Melo (MDB) para vice e candidato ao Senado, na chapa de Gladson. Até 2022 lança o Fla como nome alternativo à presidência.

NÃO RESOLVE

TERÁ o mesmo destino que teve o projeto do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), sobre a contratação de médicos sem CRM: derrubado na justiça. Aprovar o PL sobre o IGESAC, não vai resolver a situação dos servidores do Pró-Saúde, porque será contestado na justiça.

SITUAÇÃO QUE ASSUSTA

DEVE SER TERRÍVEL para os trabalhadores da saúde trabalhar nas diversas unidades, com a ação de marginais, praticando furtos e assaltos, o que virou algo usual.

TUCANATO EM POLVOROSA

O PSDB explodiu em brigas intestinas, com trocas de acusações pesadas entre as suas lideranças; e tudo isso em meio a uma séria dificuldade para montar chapas competitivas para deputado estadual e deputado federal.

ARROZ DE TERCEIRA

COSTUMA-SE falar muito na força do voto evangélico, mas isso é uma balela, por não ser direcionado na totalidade pelos Pastores. É só ver as últimas eleições, quando os Pastores não se elegeram, não elegeram familiares; porque o voto evangélico é mais quebrado do que arroz de terceira. Ninguém é dono de voto.

FRASE MARCANTE

“Em cada coisa criada por Deus, há mais do que se supõe, ainda que seja uma formiguinha”. (Madre Tereza de Calcutá).

Blog do Crica

Chutar o balde é uma possibilidade

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CONVERSANDO ontem com um dos políticos mais experientes do Acre, este fez um comentário que não está fora da realidade. Na sua visão, se os dirigentes dos  partidos apertarem muito o torniquete do governador Gladson por uma solução, para a difícil equação do Senado, com cinco candidatos do seu grupo, ele pode chutar o balde, dizer que, por causa da falta de consenso entre os postulantes vai apoiar a todos, ou então, escolher um e bradar que, quem quiser lhe seguir na campanha da reeleição que que o siga. 

Ele ponderou durante a conversa que não será pelo apoio deste ou daquele político que ele vai deixar de ganhar ou perder a eleição. “Quem vai votar pela reeleição do Gladson; vai votar, independente, de quem estiver ao seu lado. O voto para o governo é pessoal, o resto é penduricalho”, destacou. 

Citou como exemplo a recente posição do Gladson na eleição para a prefeitura da capital, quando pela falta de um nome de unidade; deu meia volta e foi apoiar a prefeita Socorro Neri para mais um mandato. “Não duvido que ele possa repetir este script”, enfatizou o político em tela. E, completou a fonte que, o Gladson Cameli é um político diferente por não precisar do cargo para viver confortavelmente, poderia estar muito tranquilo em Manaus, gerindo as empresas do pai, que estão entre as maiores da do Amazonas, e por isso não depende da política. 

Ouvi o velho amigo no alto da sua experiência, e lhe disse uma frase: – “na política, não duvido de nada; nem que boi possa voar”. E, ponto.

EM QUAL DOS DUARTE ACREDITAR?

O DEPUTADO ROBERTO DUARTE (MDB) deixou todos na dúvida na sua última entrevista. Foi um dos maiores críticos do governo do Gladson na ALEAC, sob argumento de não ser um bom gestor. E, agora, anuncia que vai apoiar a reeleição do Gladson. Em quem acreditar: no Duarte da ALEAC ou no Duarte de hoje? E, o que fez mudar rápido de ideia em relação ao governador?

QUEM CASA COM A VIÚVA…

NOVA ALTA da gasolina e do diesel. E, o aumento do gás bate na porta. É uma desculpa esfarrapada se debitar a culpa aos governos do PT. Quem governa o país agora é o Bolsonaro, ele é que tem de resolver este problema, pois, diz o ditado: – Quem casa com a viúva, cria os filhos.

