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É muita boca para pouco pirão

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ACOSSADO por tomar uma decisão sobre quem será o seu ou a sua companheira de chapa no espaço para o Senado, o governador Gladson Cameli  vem empurrando a decisão com a barriga para 2022, sem ter até o momento encontrado um meio que lhe cause menos desgaste na hora desta escolha. 

No último fim de semana, dos cinco candidatos do seu grupo, o único que não tinha feito até então uma declaração formal de apoio era a deputada federal Jéssica Sales (MDB), que acabou por se manifestar a favor. Todos os demais já tinham feito esta declaração de amor eterno ao Cameli. 

Os candidatos se posicionam cada qual com seus trunfos, para conseguir a indicação. Os aliados do deputado federal Alan Rick (DEM) argumentam a favor da sua escolha o fato de nas duas últimas pesquisas ter sido o melhor colocado, sendo o que ficou mais próximo do líder das pesquisas, o ex-senador Jorge Viana (PT). 

A Márcia Bittar entra no jogo ancorada no apoio do presidente Bolsonaro e de quatro partidos: REPUBLICANOS, PTB, SOLIDARIEDADE, PSL; na experiência do senador Márcio Bittar (MDB); e, podendo ter ainda no rol o PSDB. 

A deputada federal Jéssica Sales (MDB) tem ao seu favor ser a parlamentar mais votada do Juruá, o segundo maior colégio eleitoral do estado. 

A deputada federal Vanda Milani (PROS) vem para o jogo com a promessa de ter o apoio de 13 prefeitos, e com um trabalho forte nos municípios do interior. 

A senadora Mailza Gomes (PP) que, tecnicamente, só não fica na chapa do Gladson se não quiser; é a presidente do PP, domina o diretório e tem o aval da direção nacional. Há um bom tempo vem se articulando nos mais diversos segmentos sociais, e o PP, seu partido, é o que terá mais deputados como candidatos. Um detalhe: todos os cinco candidatos se equivalem no quesito lealdade ao governador Gladson Cameli, que desta maneira fica numa sinuca de bico para escolher com que bola vai jogar. 

Esta é uma conta que se assim permanecer, não fecha, quatro vão sair se lamentando. A questão é que só existe uma vaga do Senado em disputa, e são cinco bocas para um único e pouco pirão. Vai ter gente chorando com fome.

NÃO APOSTARIA NISSO

DE FATO, o senador Petecão (PSD) tem razão em não reclamar da decisão da deputada federal Jéssica Sales (MDB); porque ela nunca falou que o apoiaria, e cujo movimento de adesão deve ser visto como uma via de tentar ser a candidata única apoiada pelo Gladson; mas isso embute uma engenharia complicada, onde existem outros quatro postulantes do grupo do Gladson brigando pelo Senado. Não é algo simples do governador resolver.

MESMO STF

O STF execrado pelo presidente Bolsonaro por tomar decisões que o desagradam; é o mesmo STF que era exaltado pelo Bolsonaro e seu grupo, quando tomava decisões contra o Lula, na base de pimenta no c* dos outros é refresco. Sem Judiciário forte vira ditadura.

CONVERSO COMO CHEFE

O EX-PRESIDENTE Lula foi duro ontem na sua fala sobre a sua relação com os militares: “Com os militares vou conversar só quando for presidente, porque aí serei o chefe deles”. Lula não acredita na volta da ditadura.

ACABOU A GUERRA FRIA

NÃO VOTO NO LULA, mas se ganhar vai ser empossado, não há clima no cenário mundial e regional para a implantação de uma nova ditadura militar no país.

ESTÁ NO JOGO

A VEREADORA Lene Petecão (PSD) mandou postagem ao BLOG, afirmando que será candidata a deputada estadual na chapa do PSD. Fica então feito o devido registro.

A HISTÓRIA ESTÁ REPLETA

A EXPERIÊNCIA me ensinou a ser cético quando se trata de pesquisas distantes da eleição. O Rubem Branquinho largou com 72% e perdeu o governo para o Edmundo Pinto com 3%; o Marcus Alexandre iniciou com 3% e ganhou a eleição para a PMRB; o Gladson Cameli não iniciou como favorito e ganhou a disputa do governo do Marcus Alexandre; que tinha sido um bom prefeito e estava montado na máquina estatal e municipal; e recentemente, o Bocalon começou como quarto colocado e venceu a eleição. Por isso, prefiro ficar com a cautela.

