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Conheça a saga do Movimento Autonomista liderado por Guiomard Santos no Acre

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Levantes de grupos prós e contras. Correntes partidárias em constantes divergências de opinião. Um comitê que pregava a autonomia defendendo a necessidade dos acreanos de tornarem-se iguais em direito e deveres aos demais brasileiros. E até a criação de um jornal e a utilização de outro, oficial, com a finalidade de divulgar notícias, artigos e abaixo-assinados em favor da causa autonomista.

Palácio Rio Branco na década de 1950, um dos grandes símbolos da luta pela emancipação do Acre Foto: CDIH

Se você acha que os embates políticos de hoje são de longe os mais polarizados da história do país, pois saiba que a elevação do Território do Acre à categoria de Estado – que nesta terça-feira, 15, faz 59 anos – também foi marcada por uma das mais intensas disputas ideológico-partidárias que se tem notícia no desabrochar do século 20, no Brasil.

Colonos e seringueiros com o governador Guiomard Santos Foto: Acervo Digital/Memorial dos Autonomistas

Nesta reportagem, utilizando-se dos estudos ricamente detalhados pela professora Maria José Bezerra na sua tese de doutorado de 2006 para o Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), a Agência de Notícias do Acre traz os principais aspectos para compreender satisfatoriamente como foi o processo de elevação do Acre de Território a Estado, na tarde do dia 15 de junho de 1962, com a sanção da Lei 4.070 pela caneta do então presidente João Goulart.

Da esquerda para a direita, Lydia Hammes Santos, Guiomard Santos, o presidente João Goulart e o primeiro ministro Tancredo Neves, na ocasião da sanção da Lei 4.070, de 15 de junho de 1962 que elevou o Acre a Estado Foto: Acervo Digital/Memorial dos Autonomistas

O discurso patriótico como arma de persuasão

Jornal O Acre, órgão oficial de imprensa do governo constitucional tornou-se em 1950 aliado da propaganda pela elevação do Acre a Estado Foto: Cedida

“Acre livre e Brasil mais independente. Conterrâneos de coração, saímos do berço desassombradamente e aceleramos os nossos passos em busca de uma bandeira de liberdade para nossa terra, que é minha e que é tua. Saibamos honrar os méritos daqueles que tombaram pela independência deste rincão, num ardil golpe sem medirem consequência e desprendidos de paixões materiais. […] por um Acre livre, num Brasil mais independente”.

Do artigo Exortação Cívica, no jornal O Acre, assinado por Raimundo Sales Vital no dia 19 de maio de 1957.

O texto acima é um de tantos outros lançados pelo Comitê Pró-Autonomia do Acre, grupo criado nos idos de 1956, segundo a professora Maria Bezerra, com “caráter cívico, patriótico e ético”, aparelhado por Guiomard Santos para convencer os acreanos de que o Acre deveria tornar-se Estado.

Hotel Chuí, na década de 1950, onde hoje é a sede da Prefeitura de Rio Branco, no centro da capital Foto: Acervo/CDIH

José Guiomard Santos, do Partido Social Democrático (PSD) foi governador do território entre 1946 e 1950, e eleito deputado federal logo em seguida, em 1951, tendo sido o maior defensor da elevação do Acre a Estado e obtido essa conquista.

Coronel do Exército boliviano Isaac Vasquez, e membros do governo do Departamento Pando, em cerimônia de entrega medalha ao governador do Acre, Guiomard dos Santos, que também era major; curiosamente, pela autonomia do Acre, Santos mencionava os feitos heroicos de Plácido de Castro contra os bolivianos para ganhar o Acre Foto: Acervo/CDIH

Porém, para entender melhor um dos capítulos mais importantes da nossa história, é preciso compreender primeiro que, embora o movimento autonomista tivesse o hábito de colar à sua propaganda ideológica os feitos de Plácido de Castro – de que a elevação a Estado só honraria ainda mais a façanha dos bravos heróis da ‘Revolução Acreana’ -, a anexação do Acre como território nacional já não havia encontrado a simpatia das forças políticas que protagonizaram a ‘Revolução’. O que diria, a elevação.

Balsas de borracha descem o rio Acre, próximas da Gameleira Foto: Arquivo/Museu da Borracha

É que “ao longo do processo da luta contra a Bolívia, [essas mesmas] forças políticas dividiram-se em vários grupos com projetos distintos para a região”, explica a professora.

