Conecte-se agora

Psicóloga comove a internet ao publicar carta ao agressor que deixou irmão cego no Acre

Publicado

em

A psicóloga Mayara Lima é irmã do músico Pedro Lucas, 19 anos, que ficou cego após ser atingido por uma chave de fenda ao ser agredido em maio deste ano após uma confusão em uma conveniência, localizada em um posto de gasolina na capital acreana. No último dia 29 de julho, Pedro recebeu em São Paulo, o diagnóstico definitivo de que o dano no nervo ótico ocasionado pela agressão é irreversível.

Em uma carta divulgada nas redes sociais endereçada ao agressor, Mayara comoveu diversos internautas. A psicóloga começa seu desabafo afirmando que o objetivo da carta é trazer a Rui uma reflexão sobre o ocorrido e todas as consequências na vida do jovem e de toda a família.

Mayara conta que nunca foi atrás de saber quem tinha sido o agressor, mas diz que quer falar com o Rui humano para expressar toda a sua dor e tentar trazer sensatez ao homem que deixou seu irmão cego.

A irmã conta que não sabe até quanto tempo o trauma irá atormentar sua família. Em outro trecho ela diz a Rui que Pedro poderia ser filho do agressor, que nada justifica a agressão, finalizando dizendo que espera que Rui seja humanizado e busque o perdão.
O agressor, Rui Barros Vieira, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Acre pelo crime de lesão corporal.

Veja a publicação de Mayara Lima: 

Destaque 4

Reserva Chico Mendes lidera ranking das 10 brasileiras mais pressionadas pelo desmate

Publicado

em

As áreas protegidas da Amazônia — como terras indígenas, territórios quilombolas e unidades de conservação —, viram as ameaças e pressões de desmatamento aumentarem em um ano. Entre agosto de 2020 e julho de 2021, foram mais de 10 mil ocorrências de devastação da floresta dentro ou a até 10 km desses territórios, 13% a mais do que no período anterior, entre agosto de 2019 e julho de 2020.

Um fator põe diretamente o Acre em evidência nesse contexto: a Reserva Extrativista Chico Mendes lidera o ranking das 10 unidades federais de conservação mais ameaçadas pela devastação da floresta. No período analisado, a Resex registrou 114 células de desmate -4 a mais que entre julho de 2019 e agosto de 2020, quando essa unidade também figurou no mesmo ranking desta vez na 3ª colocação.

Além da REsex Chico Mendes, o Parque Nacional da Serra do Divisor e a Reserva Cazumbá-Iracema também figuram nos ranking de unidades de conservação federal ou estadual que sofrem com a pressão do desmatamento interno ou ao entorno.

Os dados são do levantamento “Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas”, publicado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O estudo identifica e contabiliza todas as ocorrências detectadas pelo Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon (SAD) em áreas de 100 km² na Amazônia Legal e as classifica como ameaça, se estiverem a até 10 km das áreas protegidas, ou pressão, se estiverem dentro desses territórios.

Entre agosto de 2020 e julho de 2021, 7.005 ocorrências (66%) foram classificadas como ameaça e 3.565 (34%) como pressão. Isso indica que, em geral, houve mais casos de desmatamento ao redor das áreas protegidas do que dentro delas, o que serve de alerta para a necessidade de ações que impeçam ainda mais o avanço da destruição.

Em um momento em que a Amazônia vive o pior ritmo de desmatamento dos últimos 10 anos, esse olhar específico para as áreas protegidas é um importante subsídio para que políticas públicas sejam direcionadas para esses territórios.

O aumento de 13% nas ocorrências de desmatamento mostra que os órgãos públicos precisam intensificar as ações de fiscalização, identificação e punição dos responsáveis pela destruição da floresta nas áreas protegidas, pois esses territórios deveriam estar sendo priorizados.

“As APs mais Ameaçadas foram a Resex Chico Mendes (AC) e a Parna Mapinguari (AM/RO), ambas estavam entre as três APs mais Ameaçadas no ranking do calendário anterior. Pará é o estado com maior número de APs ameaçadas no ranking. Todas as 10 APs mais Ameaçadas também estavam no ranking das 10 mais no calendário anterior”, relata o Imazon nesse estudo.

Acesse https://imazon.org.br/wp-content/uploads/2021/09/AmeacaePressao_Agosto2020-Julho2021.pdf e saiba mais sobre o estudo.

Continuar lendo

Destaque 4

Após impacto da pandemia, preço da castanha tem expectativa de melhora para a próxima safra

Publicado

em

Com as medidas de isolamento e distanciamento social impostas pela pandemia do coronavírus, as cooperativas agroextrativistas na regional do Alto Acre reduziram suas atividades e o preço da lata (unidade de medida da castanha), que já apresentava sinais de queda no mercado local, caiu, em 2020, para menos da metade do valor praticado em 2019.