CENÁRIO DIFERENTE

O COMENTÁRIO ACIMA é apenas como título de exemplo, não quer dizer que se repetirá na eleição 2022, com outros personagens candidatos e num cenário diferente.

CANDIDATO MAJORITÁRIO

EM QUALQUER cenário o deputado Jenilson Leite (PSB) será candidato a um cargo majoritário; seja para governador (o foco atual), ou para o Senado, se o Jorge Viana disputar o governo. Na política, só crescem os ousados.

MARCANDO POSIÇÃO

A CANDIDATA ao Senado, Márcia Bittar (sem partido), vem marcando território político, colando a sua imagem na do presidente Bolsonaro. Márcia tem estado na frente de todas as motociatas bolsonaristas nos municípios.

SOLIDÁRIOS NA SOLIDÃO

O GOVERNADOR Gladson afastou os irmãos Rochas do governo, tirando todos seus cargos. Solidários na solidão, o vice-governador Rocha e a deputada federal Mara Rocha (PSDB), se dedicam a aparições nas redes sociais.

A PARTE QUE LHE CABE NO LATIFÚNDIO

EM 2022, a deputada federal Mara Rocha vai disputar a reeleição sem o cenário favorável de apoios de 2018, e num partido sem grande estrutura no estado, como o PL, que foi a parte que lhe coube neste latifúndio político.

MEDIDA ACERTADA

O SECRETÁRIO da Zeladoria, Joabe Lira – um dos raros da gestão municipal que engrenou – agiu certo ao suspender a licitação para a continuidade da implantação da iluminação a Led, cuja primeira fase sofre contestação jurídica. Melhor esperar para ver o que dirá a justiça.

PERDEU OPORTUNIDADE

O GOVERNADOR Gladson Cameli tem até aqui, no estado, sido um democrata no trato com todos os setores. Mas perdeu uma boa oportunidade de projetar esta imagem além das fronteiras, ao não assinar o manifesto dos governadores a favor do STF; que significava também o apoio ao estado de direito.

MAIS REAL QUE A REALIDADE

O SECRETÁRIO municipal de Saúde, Frank Lima, é melhor trabalhando que emitindo opiniões fora de esquadro. A imunização completa se dá com a segunda dose da vacina; e na capital, só em torno de 30% tomaram a segunda dose; como é que defende que tudo volte ao normal? Tem de se lembrar que não é mais sindicalista.

NÃO NECESSARIAMENTE

O DEPUTADO ROBERTO DUARTE (MDB) é advogado, e sabe que, um governo não é uma empresa da iniciativa privada, que pode contratar ao bel prazer. Se o Gladson sair contratando além do teto da LRF, entra em crime de responsabilidade. É errado dizer que não contrata o cadastro de reserva da Polícia Civil porque não quer.

FRASE MARCANTE

“Cada criatura é um rascunho a ser retocado sem cessar”. (Guimarães Rosa).

Blog do Crica

Chutar o balde é uma possibilidade

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CONVERSANDO ontem com um dos políticos mais experientes do Acre, este fez um comentário que não está fora da realidade. Na sua visão, se os dirigentes dos  partidos apertarem muito o torniquete do governador Gladson por uma solução, para a difícil equação do Senado, com cinco candidatos do seu grupo, ele pode chutar o balde, dizer que, por causa da falta de consenso entre os postulantes vai apoiar a todos, ou então, escolher um e bradar que, quem quiser lhe seguir na campanha da reeleição que que o siga. 

Ele ponderou durante a conversa que não será pelo apoio deste ou daquele político que ele vai deixar de ganhar ou perder a eleição. “Quem vai votar pela reeleição do Gladson; vai votar, independente, de quem estiver ao seu lado. O voto para o governo é pessoal, o resto é penduricalho”, destacou. 