Proprietários do seringal Benfica, em Rio Branco (à direita) com oficiais dos vapores Arimos e Marcial e seringueiros Foto: Revista O Malho

“Havia aqueles, como Galvez, que defendiam a instauração de um regime republicano, porém subordinado à ‘mãe-pátria’ [o próprio Acre]. E alguns outros, mais ousados, com suas ideias separatistas, que também propunham a separação do Acre do território nacional formando um novo país”, lembra Bezerra. E como exemplo prático, é “neste contexto que se insere o levante de 1910 em Cruzeiro do Sul, quando os seringalistas e comerciantes de maior peso econômico se rebelaram e depuseram as autoridades constituídas”.

Grupo de oficiais do vapor Marcial no barranco do porto Benfica, no rio Acre, em Rio Branco Foto: Revista O Malho

Nesta perspectiva, a instituição da condição de Território pelo governo federal torna-se um freio ao mandonismo das forças políticas locais ante o poder nacional.

Os anos 1950, o petróleo do Moa e a visão do Juruá sobre a causa autonomista

Charge de jornal da época criticando ação do governo federal; na legenda acima, o anúncio de que o “governo expediu ordens terminantes para que sigam batalhões do Exército para o Acre, com fim de sufocar o movimento revolucionário n’aquela região” Foto: Redalyc.org

Para reforçar seus ideais de um Acre elevado à condição de Estado, Guiomard Santos então organizou um bloco pró-autonomista de políticos locais que em 1953 ele mesmo municiava com discursos, artigos na imprensa, abaixo-assinados, correspondências particulares, telegramas e relatos de debates sobre a luta pró-autonomista no âmbito do Território. Mas , o que pensava-se ser uma causa do Acre como um todo acabou não incendiando todas as mentes, sobretudo os pensadores do Juruá.

“No Vale do Juruá, em documento publicado em O Juruá, o jornalista João Mariano enfatiza que os governos territoriais, incluindo o próprio Guiomard Santos, só investiam em Rio Branco – por ser capital -, e nos municípios vizinhos”. Dessa forma, a causa autonomista não empolgava os moradores do Juruá por conta do contexto de miséria a que estavam inseridos, segundo a leitura da pesquisadora da USP.

Passageiros com comandante e tripulação da lancha Rio Cayaté fotografados no rio Juruá Mamichy, quando retornavam do rio Tarauacá Estas designações indígenas justificam a familiaridade do grupo e, sobretudo, a pujança da natureza em torno Foto: Revista o Malho O Malho, RJ, 26 de setembro de 1908, Ano VII, N.315

“O Vale do Juruá não está em condições de fazer parte do Estado autônomo do Acre, pois além da falta de vida própria, há de encarar o fator capital: de todos os proprietários e comerciantes do Juruá, somente um, o sr. Raimundo Quirino Nobre está em condições de carregar, por duas vezes ao ano, navio de quatrocentas toneladas de mercadorias, em Belém para os seus armazéns nesta cidade. Isso indica pobreza da região. […] Faça-se o Território do Juruá. Incentiva-se a sua lavoura e pecuária, organizem-se algumas pequenas indústrias, extraia-se o petróleo do Moa, eis o caminho a seguir”.

Do artigo Autonomia do Acre, no jornal O Juruá, por João Mariano da Silva, publicado no dia 3 de março de 1957.

Visita de Getúlio Vargas e recepção do presidente por estudantes Foto: CDIH

Segundo a tese da professora-doutora, intitulada ‘Invenções do Acre: De Território a Estado – Um olhar social’, a oposição, representada pelo deputado federal Oscar Passos, líder do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), também advogava contra o projeto de elevação do Acre a Estado por considerá-lo eleitoreiro, já que no entendimento de Passos, o Território não tinha ‘sustentação econômica’.