Para a Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre), já era esperado um valor de mercado da castanha em 2020 inferior ao da safra anterior, em razão dos estoques existentes nas cooperativas e usinas de beneficiamento, que fizeram diminuir a demanda pelo produto. No entanto, com a pandemia do coronavírus, os impactos foram ainda maiores.

Com as dificuldades impostas ao mercado da castanha pela pandemia, a Cooperacre, principal indústria de beneficiamento de castanha no Acre, reduziu em 60% a capacidade de compra de seus associados. Com 220 funcionários, além da castanha, a cooperativa atua também com beneficiamento de polpas de fruta e látex de seringueira.

“A Cooperacre comprava, em média, até 2019, um volume que ia de quatro a cinco milhões de quilos de castanha in natura. Em 2020, compramos 200 mil latas, o que representa dois milhões e duzentos mil quilos, menos da metade do volume adquirido em anos anteriores”, afirmou ainda no ano passado Manoel Monteiro, presidente da empresa.

Mas não foi apenas a pandemia que prejudicou o mercado da castanha no Brasil. Segundo um estudo do pesquisador Salo V. Coslovsky, professor associado da New York University, a decisão da União Europeia (UE), em 1998, de impor padrões sanitários de importação mais rigorosos, especialmente relacionados à contaminação por aflatoxinas, pôs as indústrias brasileiras do setor em dificuldades.

Logo após essa decisão, tanto brasileiros quanto bolivianos, dois dos três maiores exportadores de castanha, pleitearam isenção das novas regras, sob o argumento de que as exigências iriam dizimar a indústria, prejudicar comunidades tradicionais dedicadas ao extrativismo florestal e permitir o aumento do desmatamento. As autoridades europeias não cederam, no entanto.

Coslovsky afirma no estudo que as empresas bolivianas responderam a essa nova realidade de forma efetiva e imediata. Em contraste, o governo brasileiro demorou a agir, os processadores e exportadores brasileiros não conseguiram cooperar entre si, e continuaram enviando lotes contaminados para a UE. Em resposta, as autoridades europeias aumentaram a frequência de inspeções até chegar a 100% das cargas de castanha com casca.

O resultado disso foi o domínio do setor pela Bolívia ao ponto de suas empresas passarem a comprar castanhas com casca do Brasil por um valor irrisório, processar e as exportar como castanha sem casca por valores muito mais altos para o resto do mundo. Desde 2010, a Bolívia tem exportado entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões, por ano de castanha sem casca para o próprio Brasil, segundo o estudo de Coslovsky.

De acordo com o presidente da Cooperativa Agroextrativista de Xapuri (Cooperxapuri), Sebastião Aquino, o estudo não considera a crise que o mercado boliviano enfrenta de 2019 para cá. Segundo ele, nos últimos dois anos, o domínio das empresas bolivianas decaiu e que Brasil e Peru hoje são os maiores exportadores do produto. “São dados represados”, disse ele.

Para a próxima safra da castanha, a expectativa das cooperativas é de que o preço para o produtor melhore bastante, de acordo com previsão feita por Sebastião Aquino. “Na safra passada, o preço fechou em alta, em torno de R$ 70,00 a R$ 80,00 a lata e que na próxima esse valor já deve largar acima dos R$ 50,00”, afirmou.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a castanha ocupa o segundo lugar do ranking dos produtos não madeireiros mais extraídos da região Norte, perdendo apenas para o açaí. Além de fomentar a economia regional, o produto ajuda no desenvolvimento sustentável do ecossistema.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontam que mais de 32 mil toneladas de castanha foram comercializadas em 2019. Dessa quantidade, 7 mil (21,8%) foram destinados ao mercado externo.

As safras da castanha sempre começam no mês de janeiro e se estendem por um período de mais ou menos dois meses, podendo chegar até três, dependendo da região. A castanheira começa a soltar os ouriços em meados de dezembro, época das chuvas. Nos meses seguintes, os frutos caem e passam a ser coletados no interior da floresta.

Continuar lendo

Destaque 4

Governo anuncia convocação de 92 aprovados do cadastro de reserva da Polícia Militar

Publicado

em

Na manhã desta sexta-feira, 17, no Palácio Rio Branco, o governador Gladson Cameli (Progressistas) anunciou a convocação de 92 aprovados no cadastro de reserva do concurso da Polícia Militar do Acre (PMAC), realizado em 2017.

De acordo com o governo, serão chamados 74 homens e 18 mulheres. O curso de formação dos aprovados do cadastro de reserva vai começar no dia 3 de novembro. Inicialmente, o concurso previa a oferta de 250 vagas para o cargo de aluno soldado, mas, de acordo com o governo, foram chamados 587.