VALER QUASE NADA

COM A INFLAÇÃO galopante, preços da carne e dos demais alimentos em alta constante; o botijão com gás, também, disparando nos preços; quando as famílias receberem os 400 reais prometidos pelo Bolsonaro, vai dar mal para comprar uma boa cesta básica.

NUNCA PROMETEU

UM ASSESSOR do senador Petecão (PSD) garantiu ontem ao BLOG de que, ele nunca prometeu que faria uma aliança com o PT para a disputa do governo. Registro.

TERÁ QUE TER BALA NA AGULHA

PERGUNTEI ontem a um amigo do deputado do PODEMOS, se o partido estava coeso no apoio à candidatura do ex-deputado Ney Amorim (PODEMOS) a deputado federal. Resposta: “Depende, se tiver bala na agulha vou apoiar; se não tiver, eu vou apoiar um nome de outro partido”.

PLANTAR BANANEIRA NA CHINA

NA POLÍTICA, existe uma máxima de que quando se trata de preservar o seu mandato, o parlamentar manda a ideologia e o partidarismo plantar bananeira na China.

ÉTICA PARTIDÁRIA

O LÍDER do governo na ALEAC, deputado Pedro Longo (PV), saiu na defesa dos deputados federais Flaviano Melo (MDB) e Mara Rocha (PSDB); acusados de superfaturar obras com suas emendas, o que disse ser falso. É bom, quando a ética fica acima dos interesses políticos.

O PROBLEMA É A CHAPA

A EMPRESÁRIA Charlene Lima, presidente regional do PTB, deve disputar um mandato de deputada federal, em 2022. Bom nome. O problema é saber se o seu partido terá uma chapa competitiva, para chegar aos 57 mil votos.

ANOTE ESTE NOME

1 – JERFSON, O PURURUCA, primeiro suplente de deputado, é um dos nomes mais fortes na chapa do PSD para a ALEAC. Faz uma campanha redonda e organizada.

TENHO QUE SER JUSTO

A PMRB está fazendo um trabalho de qualidade de tapa- buraco e recuperação de trechos de ruas, na região dos bairros Morada do Sol e Adalberto Aragão, pude comprovar ontem ao passar por estes locais. Ponto para o prefeito Tião Bocalom; lhe crítico, mas procuro ser justo.

PRETO NO BRANCO

QUERO ver o preto no branco. Formar chapa mequetrefe para deputado federal, qualquer partido forma; mas montar uma chapa com nove nomes competitivos, o buraco é mais embaixo. Tem dirigente político blefando.

NOME A SER BATIDO

JORGE VIANA (PT) é o nome visto para ser batido apontado pelos seus adversários candidatos ao Senado.

VER SE VALEU O MISTÉRIO

O PT faz mistério sobre os nomes das suas chapas para deputado federal e deputado estadual.  Com tanto mistério, vamos ver se esta montanha vai parir um leão ou um rato. Estamos bem perto de saber que bicho vai dar.

NOMES DE QUALIDADE

O QUE é positivo nesta disputa da única vaga do Senado é que, os concorrentes possuem boa qualificação profissional. Não existe um nome desqualificado no jogo.

É PARA VALER?

CHEQUEI com vários ocupantes de cargos de confiança no governo do estado, se foram notificados que terão que deixar os cargos em dezembro. Só souberam da notícia pela entrevista do governador Gladson. É para valer? 

NINGUÉM DE EXPRESSÃO

A CHAPA para deputado estadual do PP será bastante forte, mas em compensação, não se conhece um nome com alta densidade eleitoral para a Câmara Federal.

CALO DA SAÚDE

É UM SECRETÁRIO DA SAÚDE se sucedendo, e nenhum consegue resolver a situação humilhante a que são submetidos os pacientes que precisam do TFD, para procurar tratamento de saúde fora do Acre.

ESTRAGO INTERNACIONAL

A CPI DA COVID pode até não render nenhuma medida judicial que acabe em punição do presidente Bolsonaro, mas já fez um estrago político grande na sua imagem no país e internacionalmente.

