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Fórum debate “Rotas do Desenvolvimento” para setores econômicos do Acre na pandemia

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Representantes do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre, estiveram reunidos na tarde desta quarta-feira, 14, na sede da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), para debateram sobre as perspectivas que visam aquecer a economia do estado. Esta foi a primeira reunião presencial, desde a pandemia. A próxima reunião do Conselho Consultivo ocorrerá no início de agosto.

O presidente da Federação das Indústrias do Acre e do Fórum, José Adriano, detalhou que o fórum representa caminhos para o crescimento de seis setores econômicos: Turismo, Economia Criativa, Agronegócio, Tecnologia e Inovação, Construção Civil e Comércio Exterior. “Estamos sempre dispostos a debater o desenvolvimento da economia acreana. Estamos há dois anos analisando e temos cinco temas para dialogar e buscar alternativas”, explicou.

Em meio a reunião, José Adriano debateu o projeto de lei elaborado pelo governo do Estado, que prevê investimentos de R$ 20 milhões para incentivo das micro e pequenas empresas de construção civil do Acre.

O Programa de Estímulo à Construção/Geração de Emprego e Renda, é um projeto que visa fazer com que todas as obras, com valores até R$ 400 mil, terão suas licitações direcionadas exclusivamente para as micros e pequenas empresas, assim classificadas conforme definição do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. “Os órgãos terão a oportunidade de dialogar nesse processo de contratação. Essa é a proposta que estamos apostando para aquecer o setor. A proposta foi desenhada pela Federação das Indústrias, com parceria do Sebrae, Senai e Ministério Público do Trabalho. Com o programa vamos atingir todos os municípios”, declarou o presidente da Fieac.

Na área do turismo, foi apresentado um projeto em cooperação com a Alemanha, cujo objetivo é fortalecer a economia local em municípios selecionados de todas as cinco regiões do Brasil, por meio da cooperação entre o Poder Público e Sociedade Civil no planejamento e na implementação de uma estratégia para o turismo sustentável.

O coordenador da câmara técnica do comércio exterior, Assurbanipal Mesquita, disse que o grande desafio é o início das obras da estrada de Pucallpa, no Peru, que, segundo ele, já está avançada.

Mesquita contou ainda que em breve vai começar os voos Internacionais de Cruzeiro do Sul à cidade peruana. Além disso, existem os investimentos da empresa Dom Porquito para o comércio no Peru.

Assuero Veronez, coordenador da câmara técnica do agronegócio, disse que a pandemia deu uma travada na economia local, segundo ele, o consumo da carne teve uma queda no Acre. O coordenador ressaltou que um dos motivos do aumento na carne bovina é por conta do comércio exterior ter tido um consumo maior.

Ao fazer uma análise técnica do agronegócio e pecuária acreana, Assuero revelou que o fato do Acre ter se tornado área livre da aftosa deve refletir no aumento das exportações.

Para Veronez a pecuária do Acre só poderá comprar carne animal de estados com zona livre da aftosa, dos demais, só com a regularização. “A empresa JBS não tem autorização para exportação no Acre”, contou.

O Fórum é composto por câmaras técnicas, que são órgãos consultivos que propiciam consistência e agilidade na busca das melhores alternativas de soluções para o desenvolvimento econômico do Acre, tornando-se um importante espaço para defesa dos interesses das instituições e fortalecimento de ideias, oferecendo subsídios para as posições tomadas pelo Fórum por meio da participação direta das lideranças com o apoio do corpo técnico do Observatório. A equipe do Fórum, enviada aos municípios, é composta pelo consultor Osmar e pelo presidente da Câmara Técnica de Turismo, João Bosco Nunes.

O que é o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre

O Fórum Empresarial é coordenado pelas Federações do Comércio (Fecomércio), das Indústrias (FIEAC) e da Agricultura e Pecuária (FAEAC), que são responsáveis por mantê-lo. A instituição passa a atuar com personalidade jurídica própria, tendo assim total autonomia em suas ações.

O Conselho, empossado na quinta-feira, 10 de dezembro, é formado por todos os integrantes do Conselho Deliberativo e complementado por outras instituições, órgãos e entidades, estabelecidas no Acre, convidadas oficialmente pelo presidente do Fórum. Os membros convidados foram: Federacre, Governo do Estado do Acre (representado pelos secretários de Indústria, Anderson Abreu; e de Turismo, Eliane Sinhasique), Sebrae/AC, UFAC, IFAC, Embrapa/Acre, Banco do Brasil, Banco da Amazônia (BASA), Caixa Econômica, Associação dos Municípios do Acre (AMAC), Prefeitura de Rio Branco, Suframa e IBGE.

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Unidades de Conservação no Acre registram mais de 1.000 focos de queimadas em 2021

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas

A exemplo do ano passado, o Acre registra números altos de queimadas neste ano. Nas áreas naturais protegidas a situação não tem sido diferente. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que as Unidades de Conservação estaduais e federais no Acre registram mais de 1.000 focos de queimadas em 2021.