Em seu pronunciamento, o chefe do executivo acreano revelou que a burocracia foi o fator primordial no atraso da convocação dos aprovados do cadastro de reserva. “Há toda uma equipe por trás que é necessária para a realização do sonho de vocês”.

Cameli fez um agradecimento público aos parlamentares da Assembleia Legislativa pelo aval dado para a convocação dos futuros alunos soldados. Por fim, o governador solicitou que os aprovados tenham foco no treinamento que irá ocorrer no curso de formação. “O treinamento é fundamental, não existe treinamento ruim para quem não quer exercer a profissão. Minha gratidão a todos”, argumentou.

O comandante da Polícia Militar, coronel Paulo César Gomes, enalteceu a iniciativa do governo, segundo ele, os futuros novos policiais deverão diminuir a defasagem da corporação. “Temos um déficit de mais de 2 militares há muito tempo, os aprovados do cadastro de reserva vão nos ajudar no reforço da tropa”.

O secretário de segurança pública, Paulo Cézar, destacou a importância de reforçar o efetivo de profissionais da Segurança Pública. Na ocasião, o militar comentou o episódio ocorrido com os alunos soldados do curso de formação da PM. Em sua opinião, não houve excesso. “O tratamento dado aos alunos exige intelecto, psicológico. “Isso não se consegue sem um treinamento específico. Todo militar precisa passar por isso. Vocês se preparem, porque será preciso”, declarou.

O deputado estadual e líder do governo, Pedro Longo, parabenizou o governador pelo cumprimento da promessa de campanha. Além disso, o parlamentar explicou a demora na convocação que ocorreu devido a trâmites burocráticos.

Maísa Dias, representante do cadastro de reserva, disse que o governador Gladson Cameli é o principal responsável pela convocação dos futuros profissionais da segurança pública.

Em março deste ano, foram convocados 200 concursados, sendo 160 preenchidas por candidatos homens e as outras 40 por mulheres. O concurso da PM-AC foi lançado em março de 2017, com 250 vagas iniciais para o cargo de soldado combatente no nível médio e técnico.

A convocação dos aprovados de forma imediata foi uma das promessas de governo durante a campanha eleitoral do governador.

A validade do concurso da PM era de seis meses, a contar da divulgação do resultado final do certame que ocorreu em junho de 2018. Porém, o prazo foi prorrogado por mais dois anos no mesmo mês, menos de dez dias depois.

O concurso venceria em 2020, mas, devido a pandemia de Covid-19, uma lei, aprovada pelo governador em maio do ano passado, suspendeu os prazos de validade de concursos públicos já homologados e em fase de convocação dos aprovados no estado durante o período de calamidade.

Participaram da solenidade o secretário de segurança, Paulo César, o secretário de comunicação, Rutemberg Crispim, do Procurador-Geral do Estado, João Paulo Sett, dos deputados estaduais José Bestene (Progressistas) e Pedro Longo (PV) e demais autoridades.

Continuar lendo

Destaque 4

Acre regulamenta isenção de imposto na compra de carro a portadores de deficiência

Publicado

em

Foto: Beatriz Martins

O governo do Acre alterou no Diário Oficial desta sexta-feira, 17, o decreto que concede isenção na compra de um veículo por pessoas portadoras de deficiência física, visual, mental ou autista.

O benefício previsto neste artigo somente se aplica a operação de saída amparada por isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, nos casos de deficiência física, aquela que apresenta alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano alcançando, tão somente, as deficiências de grau moderado ou grave, assim entendidas aquelas que causem comprometimento parcial ou total das funções dos segmentos corpóreos que envolvam a segurança da direção veicular, acarretando o comprometimento da função física e a incapacidade total ou parcial para dirigir apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, nanismo, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções;

Há ainda os casos de deficiência que seja toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de uma atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano.

Quem tem alguma deficiência permanente, que ocorreu ou se estabilizou durante um período de tempo suficiente para não permitir recuperação ou ter probabilidade de que se altere, apesar de novos tratamentos, também pode ter acesso ao benefício.

As pessoas que provarem incapacidade, que seja uma redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social, com necessidade de equipamentos, adaptações, meios ou recursos especiais para que a pessoa com deficiência possa receber ou transmitir informações necessárias ao seu bem-estar e ao desempenho de função ou atividade a ser exercida.

Para comprovar uma das deficiências, bem como do comprometimento da função física e da incapacidade total ou parcial para dirigir, é preciso apresentar um laudo pericial, emitido por prestador de serviço público de saúde ou prestador de serviço privado de saúde, contratado ou conveniado, que integre o Sistema Único de Saúde (SUS).

Quem não tem condições de dirigir, pode indicar até três condutores, que precisam comprovar que moram na mesma residência do beneficiário.

Continuar lendo

Bombando

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required

Leia Também

Mais lidas