FRASE MARCANTE

“O sábio não diz o que sabe e o tolo não sabe o que diz”.

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Uma canoa furada, sem remos, no repiquete 

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TENHO ACOMPANHADO nos bastidores as conversas sobre uma aliança entre o senador Sérgio Petecão (PSD) e políticos do PT, para a disputa do governo, com a suposição do Jorge Viana (PT) sendo o candidato ao Senado da chapa.

 Vários emissários petistas têm procurado Petecão na busca deste cenário, que consideram ideal para 2022. Como diria Jack, o Estripador, vamos por partes. O primeiro ponto teria que ser mandar a candidatura do deputado Jenilson Leite (PSB) ao governo para cantar em outra freguesia. Até aqui, Jenilson aposta numa aliança com o PT. A segunda parte, é que confundem a força eleitoral do PT com a força eleitoral do Jorge Viana, mas estão em polos diferentes. O PT, como partido, ainda carrega um forte desgaste da derrota para o governo em 2018; e, que se refletiu no fracasso da última disputa da PMRB. 

O Jorge Viana tem votos bem além dos muros eleitorais do PT. Numa aliança com o Petecão, este ganharia apenas o ônus do desgaste do PT; e jamais, o bônus dos votos extra-PT do Jorge Viana. Seria uma aliança em que o senador Sérgio Petecão (PSD) entraria com a cara e o PT com o tapa. O único beneficiado seria o JV, que ganharia a estrutura do grupo do Petecão e um belo de um empurrão na sua campanha de senador.

 Uma frase dita ontem por um dos assessores mais próximos do senador Sérgio Petecão (PSD), definiu bem o que seria esta aliança: “Seria colocar o Petecão numa canoa furada, sem remos, num repiquete”. E, nada mais disse e nem lhe foi perguntado. 

HIPÓTESE ZERO

É UMA QUESTÃO FECHADA dentro da direção do PP. A hipótese da senadora Mailza Gomes (PP) não vir a ser candidata a mais um mandato em 2022, é igual a zero.

OBSCURANTISMO DA IDADE MÉDIA

O presidente Jair Bolsonaro é uma pessoa com mentalidade obscurantista da Idade Média. Foi salvo pela ciência na facada que levou, e voltou a defender uma tese maluca, mentirosa, agredindo a ciência, de que a vacina causa AIDS. O pior é quem gente que ainda acredita.

FILIAÇÃO CERTA

QUEM APOSTAR numa aliança política entre o prefeito Mazinho Serafim e o governador Gladson Cameli, se prepare para perder. Formará no palanque do Petecão.

BUMBO FURADO

O RETROSPECTO mostra que, o Bolsonaro é muito forte no estado. Mas que não transfere votos. Foi assim com o Coronel Ulysses para o governo; e, com o Roberto Duarte para a PMRB. Ambos tiveram votações ridículas. E, a lembrar que, na sua eleição estava forte; e hoje, mal nas pesquisas. Por isso, é bom não apostar neste cacife.

VAI TER QUE DAR VIVAS

ATÉ AQUI, o deputado Roberto Duarte (MDB) manteve-se distante do Palácio Rio Branco, sendo um dos críticos mais ferozes do Gladson. Mas, se for candidato da aliança puxada pelo senador Márcio Bittar, terá que dar vivas ao Gladson na campanha do próximo ano. E, a vida seguirá.

GOLPE NO CARTEL

O PREFEITO Bocalom gaba-se de ter dado um golpe no cartel da venda de medicamentos, que há décadas domina o setor no estado. Passou a comprar fora do estado, rendendo à PMRB, segundo ele, 20 milhões de economia.

CONTINUA A PORCARIA

MAS, POR outra lado, o atendimento aos usuários do transporte coletivo continua uma porcaria, com ônibus sucatas, demora para chegar nas paradas, irritando a população. Isso ofusca ter baixado o preço das passagens.