Entre o dia 1º de janeiro e esta terça-feira, 21 de setembro, foram contabilizados 1.118 focos de queimadas nas áreas de conservação localizadas no estado. A Reserva Extrativista Chico Mendes lidera esses números, com 707 focos no ano, o que corresponde a 63% do total entre todas as UC’s situadas no Acre.

O mês de setembro é disparadamente o pior na contabilidade dos focos de queimadas nas Unidades de Conservação no estado, em especial, na Resex Chico Mendes, onde dos 707 focos registrados no ano 519 foram apenas neste mês, número que corresponde a 75% do total detectado em todas as demais.

Em 2020, a Resex Chico Mendes também foi a campeã de fogo entre as UC’s da Amazônia. Foram 1.127 focos no ano – o que representou 23,7% do total. Essa grande quantidade de fogo está relacionada com a queima da floresta recém-derrubada ou a limpeza de pastagens para pecuária.

O gado na Resex

Foi também em 2020, a Resex passou a ser um dos principais centros exportadores de bezerros, novilhos e vacas do Acre para estados vizinhos. Com a escassez de bois em idade para abate provocada pela grande quantidade de vacas abatidas nos anos anteriores, bezerros e novilhos passaram a ter alto valor no mercado da pecuária.

Um bezerro que podia ser comprado no Acre por R$ 800 até a primeira metade do ano passado, hoje não sai por menos de R$ 2 mil. Essa valorização tem ocasionado a ampliação de áreas de pastagem para mais rebanhos. Para se ter mais boi pastando é preciso abrir novas áreas, o que, na prática, significa desmatamento e, consequentemente, mais queimadas.

Situação no estado

Em todo o Acre, foram registrados mais de 6.805 focos em 2021. Os municípios de Feijó e Tarauacá foram os que apresentaram o maior número de queimadas acumuladas em 2021 no estado, com 1.441 e 944 focos, respectivamente. Plácido de Castro e Epitaciolândia estão na ponta oposta do ranking, com 20 e 49 focos, respectivamente.

Os dados do Inpe também mostram que o número de queimadas este ano no Acre é o maior dos últimos 16 anos, no intervalo de 1º de janeiro a 21 de setembro. Em julho passado, o estado foi incluído no Plano Estratégico para o Combate a Incêndios Florestais do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Com base na série histórica do Inpe, que começa no ano de 1998, apenas em 2005, quando ocorreu o maior desastre ambiental do estado, com milhares de hectares de floresta queimados na Resex Chico Mendes, o Acre teve mais focos de queimadas do que em 2021, nesse período.

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Valério afirma que fusão DEM e PSL é complexa e que Bittar pode desembarcar na nova legenda

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O presidente do Partido Social Liberal, Pedro Valério, afirmou em entrevista ao Boa Conversa, exibido pelo ac24horas, na noite desta terça-feira, 21, que a fusão nacional entre o DEM e o PSL é uma engenharia complexa e salientou que já existe um convite ao senador Márcio Bittar (MDB) para presidir a nova legenda.

Na entrevista, o parlamentar afirmou que nenhuma fusão entre partidos pode ser bem-vinda devido às diferenças entre as agremiações nos estados, mas afirmou que acatará a decisão da nacional.

“A fusão é muito difícil e tem uma engenharia muito complexa. Nenhuma fusão nos estados pode ser bem-vinda. O PSL tem um patrimônio do Acre que é ter uma militância ideológica. Até ontem, eu achei que a fusão estava 100% consolidada e a gente sabe que tem resistências em Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro”, afirmou.

Em outro trecho, Valério afirmou que caso ocorra função entre o DEM e o PSL, o senador Márcio Bittar (MDB) deverá desembarcar na sigla para presidi-la e salientou que não tem cobiça pelo cargo de presidente do partido.

“Em 2018, ninguém apostava no Márcio e o PSL apoiou o Márcio e eu sei a resistência, que eu enfrentei pra apoiar o Márcio. Eu vi que o Márcio era o único capaz de derrotar o nosso Lex Luthor, da política, que é o Jorge Viana. A nossa aliança com o Márcio é ideológica e não fisiológica. Eu, por mim, desde 2018, o Márcio Bittar deveria estar na sigla e a gente acha que com a fusão, existe a possibilidade do senador ingressar na sigla”, salientou.

Assista a entrevista completa:

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Com insumos nas alturas, empresários relatam risco de abandono de obras da BR-364

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Empresários da Construção Civil estiveram nesta terça-feira, 21, relatando as dificuldades de operacionalizar a manutenção dos trechos da BR-364, que liga a capital Rio Branco até a cidade de Cruzeiro do Sul, em cerca de mais de 600 km da rodovia federal. As lamúrias foram expostas durante audiência pública nas Comissões de Serviço Público, Trabalho e Municipalismo, Obras Públicas e Transportes e Comunicação, no plenário da Assembleia Legislativa com a presença de representantes sindicais e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Os empresários informaram sobre os custos para se operacionalizar os serviços que triplicaram nos últimos 12 meses e os contratos não tiveram nenhuma correção neste período. Estima-se que uma nova construção da BR-364 com trabalho definitivo, cerca de R$ 1,5 bilhões.