“Os brasileiros do Acre demonstram, há mais de meio século, capacidade, decisão e bravura para repelir violentamente a dominação estrangeira. Se essas qualidades tivessem sido convenientemente aproveitadas e orientadas na paz, como o foram na guerra, já que o Acre, por sem dúvida, estaria a brilhar na constelação dos Estados brasileiros, rico e próspero, hospitaleiro e feliz. Não houve este cuidado por parte de muitos dirigentes, impuseram-lhes o garrote da dominação dos homens pelos homens. Um feudo foi o que resultou de tanta bravura e esforço. […] Acorrentados pelo governo pela inevitável dependência econômica dificilmente poderão essas populações manifestar livremente a sua preferência política ou sequer a sua opinião sobre os detentores do poder local. Politicamente, o Acre e sua população nada lucrariam. […] A eleição do governador e da Assembleia Legislativa seria uma farsa. […] No momento presente como é público, a União entrega ao Acre mais de 300 milhões de cruzeiros por ano e arrecada, através das Mesas de Renda e Coletorias, apenas 3 ou 4 milhões. Com a emancipação do Território, a União não fornecerá mais essas verbas. […] Os 300 milhões terão que ser arrancados do próprio povo acreano”.

Oscar Passos. Considerações sobre a Autonomia do Território do Acre. In: BEZERRA, Maria José. Dossiê – Acervo: Guiomard Santos (Acre). Elevação do Acre a Estado. Rio Branco: Globo, 1982, p. 61-65

Vista aérea da área onde hoje é a Praça da Revolução, o quartel da Polícia Militar do Estado do Acre e a Prefeitura de Rio Branco Foto: CDIH

Para Bezerra, o pensamento liberal de Oscar Passos, ao criticar o projeto de elevação do Acre a Estado é pertinente. “Em primeiro lugar, nos anos 1950, com a crise da borracha pós-guerra, o Acre dependia quase que inteiramente dos recursos financeiros do governo federal, sendo o governo, como ainda é na atualidade, o maior empregador”.

Rua 17 de novembro, no Segundo Distrito de Rio Branco, durante a cheia do rio Acre, hoje a rua Senador Eduardo Assmar Foto: Acervo/Museu da Borracha

“Porém, embora o projeto do Guiomard Santos tenha sido gestado de cima para baixo, ele buscou o referendo popular a partir da compreensão de que cabia aos representantes do poder político ‘guiar e instruir o povo’. Este era o papel do intelectual, do Estado, das instituições. A sua visão ideológica e política não admitia o conflito e a sociedade deveria ser harmônica e integradora”, completa a pesquisadora.

Governador José Augusto de Araújo Foto: Acervo/CDIH

Jovem cruzeirense, professor e ex-militante da União Nacional dos Estudante, José Augusto de Araújo era eleito para o cargo de primeiro governador do Acre constitucional. Paralelo a isso, “a elevação do Acre a Estado significaria, naquela conjuntura, a possibilidade de viabilizar um projeto de desenvolvimento para a região”.

 

Em 1957, como parlamentar da Câmara dos Deputados, Guiomard Santos incorporaria, por meio de um projeto de lei, as discussões que começaram lá em 1954, dentro do Congresso Nacional e fora dele. Esta seria a segunda proposta de Santos, já que a primeira tinha sido em 54 enquanto governador constitucional.

Sede do Congresso Nacional nos anos 1950 Foto: Acervo Câmara dos Deputados

Foi a partir de 1956 que os defensores do projeto de lei de Santos, que ganhara ainda mais visibilidade em nível nacional, começaram a se reunir com os mais diversos segmentos sociais e tornaram comum a elaboração e  divulgação de manifestos, sobretudo, de autoria do Comitê Pró-Autonomia do Acre, que abre esta reportagem.

Casarão de seringalista em Sena Madureira; eles eram contra a elevação do Acre a Estado Foto: Acervo/CDHI

Contudo, em 1958, os debates seguiriam ainda mais acalorados com a oposição ao projeto de Santos – capitaneada por Oscar Passos líder do PTB local -, sendo projetados também pela imprensa nacional. De um lado, a Associação dos Seringalistas do Acre e a Associação dos Seringueiros do Território Federal do Acre criticavam com veemência a possibilidade de uma elevação a Estado por entenderem que ela traria “desordem à vida econômica, mormente com a criação de impostos estaduais, além dos já existentes”.

Prédio da Sociedade Sborba hoje completamente revitalizado Foto: Cedida

Do outro lado estavam outras instituições como a Sociedade Beneficente Operários de Rio Branco, que cumprimentava Santos, do PSD, “pelo passo decisivo para a nossa independência econômica dentre em breve”.