Citou como exemplo a recente posição do Gladson na eleição para a prefeitura da capital, quando pela falta de um nome de unidade; deu meia volta e foi apoiar a prefeita Socorro Neri para mais um mandato. “Não duvido que ele possa repetir este script”, enfatizou o político em tela. E, completou a fonte que, o Gladson Cameli é um político diferente por não precisar do cargo para viver confortavelmente, poderia estar muito tranquilo em Manaus, gerindo as empresas do pai, que estão entre as maiores da do Amazonas, e por isso não depende da política. 

Ouvi o velho amigo no alto da sua experiência, e lhe disse uma frase: – “na política, não duvido de nada; nem que boi possa voar”. E, ponto.

EM QUAL DOS DUARTE ACREDITAR?

O DEPUTADO ROBERTO DUARTE (MDB) deixou todos na dúvida na sua última entrevista. Foi um dos maiores críticos do governo do Gladson na ALEAC, sob argumento de não ser um bom gestor. E, agora, anuncia que vai apoiar a reeleição do Gladson. Em quem acreditar: no Duarte da ALEAC ou no Duarte de hoje? E, o que fez mudar rápido de ideia em relação ao governador?

QUEM CASA COM A VIÚVA…

NOVA ALTA da gasolina e do diesel. E, o aumento do gás bate na porta. É uma desculpa esfarrapada se debitar a culpa aos governos do PT. Quem governa o país agora é o Bolsonaro, ele é que tem de resolver este problema, pois, diz o ditado: – Quem casa com a viúva, cria os filhos.

VALER QUASE NADA

COM A INFLAÇÃO galopante, preços da carne e dos demais alimentos em alta constante; o botijão com gás, também, disparando nos preços; quando as famílias receberem os 400 reais prometidos pelo Bolsonaro, vai dar mal para comprar uma boa cesta básica.

NUNCA PROMETEU

UM ASSESSOR do senador Petecão (PSD) garantiu ontem ao BLOG de que, ele nunca prometeu que faria uma aliança com o PT para a disputa do governo. Registro.

TERÁ QUE TER BALA NA AGULHA

PERGUNTEI ontem a um amigo do deputado do PODEMOS, se o partido estava coeso no apoio à candidatura do ex-deputado Ney Amorim (PODEMOS) a deputado federal. Resposta: “Depende, se tiver bala na agulha vou apoiar; se não tiver, eu vou apoiar um nome de outro partido”.

PLANTAR BANANEIRA NA CHINA

NA POLÍTICA, existe uma máxima de que quando se trata de preservar o seu mandato, o parlamentar manda a ideologia e o partidarismo plantar bananeira na China.

ÉTICA PARTIDÁRIA

O LÍDER do governo na ALEAC, deputado Pedro Longo (PV), saiu na defesa dos deputados federais Flaviano Melo (MDB) e Mara Rocha (PSDB); acusados de superfaturar obras com suas emendas, o que disse ser falso. É bom, quando a ética fica acima dos interesses políticos.

O PROBLEMA É A CHAPA

A EMPRESÁRIA Charlene Lima, presidente regional do PTB, deve disputar um mandato de deputada federal, em 2022. Bom nome. O problema é saber se o seu partido terá uma chapa competitiva, para chegar aos 57 mil votos.

ANOTE ESTE NOME

1 – JERFSON, O PURURUCA, primeiro suplente de deputado, é um dos nomes mais fortes na chapa do PSD para a ALEAC. Faz uma campanha redonda e organizada.

TENHO QUE SER JUSTO

A PMRB está fazendo um trabalho de qualidade de tapa- buraco e recuperação de trechos de ruas, na região dos bairros Morada do Sol e Adalberto Aragão, pude comprovar ontem ao passar por estes locais. Ponto para o prefeito Tião Bocalom; lhe crítico, mas procuro ser justo.

PRETO NO BRANCO

QUERO ver o preto no branco. Formar chapa mequetrefe para deputado federal, qualquer partido forma; mas montar uma chapa com nove nomes competitivos, o buraco é mais embaixo. Tem dirigente político blefando.

NOME A SER BATIDO

JORGE VIANA (PT) é o nome visto para ser batido apontado pelos seus adversários candidatos ao Senado.