PERDE O IMPACTO

QUE importa se baixou 50 centavos no preço das passagens, se a população chega a esperar 1 hora nas paradas de ônibus, para embarcar num coletivo?

NÃO É DA RESPONSABILIDADE

UM PARLAMENTAR destina emendas a uma prefeitura. A partir daí, se o prefeito fizer uma licitação superfaturada, é o único responsável. Não há como acusar o deputado federal Flaviano Melo (MDB) de um ato que não praticou.

MORRE NA LIBERAÇÃO

A TUTELA de um deputado federal sobre as suas emendas parlamentares morre na sua distribuição para as prefeituras, desta etapa em diante, o responsável legal é o prefeito. O Flaviano está limpo nesta história.

VAI FICAR CAPENGA

A SE CONFIRMAR que, o prefeito Mazinho e o deputado Roberto Duarte deixarão o MDB, a chapa do partido a deputado federal ficará capenga. Se a Jéssica Sales sair para o Senado, ficará só o Flaviano Melo na chapa. E, precisará em torno de 57 mil votos para se eleger.

ACABOU O FAZ DE CONTA

CONVERSANDO ontem com três dirigentes de partidos diferentes, todos se queixaram da dificuldade de encontrar mulheres que somem votos, a nova legislação reduziu os candidatos a deputado federal a nove. Não podem mais preencher a cota feminina no faz de conta.

NÃO CONFUNDAM ALHO COM BUGALHO

PARA deputado, com uma forte estrutura, e uma campanha organizada, o caminho é curto para a eleição. É diferente do candidato ao Senado ou ao Governo. Nos dois casos, ou conseguem uma empatia com o eleitor, caem na graça, ou correm o sério risco de perder. A eleição para deputado é individual, a majoritária é coletiva. Por isso, não confunda alho com bugalho.

FEZ O QUE TINHA DE SER FEITO

O SENADOR Márcio Bittar (sem partido) tem dito que fez o que tinha que ser feito para ajudar o governo; e, em cima disso, espera que o governador Gladson Cameli anuncie como contrapartida o apoio à Márcia Bittar ao Senado, antes de fechar o ano. Não vê outro cenário.

SUA MAJESTADE ELEITOR

NENHUM DOS candidatos ao governo tem percorrido mais o estado que o deputado Jenilson Leite (PSB). Pode ter igual, não mais que ele. Se isso vai render votos para a sua eleição a governador, a conversa é com sua majestade, o eleitor. Mas, ele continua apostando que sim.

PODE ANOTAR

FALO DO QUE conheço dos acontecimentos dos bastidores: é remotíssima a chance de uma aliança entre o senador Sérgio Petecão (PSD) e o PT, no primeiro turno.

FRASE MARCANTE

“Faça sempre amigos, não se sabe o dia de amanhã”. Máxima da sabedoria oriental.

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A guerra do batom

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DOIS BICUDOS NÃO SE BEIJAM, diz o ditado popular. Dois dos cinco candidatos do grupo do Palácio Rio Branco ao Senado, travam uma guerra surda nos bastidores, com teses antagônicas. 

O grupo da candidata Márcia Bittar (sem partido), composto pelo REPUBLICANOS, PTB, SOLIDARIEDADE, PSC, PDT e PSDB, e sob a orientação do senador Márcio Bittar (sem partido); defende que, o  Gladson anuncie o nome dela ao Senado pela sua chapa, até o fim de dezembro. Diz ter o compromisso do governador de que este fato acontecerá este ano. 

Márcia afirma ser ela a candidata pessoal do presidente Jair Bolsonaro, e que o Gladson sabe deste acordo. Já o grupo que defende a candidatura da senadora Mailza Gomes (PP) é pela tese de que as discussões se estendam até abril, data em que se saberá como se acomodaram os deputados que trocarem de partidos. 