O deputado Jonas Lima (PT), cujo os familiares comandam uma das empreiteiras que atuam na BR-364 (Lima e Pinheiro LTDA), afirmou que as empresas estão pedindo ajuda e levantou o risco das obras de manutenção serem suspensas. “As empresas estão pedindo ajuda, estão agonizando. Vocês vão ver a dificuldade para fazer o tapa buracos. Eles vão ser obrigadas a retirar as máquinas, senão vão suspender as obras da BR-364 por falta de apoio e recursos”, disse.

Já a deputada Antônia Sales (MDB), que tem o costume de sempre trafegar na Estrada, disse que a BR-364 está arrebentada. “Essa estrada está arrebentada. A base dela está destruída devido a infiltração que vem debaixo. A Tabatinga não dá liga. Aqui não é uma audiência política, mas sim algo de interesse da população. O contrato está baixo e algumas empresas devem abandonar a obra”, afirmou a emedebista.

Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Representando a empresa MSM, o administrador Jarbas Soster, explicou os gargalos de manutenção da BR-364, enfatizando que os insumos tiveram seus preços duplicados e até mesmo triplicados. “Esses contratos não contemplam os serviços integralmente. Nós estamos debatendo com o DNIT a questão dos preços, e aumento de até 500% dos insumos, como por exemplo o cimento que teve aumento de 100% e o diesel que dobrou. A situação dos transportadores, cooperativas estão em estado de insolvência. Estamos enxugando gelo na BR-364, pois são mais de 600km de estrada e poucos recursos para tomar conta dessa malha”, frisou.

Soster defendeu que o ideal era que a rodovia passasse por restauração e manutenção, mas defende mais recursos. “Se a Restauração e Manutenção na ordem de R$ 260 milhões e não conseguiu vencer isso aqui. Não vai ser um de R$ 50 milhões que não vai resolver”, disse o empresário enfatizando que Plano Anual de Trabalho e Orçamento (Pato) não é suficiente para dar conta da estrada. “As soluções são caras e pontuais. Existe solução para o problema da BR, a questão é de onde vem o dinheiro”, disse.

Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Um representante da empresa Lima e Pinheiro revelou aos deputados que os controles estão passando por desequilíbrio. “Não estamos sendo remunerados. O custo não estão sendo coberto pelo serviço demandado”, disse Carpegiane, engenheiro da empresa.

Sem independência de atuação, o superintendente do DNIT no Acre, engenheiro Carlos Moraes, reforçou que a BR-364 no Acre é uma das piores estradas do Brasil e afirmou que o departamento vem trabalhando para ter uma solução definitiva. “Estamos trabalhando para uma resolução definitiva da estrada. Não dá pra ficar só em manutenção que dá a impressão de enxugar gelo. O que eu tenho falado para os empresários, vá no Poder judiciário e peçam uma rescisão do contrato judicialmente pois o contrato está insuportável ou se presta o serviço e vamos tentar tocar”, disse Carlos. A fala dele não agradou deputados e empresários que consideram a judicialização ruim devido a morosidade da justiça.

Os deputados Fagner Calegario (Podemos), Gerlen Diniz (PP) e Marcus Cavalcante (PTB) informaram que uma audiência pública deverá ser realizada ainda esta semana com o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. O presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior (PP) deverá encontrar Tarcísio por intermédio do senador Márcio Bittar (MDB) para tratar sobre o assunto.

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Iniciada a primeira perfuração para ponte do anel viário de Brasiléia e Epitaciolândia

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O Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), executou a perfuração em solo da primeira estaca que sustentará a estrutura da ponte do contorno rodoviário Brasiléia-Epitaciolândia, segundo informação da estatal Agência de Notícias do Acre.

De acordo com as informações, os serviços estão sendo efetuados por meio de parceria entre governo federal, via Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e Consórcio Cidade/CZS/Meta.

A ponte tem via dupla com 250 metros sobre o Rio Acre e vai tirar a circulação pesada de veículos pela BR-317 rumo a Assis Brasil, na fronteira com Iñapari, no lado peruano.

Petronio Antunes, presidente do Deracre, afirmou que o início das obras “é um esforço do governador Gladson Cameli pelo bem do povo acreano”. Segundo ele, a ponte fará a interligação entre Brasiléia e Epitaciolândia e será uma saída para o mercado internacional.

Além de facilitar o tráfego na região, a ponte deve beneficiar mais de 50 mil habitantes e movimentar a economia na região, com a geração de emprego e renda, segundo o governo.

Com informações da Agência de Notícias do Acre.

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