VER SE VALEU O MISTÉRIO

O PT faz mistério sobre os nomes das suas chapas para deputado federal e deputado estadual.  Com tanto mistério, vamos ver se esta montanha vai parir um leão ou um rato. Estamos bem perto de saber que bicho vai dar.

NOMES DE QUALIDADE

O QUE é positivo nesta disputa da única vaga do Senado é que, os concorrentes possuem boa qualificação profissional. Não existe um nome desqualificado no jogo.

É PARA VALER?

CHEQUEI com vários ocupantes de cargos de confiança no governo do estado, se foram notificados que terão que deixar os cargos em dezembro. Só souberam da notícia pela entrevista do governador Gladson. É para valer? 

NINGUÉM DE EXPRESSÃO

A CHAPA para deputado estadual do PP será bastante forte, mas em compensação, não se conhece um nome com alta densidade eleitoral para a Câmara Federal.

CALO DA SAÚDE

É UM SECRETÁRIO DA SAÚDE se sucedendo, e nenhum consegue resolver a situação humilhante a que são submetidos os pacientes que precisam do TFD, para procurar tratamento de saúde fora do Acre.

ESTRAGO INTERNACIONAL

A CPI DA COVID pode até não render nenhuma medida judicial que acabe em punição do presidente Bolsonaro, mas já fez um estrago político grande na sua imagem no país e internacionalmente.

FRASE MARCANTE

“O sábio não diz o que sabe e o tolo não sabe o que diz”.

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Uma canoa furada, sem remos, no repiquete 

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TENHO ACOMPANHADO nos bastidores as conversas sobre uma aliança entre o senador Sérgio Petecão (PSD) e políticos do PT, para a disputa do governo, com a suposição do Jorge Viana (PT) sendo o candidato ao Senado da chapa.

 Vários emissários petistas têm procurado Petecão na busca deste cenário, que consideram ideal para 2022. Como diria Jack, o Estripador, vamos por partes. O primeiro ponto teria que ser mandar a candidatura do deputado Jenilson Leite (PSB) ao governo para cantar em outra freguesia. Até aqui, Jenilson aposta numa aliança com o PT. A segunda parte, é que confundem a força eleitoral do PT com a força eleitoral do Jorge Viana, mas estão em polos diferentes. O PT, como partido, ainda carrega um forte desgaste da derrota para o governo em 2018; e, que se refletiu no fracasso da última disputa da PMRB. 

O Jorge Viana tem votos bem além dos muros eleitorais do PT. Numa aliança com o Petecão, este ganharia apenas o ônus do desgaste do PT; e jamais, o bônus dos votos extra-PT do Jorge Viana. Seria uma aliança em que o senador Sérgio Petecão (PSD) entraria com a cara e o PT com o tapa. O único beneficiado seria o JV, que ganharia a estrutura do grupo do Petecão e um belo de um empurrão na sua campanha de senador.

 Uma frase dita ontem por um dos assessores mais próximos do senador Sérgio Petecão (PSD), definiu bem o que seria esta aliança: “Seria colocar o Petecão numa canoa furada, sem remos, num repiquete”. E, nada mais disse e nem lhe foi perguntado. 

HIPÓTESE ZERO

É UMA QUESTÃO FECHADA dentro da direção do PP. A hipótese da senadora Mailza Gomes (PP) não vir a ser candidata a mais um mandato em 2022, é igual a zero.

OBSCURANTISMO DA IDADE MÉDIA

O presidente Jair Bolsonaro é uma pessoa com mentalidade obscurantista da Idade Média. Foi salvo pela ciência na facada que levou, e voltou a defender uma tese maluca, mentirosa, agredindo a ciência, de que a vacina causa AIDS. O pior é quem gente que ainda acredita.

FILIAÇÃO CERTA

QUEM APOSTAR numa aliança política entre o prefeito Mazinho Serafim e o governador Gladson Cameli, se prepare para perder. Formará no palanque do Petecão.

BUMBO FURADO

O RETROSPECTO mostra que, o Bolsonaro é muito forte no estado. Mas que não transfere votos. Foi assim com o Coronel Ulysses para o governo; e, com o Roberto Duarte para a PMRB. Ambos tiveram votações ridículas. E, a lembrar que, na sua eleição estava forte; e hoje, mal nas pesquisas. Por isso, é bom não apostar neste cacife.