O PP espera abrigar nas suas fileiras cinco novos deputados até esta data. Argumentam seus dirigentes que, por a Mailza já ser senadora, ela é a candidata natural a um novo mandato, e acrescentam o fato do governador ser do seu partido, e ela ter o apoio da direção nacional do PP.

 Esta semana, Mailza esteve com o presidente Bolsonaro de quem afirma ter ouvido comentários de simpatia pela sua candidatura, de agradecimento pela sua lealdade ao projeto do Planalto; chegando a divulgar um vídeo sobre a visita, com a fala do presidente lhe elogiando. Neste fogo cruzado da guerra do batom se encontra o governador Gladson Cameli. 

A lembrar que, também, ainda existem outros três candidatos a senador do seu grupo, os deputados federais Jéssica Sales (MDB), Alan Rick (DEM), e Vanda Milani (PROS). É um nó cego a ser desatado pelo Gladson.

O ABRAÇO DOS AFOGADOS

A PREVISÃO dos dirigentes do PP é ter oito deputados na sua chapa para a ALEAC. Será uma espécie de abraço dos afogados. Desses oito, a tendência é que quatro entrem na eleição com passagem para Manacapuru comprada.

QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA

OS DEPUTADOS Cadmiel Bonfim (PSDB) e Luiz Gonzaga (PSDB) devem esperar até abertura da janela para troca de partidos – no fim de março – para ver se os tucanos formarão uma chapa competitiva para a ALEAC. Se não verem cenário para suas reeleições, não ficam no PSDB. Na política, a sobrevivência fala mais alto que a ideologia.

SEM MUITO CAMINHO

O PSDB terá dificuldade de atrair candidatos novos, tendo dois deputados na chapa. Tem duas alternativas: Convencer seus dois parlamentares a saírem do partido para formar uma chapa sem parlamentares; ou então, conseguir que outros deputados se filiem ao PSDB.

QUESTÃO FECHADA

OS DEPUTADOS do PP fecharam questão na defesa da candidatura da senadora Mailza Gomes (PP) ao Senado. Querem empurrar a escolha do candidato a senador na chapa do Gladson para abril, quando já terão filiado cinco novos parlamentares e ficar com mais fichas na mesa.

UNANIMIDADE NA BASE

NÃO HÁ outro caminho ao secretário Alysson Bestene ao não ser o de deixar o PP para se filiar em outro partido. Ficaria antipático um candidato ao governo e seu vice serem da mesma sigla. Além do preferido do Gladson para vice na sua chapa, ele tem unanimidade na base do governo. E tudo caminha no sentido da sua indicação.

VOTA NO CANDIDATO

E, TEM MAIS, a história de que um vice tem de ser um político profissional; ser indicado por um partido, é conversa de trancoso. O eleitor não vota focado no vice, mas no candidato ao governo. O jogo é este.

VICE É COMO MULHER

VICE é como a mulher com quem você vai se casar, se fizer mal escolha será uma união de desavenças. Ninguém pode tirar o direito do Gladson de escolher um vice da sua confiança. Se escolher um medalhão para vice só para agradar meia dúzia de políticos, vai dormir com um porco espinho por quatro anos, caso ele venha a ser reeleito.

NÃO FORMO NESTE TIME

NÃO VOU ENTRAR no time dos que, para serem agradáveis, pregam que a eleição para o governo será decidida em turno único. O senador Sérgio Petecão (PSD), Jenilson Leite (PSB), Mara Rocha (vai para o PL), David Hall (CIDADANIA), Nilson Euclides (PSOL), não vão disputar a eleição com pés e mãos amarrados. É um jogo com todos os sinais de segundo turno.  

ESCUTOU E CALOU

DOIS dos candidatos ao Senado do grupo palaciano já chegaram a buscar entabular conversa, para serem o candidato ao Senado na chapa ao governo do senador Sérgio Petecão (PSD). Petecão escutou e empurrou a decisão para o início do próximo ano, lá para março.

