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Após aumentar 60% em um ano, preço da carne no Acre não deve sofrer impacto da seca até o fim da estiagem

A previsão otimista é do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Acre, Assuero Veronez, apesar
de a proteína animal ter sofrido uma média de 10 aumentos entre 2020 e 2021

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Com o preço da carne bovina nas alturas, o consumidor acreano anda assustado com rumores de que um possível prolongamento da seca que o estado enfrenta neste ano, com mais de 40 dias seguidos sem chuvas efetivas, eleve mais ainda o custo do produto no mercado local.

Um cenário em que o preço da carne subiu cerca de 60% em um ano, segundo dados do IBGE divulgados no último mês de junho, e uma realidade em que as estiagens mais severas prejudicam as pastagens causando o emagrecimento do gado e o aumento dos custos de produção seriam as justificativas para esse temor.

Não é nisso, entretanto, que acredita o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Acre (FAEAC), Assuero Veronez. Ele crê que não há margem para aumento da carne em função da seca por conta de a estiagem já estar se aproximando do fim e de o preço já vir bastante alto para o consumidor desde o começo do ano.

Veronez diz que o Acre, assim como os demais estados produtores, já experimenta a falta de boi gordo para abate desde o começo desse ano, o que é uma das razões da alta de preços que a proteína vem sofrendo nos últimos meses. Isso também ocorre por conta dos ciclos que a pecuária possui.

“Quando há excesso de boi gordo, o preço cai e aí o pessoal pega e abate bastante fêmea, o que vai diminuir a oferta de bezerro e boi gordo lá na frente. Então, esses ciclos duram mais ou menos três anos e nós estamos vivendo um ciclo desses, onde esse ano está faltando boi para abate”, explicou.

Assuero também ressalta o crescimento das exportações da carne nos últimos anos, especialmente para a China, como outro dos fatores que estão causando a escassez de boi no mercado interno e mantendo o preço do produto em patamares bastante elevados para o consumidor.

“As exportações aumentaram muito, principalmente devido à China, que passou a ser grande consumidora de carne bovina nos últimos anos. Eles consumiam mais suínos e frango, mas passaram a consumir carne vermelha também. Esse fato segura a alta de preço da carne em função da baixa oferta aqui dentro”, disse.

Informações obtidas junto a proprietários de açougues em dois municípios na região do Alto Acre indicam que a carne bovina teve cerca de 10 alterações de preço de 2020 para 2021, destacando que esse é um dado precário. Em Xapuri, por exemplo, foram 5 aumentos apenas no ano corrente.

Previsões futuras

A Scot Consultoria, uma empresa especializada no ramo do agronegócio, estabelecida em Bebedouro (SP), diz que no primeiro semestre deste ano o Brasil exportou 735,8 mil toneladas de carne bovina in natura, faturando US$3,5 bilhões, um recuo de 5,3% em volume e um aumento de 2% em faturamento, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo uma análise do Canal Rural, feita em junho deste ano, a tendência para a carne bovina ainda é de alta até meados de 2022. A partir de 2023, deve começar a cair gradualmente. “A China deve continuar comprando muito agressivamente em 2021 e ir reduzindo, sistematicamente, em 2022, até por questão de autossuficiência”.

O país asiático está recompondo o seu plantel de suínos, que foi dizimado pela peste suína africana, ocorrida em meados de 2018. O nível de matrizes está quase no nível observado antes do problema sanitário, que foi a causa da ampliação da demanda chinesa pela carne vermelha no mercado internacional.

Dados recentes

A disparada nos preços das carnes somada à perda de renda dos brasileiros por causa da pandemia de Covid-19 fizeram com que o consumo desses alimentos no país caísse ao menor em 25 anos, de acordo com dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Agora, cada brasileiro consome, em média, 26,4 quilos de carne ao ano, queda de quase 14% em relação a 2019 — quando ainda não havia crise sanitária. Esse é o menor nível desde 1996, início da série histórica da Conab. Só nos primeiros quatro meses deste ano, o consumo per capita de carne bovina caiu mais de 4% em relação a 2020, estima a Conab.

Já o abate de bovinos no Brasil caiu 4,5%, enquanto o de suínos cresceu 7,1% e o de frangos aumentou 7,4% no segundo trimestre de 2021, na comparação com o mesmo trimestre de 2020, segundo os resultados preliminares da Estatística da Produção Pecuária, divulgada no último dia 12 de agosto pelo IBGE.

Os resultados completos sobre o abate de bovinos, suínos e frangos, para o segundo trimestre de 2021 e para as unidades da federação serão divulgados no próximo dia 10 de setembro de 2021.

Destaque 6

ICMS: redução na gasolina pode chegar a R$ 1,15 por litro

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Com valor médio de R$ 7,29 no país, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), economistas ouvidos pela CNN calculam a quanto poderia chegar a redução nos preços da gasolina, caso vire lei o teto para a cobrança de ICMS nos combustíveis.