VAI TER QUE DAR VIVAS

ATÉ AQUI, o deputado Roberto Duarte (MDB) manteve-se distante do Palácio Rio Branco, sendo um dos críticos mais ferozes do Gladson. Mas, se for candidato da aliança puxada pelo senador Márcio Bittar, terá que dar vivas ao Gladson na campanha do próximo ano. E, a vida seguirá.

GOLPE NO CARTEL

O PREFEITO Bocalom gaba-se de ter dado um golpe no cartel da venda de medicamentos, que há décadas domina o setor no estado. Passou a comprar fora do estado, rendendo à PMRB, segundo ele, 20 milhões de economia.

CONTINUA A PORCARIA

MAS, POR outra lado, o atendimento aos usuários do transporte coletivo continua uma porcaria, com ônibus sucatas, demora para chegar nas paradas, irritando a população. Isso ofusca ter baixado o preço das passagens.

PERDE O IMPACTO

QUE importa se baixou 50 centavos no preço das passagens, se a população chega a esperar 1 hora nas paradas de ônibus, para embarcar num coletivo?

NÃO É DA RESPONSABILIDADE

UM PARLAMENTAR destina emendas a uma prefeitura. A partir daí, se o prefeito fizer uma licitação superfaturada, é o único responsável. Não há como acusar o deputado federal Flaviano Melo (MDB) de um ato que não praticou.

MORRE NA LIBERAÇÃO

A TUTELA de um deputado federal sobre as suas emendas parlamentares morre na sua distribuição para as prefeituras, desta etapa em diante, o responsável legal é o prefeito. O Flaviano está limpo nesta história.

VAI FICAR CAPENGA

A SE CONFIRMAR que, o prefeito Mazinho e o deputado Roberto Duarte deixarão o MDB, a chapa do partido a deputado federal ficará capenga. Se a Jéssica Sales sair para o Senado, ficará só o Flaviano Melo na chapa. E, precisará em torno de 57 mil votos para se eleger.

ACABOU O FAZ DE CONTA

CONVERSANDO ontem com três dirigentes de partidos diferentes, todos se queixaram da dificuldade de encontrar mulheres que somem votos, a nova legislação reduziu os candidatos a deputado federal a nove. Não podem mais preencher a cota feminina no faz de conta.

NÃO CONFUNDAM ALHO COM BUGALHO

PARA deputado, com uma forte estrutura, e uma campanha organizada, o caminho é curto para a eleição. É diferente do candidato ao Senado ou ao Governo. Nos dois casos, ou conseguem uma empatia com o eleitor, caem na graça, ou correm o sério risco de perder. A eleição para deputado é individual, a majoritária é coletiva. Por isso, não confunda alho com bugalho.

FEZ O QUE TINHA DE SER FEITO

O SENADOR Márcio Bittar (sem partido) tem dito que fez o que tinha que ser feito para ajudar o governo; e, em cima disso, espera que o governador Gladson Cameli anuncie como contrapartida o apoio à Márcia Bittar ao Senado, antes de fechar o ano. Não vê outro cenário.

SUA MAJESTADE ELEITOR

NENHUM DOS candidatos ao governo tem percorrido mais o estado que o deputado Jenilson Leite (PSB). Pode ter igual, não mais que ele. Se isso vai render votos para a sua eleição a governador, a conversa é com sua majestade, o eleitor. Mas, ele continua apostando que sim.

PODE ANOTAR

FALO DO QUE conheço dos acontecimentos dos bastidores: é remotíssima a chance de uma aliança entre o senador Sérgio Petecão (PSD) e o PT, no primeiro turno.

FRASE MARCANTE

“Faça sempre amigos, não se sabe o dia de amanhã”. Máxima da sabedoria oriental.

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A guerra do batom

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DOIS BICUDOS NÃO SE BEIJAM, diz o ditado popular. Dois dos cinco candidatos do grupo do Palácio Rio Branco ao Senado, travam uma guerra surda nos bastidores, com teses antagônicas. 