NÃO NECESSARIAMENTE

A CANDIDATA AO SENADO, Márcia Bittar, não necessariamente deve se filiar ao PL, caso seja este o partido escolhido pelo Bolsonaro, para disputar a eleição. Neste caso, a tendência é de se filiar no REPUBLICANOS.

UNIÃO BRASIL

TUDO É MUITO PREMATURO, mas pelas declarações dos que vão comandar nacionalmente o União Brasil, partido que resultará da fusão DEM-PSL, não haverá lugar no novo partido para os bolsonaristas e lulistas, vão de terceira via na disputa da presidência. E, essa posição vai se refletir no estado. Será uma tendência natural em 2022.

APOSTANDO NA DECOLAGEM

O SENADOR Sérgio Petecão (PSD) está apostando na decolagem da candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para a presidência. Pacheco, um político decente, equilibrado, se filiou ao PSD.

ESPERANDO AS PESQUISAS

O GRUPO do deputado federal Alan Rick (DEM) está de olho nas próximas pesquisas, esperando que ele se mantenha como o candidato melhor avaliado do grupo do Gladson. Será seu trunfo para o debate no grupo.  

FRASE MARCANTE

“Para os aliados, as benesses, para a oposição, nenhum copo com água”. Frase do saudoso ex-governador Geraldo Mesquita.

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Bestene: “Mailza é a candidata natural”

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O DEPUTADO José Bestene, um dos principais dirigentes do PP, defendeu ontem em conversa com o BLOG de que não deve haver pressa sobre a escolha do nome que disputará o Senado na chapa do governador Gladson Cameli. 

O deputado entende ser este um processo que precisa amadurecer entre os aliados. “Temos que esperar até abril do próximo ano, quando todas as acomodações políticas terão acontecido; se saber para que partido vai o presidente Bolsonaro, para então se falar em candidatura ao Senado, não pode ser um movimento prematuro”, destacou Bestene. 

Para o parlamentar do PP, a senadora Mailza Gomes (PP) é a candidata natural para ocupar a chapa do governador Gladson na vaga para o Senado, porque já está no mandato e tem sido fiel ao projeto do governo. E, segundo ele, ela tem procurado se viabilizar. 

Lembra que o prefeito Tião Bocalom (PP) começou mal nas pesquisas, e acabou eleito. Bestene prevê um PP mais forte ainda a partir de abril de 2022, com uma chapa com vários deputados, que poderá redundar numa eleição de seis a sete parlamentares estaduais. Projeta o PP como o maior partido para a disputa eleitoral do próximo ano.

PESQUISA VAI DEFINIR

PARA os aliados do deputado federal Alan Rick (DEM), o que decidirá quem será o candidato a senador da chapa do União Brasil, partido que surgirá da fusão DEM-PSL, será o resultado de pesquisa eleitoral. Alan é candidato ao Senado. Não se sabe quem presidirá a sigla no Acre.

 NÃO HOUVE IMPOSIÇÃO

 O vice-governador Rocha disse ontem ao BLOG que o seu nome não foi imposto para companheiro de chapa do governador Gladson. “Ele foi quem me convidou, depois de muita indecisão e desgaste, porque as pesquisas apontavam que eu ajudaria na chapa. Eu já estava com tudo encaminhado para disputar a reeleição”, revelou ao BLOG. “Não houve imposição partidária”, acrescentou.

GUINADA NO QUADRO

O QUADRO político atual no estado, não será o mesmo em 2022. Por exemplo, se o Bolsonaro for para o PL; como já é anunciado, encontrará lá a deputada federal Mara Rocha (se filiará ao PL), uma extremista de direita e bolsonarista convicta, como candidata ao governo. Como é que ficará o jogo para governador? Vai rifá-la? 

FICA NO PSL

O vice-governador Major Rocha voltou a aventar ontem a possibilidade de disputar um mandato de deputado federal pelo União Brasil, partido que sairá da fusão DEM-PSL. Sua conversa será com o presidente Luciano Bivar.