O ex-secretário estadual de Fazenda do Rio, Luiz Claudio Carvalho, e o diretor do Instituto Combustível Legal, Carlo Faccio, apontaram que a queda no Rio de Janeiro e em São Paulo, por exemplo, poderia chegar, respectivamente, a R$ 1,15 e R$ 0,48 por litro. Nestes estados, a média da gasolina é R$ 7,80 e R$ 6,90, respectivamente.

Hoje, quem mora no Rio paga 34% de ICMS sobre a gasolina; já quem vive em São Paulo, 25%. O projeto que limita a alíquota do imposto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e será examinado pelo Senado.

Pela proposta, a estimativa é que o teto seja o ICMS modal, uma espécie de alíquota padrão para bens e serviços. Em alguns estados, como RJ e SP, o ICMS modal é de 18%, logo, o novo teto para combustíveis seria 18%.

Por isso, explica o economista Luiz Claudio Carvalho, não é correto taxar que o limite estabelecido para todos os estados será de 17%.

Apesar da alíquota proposta pelo projeto ser menor, o ex-secretário avaliou que não há, porém, qualquer garantia de que a eventual redução tributária venha a ser integralmente repassada ao consumidor pelos distribuidores e postos de combustíveis. De acordo com ele, um desconto proporcional a uma diminuição de impostos não costuma ocorrer no Brasil.

Carvalho frisou que o congelamento, em novembro, do ICMS dos combustíveis – decisão tomada pelos estados – já diminuiu a arrecadação com o imposto, o que se reflete no PMPF (Preço médio ponderado ao consumidor final) que, no caso do Rio de Janeiro, está em R$ 6,785 – nas bombas do estado, o preço médio é de R$ 7,80.

Segundo o ex-secretário, o congelamento voluntário do imposto faz com que o Rio de Janeiro receba, hoje, menos R$ 0,34 em ICMS por litro de gasolina.

O economista e especialista em contas públicas Murilo Viana também concorda que, embora seja possível calcular de quanto seria a redução, não é possível afirmar qual seria, exatamente, o valor do litro da gasolina vendido aos consumidores pelos postos de combustíveis.

“Hoje, o preço de referência de combustível está congelado desde novembro. Esse preço de novembro está totalmente defasado em relação ao preço de hoje. Se levar em frente essa aplicação das alíquotas, existe probabilidade de os estados liberarem o preço de referência.

Ou seja, diminuir a alíquota. Se os estados liberaram isso, vai aumentar a base que incidirá sobre os 17% ou 18%, o que vai diminuir a arrecadação. Sendo assim, não dá para ter certeza de que haverá essa redução no valor dos combustíveis”, explicou.

Segundo ele, apesar de ser possível afirmar que os preços da gasolina cairão com a lei do teto para cobrança do ICMS, ele não acredita que o valor terá redução drástica. Viana diz que o “fator ICMS” não é o que está fazendo o preço dos combustíveis subir, mas sim a “variação do câmbio, o preço internacional do petróleo e mais a política do preço de paridade de importação (PPI)”.

As estimativas passadas pelo ex-secretário estadual de Fazenda do Rio são as mesmas apontadas pelo Instituto Combustível Legal. Segundo o levantamento do órgão, R$ 1,15 a menos na gasolina no Rio de Janeiro seria a maior redução no país. Depois aparecem os estados de Minas Gerais (- R$ 0,94 no preço da gasolina), Piauí (- R$ 0,91), Rio Grande do Sul (- R$ 0,86) e Goiás (- R$ 0,85).

Impactos no diesel

Em contrapartida, o instituto calcula que haveria aumento no valor do diesel. No Rio de Janeiro, o reajuste poderá ser de R$ 0,25, em São Paulo, de R$ 0,18. O aumento no RJ seria o maior do país.

Também aparecem com destaque os estados do Rio Grande do Sul, com aumento de R$ 0,24, Santa Catarina (R$ 0,23) e Paraná (R$ 0,25). Por outro lado, considerando o teto do ICMS, haveria redução no preço do diesel nos estados de Alagoas (- R$ 0,05), Amapá (- R$ 0,05), Bahia (- R$ 0,05), Ceará (- R$ 0,05), Maranhão (- R$ 0,07), Paraíba (- R$ 0,05), Piauí (- R$ 0,05), Rio Grande do Norte (- R$ 0,05) e Sergipe (- R$ 0,10).

Essa diferença ocorre porque o ICMS do diesel tem menor incidência, com média nacional de 13,8% sobre o valor deste combustível. Já a média nacional do ICMS da gasolina é de 28,1%, ou seja, maior do que a alíquota modal do ICMS – que pode variar entre 17% e 18% de teto.

Segundo o diretor do Instituto Combustível Brasil, Carlo Faccio, os estados da região Sul e Sudeste já adotam alíquotas menores que os 17%. “Neste caso, estes estados não sofrerão reduções “, explicou.

Faccio calcula que somente o impacto do diesel com o projeto aprovado na Câmara seria de mais de R$ 6,7 bilhões em prejuízos para os estados.

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Pesquisa Datafolha: Lula tem 48%; Bolsonaro, 27%; Ciro, 7%

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Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (26) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48% das intenções de voto na corrida pelo Palácio do Planalto. O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 27%. As eleições estão marcadas para outubro.