O grupo da candidata Márcia Bittar (sem partido), composto pelo REPUBLICANOS, PTB, SOLIDARIEDADE, PSC, PDT e PSDB, e sob a orientação do senador Márcio Bittar (sem partido); defende que, o  Gladson anuncie o nome dela ao Senado pela sua chapa, até o fim de dezembro. Diz ter o compromisso do governador de que este fato acontecerá este ano. 

Márcia afirma ser ela a candidata pessoal do presidente Jair Bolsonaro, e que o Gladson sabe deste acordo. Já o grupo que defende a candidatura da senadora Mailza Gomes (PP) é pela tese de que as discussões se estendam até abril, data em que se saberá como se acomodaram os deputados que trocarem de partidos. 

O PP espera abrigar nas suas fileiras cinco novos deputados até esta data. Argumentam seus dirigentes que, por a Mailza já ser senadora, ela é a candidata natural a um novo mandato, e acrescentam o fato do governador ser do seu partido, e ela ter o apoio da direção nacional do PP.

 Esta semana, Mailza esteve com o presidente Bolsonaro de quem afirma ter ouvido comentários de simpatia pela sua candidatura, de agradecimento pela sua lealdade ao projeto do Planalto; chegando a divulgar um vídeo sobre a visita, com a fala do presidente lhe elogiando. Neste fogo cruzado da guerra do batom se encontra o governador Gladson Cameli. 

A lembrar que, também, ainda existem outros três candidatos a senador do seu grupo, os deputados federais Jéssica Sales (MDB), Alan Rick (DEM), e Vanda Milani (PROS). É um nó cego a ser desatado pelo Gladson.

O ABRAÇO DOS AFOGADOS

A PREVISÃO dos dirigentes do PP é ter oito deputados na sua chapa para a ALEAC. Será uma espécie de abraço dos afogados. Desses oito, a tendência é que quatro entrem na eleição com passagem para Manacapuru comprada.

QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA

OS DEPUTADOS Cadmiel Bonfim (PSDB) e Luiz Gonzaga (PSDB) devem esperar até abertura da janela para troca de partidos – no fim de março – para ver se os tucanos formarão uma chapa competitiva para a ALEAC. Se não verem cenário para suas reeleições, não ficam no PSDB. Na política, a sobrevivência fala mais alto que a ideologia.

SEM MUITO CAMINHO

O PSDB terá dificuldade de atrair candidatos novos, tendo dois deputados na chapa. Tem duas alternativas: Convencer seus dois parlamentares a saírem do partido para formar uma chapa sem parlamentares; ou então, conseguir que outros deputados se filiem ao PSDB.

QUESTÃO FECHADA

OS DEPUTADOS do PP fecharam questão na defesa da candidatura da senadora Mailza Gomes (PP) ao Senado. Querem empurrar a escolha do candidato a senador na chapa do Gladson para abril, quando já terão filiado cinco novos parlamentares e ficar com mais fichas na mesa.

UNANIMIDADE NA BASE

NÃO HÁ outro caminho ao secretário Alysson Bestene ao não ser o de deixar o PP para se filiar em outro partido. Ficaria antipático um candidato ao governo e seu vice serem da mesma sigla. Além do preferido do Gladson para vice na sua chapa, ele tem unanimidade na base do governo. E tudo caminha no sentido da sua indicação.

VOTA NO CANDIDATO

E, TEM MAIS, a história de que um vice tem de ser um político profissional; ser indicado por um partido, é conversa de trancoso. O eleitor não vota focado no vice, mas no candidato ao governo. O jogo é este.

VICE É COMO MULHER

VICE é como a mulher com quem você vai se casar, se fizer mal escolha será uma união de desavenças. Ninguém pode tirar o direito do Gladson de escolher um vice da sua confiança. Se escolher um medalhão para vice só para agradar meia dúzia de políticos, vai dormir com um porco espinho por quatro anos, caso ele venha a ser reeleito.

NÃO FORMO NESTE TIME

NÃO VOU ENTRAR no time dos que, para serem agradáveis, pregam que a eleição para o governo será decidida em turno único. O senador Sérgio Petecão (PSD), Jenilson Leite (PSB), Mara Rocha (vai para o PL), David Hall (CIDADANIA), Nilson Euclides (PSOL), não vão disputar a eleição com pés e mãos amarrados. É um jogo com todos os sinais de segundo turno.  