PARA QUEM NÃO SABE

 O BLOG tem informação precisa de que todas as lives, entrevistas de dirigentes do PSL; de políticos que querem se filiar ao União Brasil, fazendo a defesa do presidente Bolsonaro foram encaminhadas ao presidente da nova sigla, Luciano Bivar, que é um anti-bolsonarista. Na política, funciona a todo vapor a guerra de bastidores.

ÚNICA GARANTIA

O SENADOR Márcio Bittar ligou ontem para dizer que, a única garantia que tem do presidente Bolsonaro, é a de que a Márcia Bittar será a sua candidata a senadora. Quanto quem Bolsonaro apoiará a governador no estado, não tem esta garantia. E, é assunto para discussão futura.

QUANDO DEZEMBRO CHEGAR

SOBRE a escolha do candidato ao Senado na chapa do governador Gladson, Bittar se posicionou que espera que, este anúncio por parte do governador seja feito até o fim de dezembro. Enfatizou que não ficará com a candidatura da Márcia Bittar paralisada além desta data, não havendo motivo para isso ser empurrado até 2022.

ONDA DE EMISSÁRIOS

O SENADOR Sérgio Petecão (PSD) tem sido procurado por uma onda de emissários petistas buscando uma aliança com o PT. Tem escutado e não dado encaminhamento.

PEDIDO DE CONVERSA

TAMBÉM recebeu um pedido de conversa do deputado Jenilson Leite (PSB); como ele, candidato a governador.

NEM PARA GANHAR O CÉU

A ex-deputada Leila Galvão não quer nem ouvir falar de uma volta ao PT ou de apoiar o seu candidato majoritário. Não esqueceu ter sido fritada pelo antigo partido, quando disputou a reeleição. Apoiará Márcia Bittar ao Senado.

ADEUS, PETECÃO!

O senador Sérgio Petecão (PSD) fez a maior força para ter o ex-deputado Henrique Afonso de vice na chapa do Zequinha para prefeito de Cruzeiro do Sul. Foi eleito, e agora está dando um tuba no Petecão, indo para o PP, disputar um mandato de deputado federal. É a política.

 DEVE ESTAR RINDO

QUEM deve estar rindo nesta altura do campeonato, é o ex-prefeito Vagner Sales, já que o Sérgio Petecão não quis apoiar o seu filho Fagner Sales (MDB) a prefeito de CZS.

CAMINHO NATURAL

TUDO aponta no sentido de que o PT deverá indicar o vice na chapa do deputado Jenilson leite (PSB) ao governo. Precisa de um palanque para a candidatura do Jorge Viana ao Senado, na eleição do próximo ano.

NOMES DE DESTAQUE

TRÊS nomes de destaque na atual bancada da Câmara Municipal de Rio Branco, deverão disputar vagas na ALEAC. Emerson Jarude (MDB), e Michelle Melo (PDT), e Lene Petecão (PSD).

JÁ DIZIA O FILÓSOFO

A ATUAL COMPOSIÇÃO do quadro partidário no estado para as disputas do Senado e do Governo, poderá sofrer modificação profunda, se as pedras no tabuleiro forem mal mexidas. Como dizia o saudoso filósofo do Abunã, Rapirã e cercanias, o saudoso ex-deputado Luiz Pereira: “a política é dinâmica”.

TESE NA MESA

HÁ quem defenda dentro do bloco político palaciano que o governador Gladson diga que apoiará todos os candidatos a senador do seu grupo, evitando assim de se queimar escolhendo um só nome. Tese difícil de vingar.

SE VIRANDO NOS TRINTA

DIRIGENTES partidários estão se virando nos trinta atrás de mulheres para completar chapas a deputado federal. Como só poderão ser lançados nove candidatos, a cota feminina tem de ser preenchida com nomes de votos.

FRASE MARCANTE

“De mordomia só não gosta quem nunca usufruiu.”  Frase do sarcástico e saudoso ex-deputado Hermelindo Brasileiro (PDS).

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