Presidente João Goulart, ao lado de Guiomard Santos, assina a Lei 4.070, que elevou o Acer a Estado em 1962 Foto: CDIH

Relata a professora Maria José Bezerra que no dia 5 de junho de 1962, o projeto de lei foi finalmente encaminhado ao presidente João Belchior Marques Goulart, pelo presidente do Senado Federal, Auro Moura Andrade, depois de meses de peregrinação pelos corredores do Congresso Nacional para análises e aprovações nas várias comissões. Neste mesmo dia, João Goulart “reconheceu o mérito do projeto e a sua importância para o desenvolvimento do Acre”, embora tenha apresentado veto parcial sobre algumas questões.

Da esquerda para a direita, Guiomard Santos, o presidente João Goulart e o primeiro ministro Tancredo Neves, na ocasião da sanção da Lei 4.070, de 15 de junho de 1962 que elevou o Acre a Estado Foto: Acervo Digital/Memorial dos Autonomistas

Mas  neste mesmo dia, em solenidade no Palácio do Planalto, na tarde de 15 de junho de 1962, o presidente João Goulart sancionava a Lei 4.070 que elevava o Território do Acre a Estado. O Acre se tornava definitivamente Estado.

Destaque 4

Jéssica Sales fortalece Saúde com recursos para Policlínica do Tucumã, em Rio Branco

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“Com essa parceria da deputada Jéssica Sales, o serviço especializado para gestantes de alto risco e para crianças, juntamente com o projeto Planifica SUS, será uma junção de grandes ganhos para a nossa população”. A afirmação é da coordenadora Geral da Policlínica do Tucumã em Rio Branco, Luciana Carvalho, em relação a emenda da parlamentar que vai garantir a ampliação dos atendimentos na Unidade, sendo os mais específicos direcionados para o público das gestantes e crianças. Jessica Sales ( MDB) firmou compromisso com a instituição ao realizar recente visita na Unidade de Saúde durante agenda na capital do estado.

A Policlínica que dentro do Sistema Único de Saúde, o SUS, figura na faixa de ‘média complexidade’, ou seja, numa posição intermediária entre Unidades Básicas de Saúde (de ‘baixa complexidade’) e os grandes hospitais, classificados como de “alta complexidade” é fundamental para a saúde dos acreanos, por ser um local onde as famílias usufruem do auxílio médico-ambulatorial e de exames, que são em sua maioria, atendimentos dos Médicos de Saúde da Família, além de especialidades como a pediatria, a endocrinologia e a ginecologia. O objetivo é ampliar cada vez mais o leque de atendimento ao público com qualidade e diversificação nos serviços e melhorias do espaço e equipamentos, o que já é uma proposta do Programa Nacional Planifica Sus, proposto pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e que tem parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Ministério da Saúde (MS), cujo objetivo é desenvolver a competência das equipes para o planejamento e organização da atenção à saúde com foco nas necessidades moderadas e crônicas dos usuários sob sua responsabilidade.

Durante visita ao local, ladeada pela secretária adjunta de Saúde Adriana Lobão e equipe de servidores da SESACRE, Jéssica Sales foi informada da necessidade de aquisição de equipamentos na Unidade, melhorias na estrutura física do espaço, que inclusive já passa por um processo de ampliação, através do Governo do Estado, e principalmente a necessidade de implantação do Programa Nacional Planifica Sus, bem como estruturação para atendimento mais completo para crianças e mulheres grávidas em situação de risco.

“A Saúde sempre esteve na prioridade do meu mandato e fico muito feliz em poder alcançar várias pessoas levando melhorias, através de minhas emendas, nessa área que é sempre tão carente de investimentos. Deixei firmado o meu compromisso de contribuir com a Policlínica, que já é referência em atendimento no estado, com investimentos que ofereçam ainda melhores condições de trabalho aos profissionais e atendimento às pessoas usuárias dos serviços ali oferecidos”, enfatizou Sales.

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Destaque 4

Vanda libera R$ 5,8 milhões para prefeituras investirem no setor produtivo e infraestrutura

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A deputada federal Vanda Milani (Solidariedade-AC) fecha sua agenda em todo o estado do Acre essa semana com uma excelente notícia aos prefeitos. Ela liberou R$ 5,8 milhões através de pagamento especial de emendas impositivas para os municípios de Assis Brasil, Brasileia, Capixaba, Jordão, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro e Sena Madureira. A modalidade permite que os recursos sejam creditados diretos nas contas das prefeituras e passem a ser geridos pelos entes indicados.