ESCUTOU E CALOU

DOIS dos candidatos ao Senado do grupo palaciano já chegaram a buscar entabular conversa, para serem o candidato ao Senado na chapa ao governo do senador Sérgio Petecão (PSD). Petecão escutou e empurrou a decisão para o início do próximo ano, lá para março.

NÃO NECESSARIAMENTE

A CANDIDATA AO SENADO, Márcia Bittar, não necessariamente deve se filiar ao PL, caso seja este o partido escolhido pelo Bolsonaro, para disputar a eleição. Neste caso, a tendência é de se filiar no REPUBLICANOS.

UNIÃO BRASIL

TUDO É MUITO PREMATURO, mas pelas declarações dos que vão comandar nacionalmente o União Brasil, partido que resultará da fusão DEM-PSL, não haverá lugar no novo partido para os bolsonaristas e lulistas, vão de terceira via na disputa da presidência. E, essa posição vai se refletir no estado. Será uma tendência natural em 2022.

APOSTANDO NA DECOLAGEM

O SENADOR Sérgio Petecão (PSD) está apostando na decolagem da candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para a presidência. Pacheco, um político decente, equilibrado, se filiou ao PSD.

ESPERANDO AS PESQUISAS

O GRUPO do deputado federal Alan Rick (DEM) está de olho nas próximas pesquisas, esperando que ele se mantenha como o candidato melhor avaliado do grupo do Gladson. Será seu trunfo para o debate no grupo.  

FRASE MARCANTE

“Para os aliados, as benesses, para a oposição, nenhum copo com água”. Frase do saudoso ex-governador Geraldo Mesquita.

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Blog do Crica

Bestene: “Mailza é a candidata natural”

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O DEPUTADO José Bestene, um dos principais dirigentes do PP, defendeu ontem em conversa com o BLOG de que não deve haver pressa sobre a escolha do nome que disputará o Senado na chapa do governador Gladson Cameli. 

O deputado entende ser este um processo que precisa amadurecer entre os aliados. “Temos que esperar até abril do próximo ano, quando todas as acomodações políticas terão acontecido; se saber para que partido vai o presidente Bolsonaro, para então se falar em candidatura ao Senado, não pode ser um movimento prematuro”, destacou Bestene. 

Para o parlamentar do PP, a senadora Mailza Gomes (PP) é a candidata natural para ocupar a chapa do governador Gladson na vaga para o Senado, porque já está no mandato e tem sido fiel ao projeto do governo. E, segundo ele, ela tem procurado se viabilizar. 

Lembra que o prefeito Tião Bocalom (PP) começou mal nas pesquisas, e acabou eleito. Bestene prevê um PP mais forte ainda a partir de abril de 2022, com uma chapa com vários deputados, que poderá redundar numa eleição de seis a sete parlamentares estaduais. Projeta o PP como o maior partido para a disputa eleitoral do próximo ano.

PESQUISA VAI DEFINIR

PARA os aliados do deputado federal Alan Rick (DEM), o que decidirá quem será o candidato a senador da chapa do União Brasil, partido que surgirá da fusão DEM-PSL, será o resultado de pesquisa eleitoral. Alan é candidato ao Senado. Não se sabe quem presidirá a sigla no Acre.

 NÃO HOUVE IMPOSIÇÃO

 O vice-governador Rocha disse ontem ao BLOG que o seu nome não foi imposto para companheiro de chapa do governador Gladson. “Ele foi quem me convidou, depois de muita indecisão e desgaste, porque as pesquisas apontavam que eu ajudaria na chapa. Eu já estava com tudo encaminhado para disputar a reeleição”, revelou ao BLOG. “Não houve imposição partidária”, acrescentou.

GUINADA NO QUADRO

O QUADRO político atual no estado, não será o mesmo em 2022. Por exemplo, se o Bolsonaro for para o PL; como já é anunciado, encontrará lá a deputada federal Mara Rocha (se filiará ao PL), uma extremista de direita e bolsonarista convicta, como candidata ao governo. Como é que ficará o jogo para governador? Vai rifá-la? 