A seguir aparece o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 7%. O deputado federal André Janones (Avante) e a senadora Simone Tebet (MDB) têm 2%.

Os pré-candidatos Pablo Marçal (Pros) e Vera Lúcia (PSTU) ficam com 1%. Os demais não pontuaram.

A parcela dos que dizem que votarão em branco ou nulo representa 7% dos entrevistados. Os indecisos somam 4%.

De acordo com o Datafolha, Lula venceria no primeiro turno com 54% dos votos válidos. Bolsonaro ficaria com 30%.

A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Foram ouvidas 2.556 pessoas face a face entre quarta-feira (25) e esta quinta (26). A pesquisa, encomendada e divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-05166/2022. O nível de confiança da pesquisa é 95%.

O Datafolha também testou outro cenário de primeiro turno — com a inclusão do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB), que desistiu da pré-candidatura nesta semana — e três cenários de segundo turno. Confira abaixo.

Primeiro turno

Intenção de voto estimulada para presidente

Cenário I

Lula (PT) – 48%
Bolsonaro (PL) – 27%
Ciro Gomes (PDT) – 7%
André Janones (Avante) – 2%
Simone Tebet (MDB) – 2%
Pablo Marçal (Pros) – 1%
Vera Lúcia (PSTU) – 1%
Felipe d’Avila (Novo) – 0
Sofia Manzano (PCB) – 0
Leonardo Péricles (UP) – 0
José Maria Eymael (DC) – 0
Luciano Bivar (União Brasil) – 0
General Santos Cruz (Podemos) – 0

Branco/Nulo – 7%
Não sabe/Não respondeu – 4%

Cenário II
Lula (PT) – 48%
Bolsonaro (PL) – 26%
Ciro Gomes (PDT) – 7%
João Doria (PSDB) – 3%
André Janones (Avante) – 2%
Simone Tebet (MDB) – 2%
Pablo Marçal (Pros) – 1%
Vera Lúcia (PSTU) – 1%
Felipe d’Avila (Novo) – 0
Sofia Manzano (PCB) – 0
Leonardo Péricles (UP) – 0
José Maria Eymael (DC) – 0
Luciano Bivar (União Brasil) – 0
General Santos Cruz (Podemos) – 0

Branco/Nulo – 6%
Não sabe/Não respondeu – 3%
Segundo turno
Intenção de voto estimulada para presidente

Cenário I
Lula (PT) – 58%
Bolsonaro (PL) – 33%
Branco/Nulo – 8%
Não sabe/Não respondeu – 1%

Cenário II
Ciro Gomes (PDT) – 52%
Bolsonaro (PL) – 36%
Branco/Nulo – 10%
Não sabe/Não respondeu – 2%

Cenário III
Lula (PT) – 55%
Ciro Gomes (PDT) – 29%

Branco/Nulo – 15%
Não sabe/Não respondeu – 1%

 

CNN BRASIL

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Trigo é o produto mais importado pelo Acre atualmente

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Apesar da crise, a importação de trigo está em alta no Acre. Conforme dados publicados pelo Ministério da Economia em abril deste ano, entre os produtos importados pelo Acre, a farinha de trigo vinda da Argentina respondeu por 33% das compras.

O pão é um dos produtos que mais demandam essa matéria-prima no Acre. Em Rio Branco, segundo o aplicativo Menor Preço, o valor mais baixo da unidade do pãozinho francês é de R$ 0,33 na Cidade Nova. O maior pode chegar a R$ 12 o quilo em diferentes mercados da capital.

No período, o Acre exportou US$ 6,410 milhões e importou, US$ 79,5 mil, resultando em um saldo na balança comercial de US$ 6,33 milhões.

Depois do trigo, os seguintes produtos se destacam nas importações: sulfato de amônio, vindo da Bélgica, com 29,3% das aquisições; alho, vindo do Peru (29%) e madeiras, oriundas da Bolívia (8,7%).

A equipe técnica do Observatório do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre está elaborando o Boletim do Mercado Exterior de maio de 2022, que em breve será publicado no site forumdoacre.org.br/observatório

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Câmara aprova salário mínimo de R$ 1.212, sem aumento real

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça, 24, a Medida Provisória (MP) que fixou o salário mínimo de 2022 em R$ 1.212, sem aumento real, apenas com a correção pela inflação de 2021. O texto seguirá agora para o Senado, onde precisa ser aprovado até 1º de junho, caso contrário ele perderá a validade – MPs precisam ser aprovadas no Congresso em até seis meses após serem publicadas pelo governo.

O valor está de acordo com o Orçamento de 2022, aprovado no Congresso em 21 de dezembro de 2021 com base numa previsão de inflação de 10,18%, o exato valor concedido para o aumento. Durante a tramitação, foram apresentadas 11 propostas na Câmara para aumentar o valor, mas a relatora, a deputada Greyce Elias (Avante-MG), rejeitou todas, com a justificativa de que, no atual momento de grandes dificuldades econômicas para o país, é inviável aprovar as emendas, e recomendou o texto como o governo enviou ao Legislativo.

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