“Nesse momento de retomada do crescimento, o Brasil tem pressa para voltar a crescer. A aplicação desses recursos nos municípios gera receitas, além de emprego e renda. Os prefeitos já podem iniciar o processo de licitação para obras e projetos importantes” garantiu a deputada.

Sem perder tempo para anunciar os investimentos, a deputada esteve ontem (26) na zona rural do município de Capixaba. Durante encontro com agricultores e produtores rurais na Comunidade Pau Mulato, ramal São Francisco do Iracema, às margens do rio Acre, além de participar do ato de entrega de uma peladeira de arroz, ao lado do secretário Israel Milani ela anunciou a liberação de R$ 700 mil para a construção pela prefeitura de uma rampa de acesso ao rio Acre.

“Essa é uma reivindicação da comunidade do Subaia que atende ribeirinhos produtores de melancia e banana, além de seringueiros e produtores de castanha. Eles têm muita dificuldade nesta época do ano de escoar pelo rio o que passam o ano inteiro produzindo. A rampa vai possibilitar mais agilidade para que o transporte ocorra de inverno a verão usando os ramais e nossa BR 317, é uma garantia da comercialização dos produtos”, comentou.

Outros setores importantes do campo vão ganhar com a agilidade da disponibilidade dos recursos. Em Assis Brasil, na tri-fronteira, a carga e descarga de produtos e mercadorias que chegam pelo rio Acre será organizada a partir da construção de uma orla. R$ 1,6 milhão foi liberado para a prefeitura. A demanda atende um pedido feito por vereadores, o executivo municipal e a Colônia de Pescadores da região.

“Eu estive junto com o secretário Israel Milani, o prefeito Jerry, vereadores e pescadores, visitando o local onde as obras serão iniciadas. Tem um fluxo intenso de entrada e saída de pessoas e mercadorias que será organizado a partir da construção dessa orla. Vamos virar a cidade de Assis Brasil de frente para o rio, valorizando ainda mais o espaço histórico do marco implantado por Marechal Rondon”, acrescentou Vanda Milani.

Na mesma modalidade, o município de Sena Madureira foi atendido com R$ 400 mil para a construção de uma rampa de acesso ao rio Iaco. O pedido atende produtores ribeirinhos. O prefeito Mazinho Serafim elogiou o trabalho da deputada Vanda Milani. Para ele, “a deputada tem atendido muito bem os pedidos feitos pela população, é uma parceira do município”, disse o prefeito.

Ainda para o fortalecimento do setor produtivo, o município de Brasileia vai adquirir através do pagamento especial da emenda impositiva da deputada Vanda Milani, um caminhão prancha que vai ser integrado à patrulha mecanizada que trabalha na recuperação de ramais. R$ 657 mil estão disponibilizados.

Outros R$ 970 mil fecham os investimentos para o setor produtivo na aquisição de calcário. Brasileia foi contemplado com R$ 270 mil, Plácido de Castro com R$ 400 mil e Capixaba com R$ 300 mil. A deputada esteve na Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio defendendo o programa Pró-calcário e tem lutado junto à ministra Tereza Cristina por mais incentivo no manejo da fertilidade do solo.

“Eu visitei a plantação de maracujá em Capixaba que diga-se de passagem é a maior do estado. Imagina com a aquisição de calcário e o trabalho de manejo como vai ficar as condições de desenvolvimento dessa cultura? O que a agricultura familiar precisa é de apoio, o restante eles sabem fazer, tem coragem para fazer. Ano passado destinei recursos para Acrelândia onde tivemos um laboratório para ampliar essa parceria. Estou muito feliz”, disse.

Tida como madrinha de Plácido de Castro, o município recebeu mais R$ 1 milhão para construção da nova praça central, política para a juventude disponibilizada pela deputada. As cidades mais isoladas não ficaram de fora das emendas impositivas com pagamento especial. Marechal Thaumaturgo vai receber R$ 180 mil (setor de transportes) e Jordão, R$ 300 mil para construção de uma casa de apoio aos indígenas.

“Reduzimos a burocracia com a liberação dessas emendas, agora vamos cobrar agilidade na execução dos projetos, fiscalizar a aplicação dos recursos públicos investidos para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Vou continuar trabalhando pelo Acre e o Brasil”, concluiu.