FICA NO PSL

O vice-governador Major Rocha voltou a aventar ontem a possibilidade de disputar um mandato de deputado federal pelo União Brasil, partido que sairá da fusão DEM-PSL. Sua conversa será com o presidente Luciano Bivar.

PARA QUEM NÃO SABE

 O BLOG tem informação precisa de que todas as lives, entrevistas de dirigentes do PSL; de políticos que querem se filiar ao União Brasil, fazendo a defesa do presidente Bolsonaro foram encaminhadas ao presidente da nova sigla, Luciano Bivar, que é um anti-bolsonarista. Na política, funciona a todo vapor a guerra de bastidores.

ÚNICA GARANTIA

O SENADOR Márcio Bittar ligou ontem para dizer que, a única garantia que tem do presidente Bolsonaro, é a de que a Márcia Bittar será a sua candidata a senadora. Quanto quem Bolsonaro apoiará a governador no estado, não tem esta garantia. E, é assunto para discussão futura.

QUANDO DEZEMBRO CHEGAR

SOBRE a escolha do candidato ao Senado na chapa do governador Gladson, Bittar se posicionou que espera que, este anúncio por parte do governador seja feito até o fim de dezembro. Enfatizou que não ficará com a candidatura da Márcia Bittar paralisada além desta data, não havendo motivo para isso ser empurrado até 2022.

ONDA DE EMISSÁRIOS

O SENADOR Sérgio Petecão (PSD) tem sido procurado por uma onda de emissários petistas buscando uma aliança com o PT. Tem escutado e não dado encaminhamento.

PEDIDO DE CONVERSA

TAMBÉM recebeu um pedido de conversa do deputado Jenilson Leite (PSB); como ele, candidato a governador.

NEM PARA GANHAR O CÉU

A ex-deputada Leila Galvão não quer nem ouvir falar de uma volta ao PT ou de apoiar o seu candidato majoritário. Não esqueceu ter sido fritada pelo antigo partido, quando disputou a reeleição. Apoiará Márcia Bittar ao Senado.

ADEUS, PETECÃO!

O senador Sérgio Petecão (PSD) fez a maior força para ter o ex-deputado Henrique Afonso de vice na chapa do Zequinha para prefeito de Cruzeiro do Sul. Foi eleito, e agora está dando um tuba no Petecão, indo para o PP, disputar um mandato de deputado federal. É a política.

 DEVE ESTAR RINDO

QUEM deve estar rindo nesta altura do campeonato, é o ex-prefeito Vagner Sales, já que o Sérgio Petecão não quis apoiar o seu filho Fagner Sales (MDB) a prefeito de CZS.

CAMINHO NATURAL

TUDO aponta no sentido de que o PT deverá indicar o vice na chapa do deputado Jenilson leite (PSB) ao governo. Precisa de um palanque para a candidatura do Jorge Viana ao Senado, na eleição do próximo ano.

NOMES DE DESTAQUE

TRÊS nomes de destaque na atual bancada da Câmara Municipal de Rio Branco, deverão disputar vagas na ALEAC. Emerson Jarude (MDB), e Michelle Melo (PDT), e Lene Petecão (PSD).

JÁ DIZIA O FILÓSOFO

A ATUAL COMPOSIÇÃO do quadro partidário no estado para as disputas do Senado e do Governo, poderá sofrer modificação profunda, se as pedras no tabuleiro forem mal mexidas. Como dizia o saudoso filósofo do Abunã, Rapirã e cercanias, o saudoso ex-deputado Luiz Pereira: “a política é dinâmica”.

TESE NA MESA

HÁ quem defenda dentro do bloco político palaciano que o governador Gladson diga que apoiará todos os candidatos a senador do seu grupo, evitando assim de se queimar escolhendo um só nome. Tese difícil de vingar.

SE VIRANDO NOS TRINTA

DIRIGENTES partidários estão se virando nos trinta atrás de mulheres para completar chapas a deputado federal. Como só poderão ser lançados nove candidatos, a cota feminina tem de ser preenchida com nomes de votos.

FRASE MARCANTE

“De mordomia só não gosta quem nunca usufruiu.”  Frase do sarcástico e saudoso ex-deputado Hermelindo Brasileiro (PDS).

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