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Policial Penal diz que condenado por matar esposa e querer herança é “amado pelos colegas”

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O policial penal Walderlan Lima foi entrevistado nessa sexta-feira, 24, pelo CipódCast e entre diversos assuntos também comentou as últimas notícias sobre o colega ex-policial penal, Quenison Silva de Souza, condenado após ser acusado de matar a esposa, e que agora tenta via judicial ter direito à herança deixada por ela.

Walderlan diz que trabalhou diretamente com Quenison e que por esse motivo é suspeito para abordar o caso, pois trata-se de um colega. “A gente não vai entrar nesse mérito. Da minha parte, acho que quem está de fora [da situação], não tem que se meter”. Sobre o acusado brigar na justiça pela herança, o colega afirma: “se é uma coisa que ele acha que tem direito, tem a justiça para decidir. Vamos deixar nas mãos da justiça”.

Ele garante que existe essa discussão entre os profissionais da categoria. “Posso falar que 100% da categoria, a gente entende isso [ o caso] como um surto, porque ele não tem uma falta disciplinar durante toda a vida de servidor público, ele nunca destratou um colega, não houve nenhum rastro de alguma situação pretérita dentro da família, de ter destratado a companheira ou alguma coisa”.

Para Walderlan, só o mundo da psicanálise, da psicologia para entender alguma o que aconteceu com o colega. “Para a categoria, nós amamos o cara, amamos. Ficamos muito tristes pelo que aconteceu com ele, que ele estragou a vida dele, pelo que aconteceu com a companheira. Para nós o que nos tomou foi um sentimento de total tristeza”. Ele finalizou afirmando que não acoberta o erro do colega.

Assista aqui:

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Guida Aquino lamenta falta de apoio de Bittar para construção do Hospital Universitário

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Em audiência pública on-line na Câmara de Vereadores de Rio Branco nesta sexta-feira, 24, a reitora da Universidade Federal do Acre (Ufac), Guida Aquino, pediu mais apoio e sensibilidade da bancada federal em relação à construção do Hospital Universitário (HU).

A audiência foi a pedido da vereadora, Michelle Melo (PDT) e contou com a presença do ex-reitor da instituição, Minoru Kinpara, Guilherme Pulici, do Sindicato dos Médicos, do vice-reitor da Ufac, Josimar Batista, dentre outros.

Em sua fala, Guida disse que esperava apoio do senador Márcio Bittar, já que é atualmente o relator do Orçamento Geral da União (OGU). Ela lembrou que o último Hospital Universitário do Brasil construído no Amapá só ocorreu, após o senador daquele Estado ter alcançado o status de relator do Orçamento Geral da União.

“O projeto do HU está pronto para ser licitado e o que a gente precisa é de apoio político. O Hospital Universitário do Amapá que foi o último a ser construído foi justamente quando o senador da república que representa aquele Estado foi o relator do orçamento e que colocou R$ 100 milhões em um ano e R$ 100 milhões no outro para a construção do hospital”, afirmou.

“Nós tivemos um senador [Márcio Bittar] que foi relator do orçamento e a gente tinha muita esperança que esse primeiro montante [inicial] para o HU poderia já ter sido disponibilizado, mas a gente vai continuar nessa luta, o governador está abraçando essa causa e a gente espera que, de fato, a gente possa conseguir já primeira parte desses recursos. A gente espera que todos os parlamentares abracem essa causa, principalmente, àqueles que podem alocar recursos. Esperamos que ocorra essa sensibilidade”, acrescentou.

O Hospital Universitário da Ufac se encontra pronto para a fase de licitação, no entanto, ainda não existe previsão de recursos do Governo Federal e nem da bancada federal para a iniciação das obras.

Caso construído, o HU oferecia cerca de 280 leitos comuns e 40 em unidades de terapia intensiva, sendo 60 consultórios médicos e 11 salas para centro cirúrgico. Quando finalizado, a capacidade será de 245 mil consultas ambulatoriais por ano e nove mil cirurgias anuais.

O espaço trabalharia atendimentos em regime ambulatorial, de internação, apoio ao diagnóstico e terapia, apoio técnico, desenvolvimento de recursos humanos e pesquisa, gestão e execução administrativa e apoio logístico.

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