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Bolsonaro quer desobrigar uso de máscara por vacinados

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (10) que pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um “parecer” para desobrigar o uso de máscaras por quem estiver vacinado contra a Covid ou por quem já tiver contraído a doença.

O ministro informou ter recebido do presidente o pedido de um estudo sobre as máscaras, mas especialistas ouvidos pelo G1 consideram a medida uma temeridade neste momento crítico da pandemia de Covid no Brasil.

Bolsonaro deu a declaração no Palácio do Planalto, ao discursar durante solenidade de lançamento de programas do Ministério do Turismo. O presidente usou máscara antes e depois do evento — ele só retirou a proteção para discursar.

“Acabei de conversar com um tal de Queiroga — não sei se vocês sabem quem é —, nosso ministro da Saúde. Ele vai ultimar um parecer visando a desobrigar o uso de máscara por parte daqueles que estejam vacinados ou que já foram contaminados. Para tirar esse símbolo, que obviamente tem a sua utilidade para quem está infectado”, declarou.

De acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa, 11,06% da população receberam a segunda dose de vacina até esta quarta-feira (9) — 24,48% receberam somente a primeira dose. No total, até esta quarta, o Brasil tinha quase 480 mil mortos por Covid, segundo o consórcio, e 17,1 milhões já tinham contraído a doença.

Em outras ocasiões, Bolsonaro já demonstrou não ter apreço pelas máscaras como forma de proteção contra a Covid.

Em fevereiro, ele usou uma enquete alemã distorcida para criticar o uso de máscaras. Em agosto do ano passado, contrariando a opinião da maioria dos cientistas e especialistas, ele disse a apoiadores que a eficácia de máscara é “quase nenhuma”. Um mês antes, havia vetado parte de uma lei que estabelecia o uso de máscaras em locais públicos — vetou a obrigação no comércio, em escolas, igrejas e templos.

No discurso no Planalto, Bolsonaro também repetiu a pregação que costuma fazer contra o isolamento social. Disse que provoca depressão, fome, violência doméstica e elimina empregos.

“A quarentena é para quem está infectado, não é para todo mundo. Isso destrói empregos, mata de outra forma o cidadão, mata de fome, de depressão, aumenta violência em casa, abuso contra criança.”

Ministro confirma estudo

À noite, em vídeo gravado pela assessoria do Ministério da Saúde, o ministro Marcelo Queiroga disse ter recebido um pedido de Bolsonaro para fazer um estudo sobre as máscaras.

“Recebi do presidente Bolsonaro hoje uma solicitação para fazer um estudo acerca do uso das máscaras”, afirmou Queiroga.

Segundo ele, Bolsonaro “acompanha o cenário internacional” e “vê que em outros países onde a campanha de vacinação já avançou, as pessoas já estão flexibilizando” o uso das máscaras.

“Então, vamos atender essa demanda do presidente Bolsonaro, que está sempre preocupado com pesquisas em relação à Covid”, declarou.

Especialistas contestam

Para especialistas ouvidos pelo G1 a proposta do presidente é uma temeridade. Eles defendem que, mesmo após vacinadas, as pessoas precisam usar máscara e evitar aglomerações.

“A vacina tem boa eficácia em evitar que a sua doença acabe se agravando e você precise até de hospitalização, mas ela não tem tão boa eficácia em evitar que você se contamine”, explicou a médica infectologista Luana Araújo em vídeo gravado para o G1.

“Então, enquanto a gente não tem uma boa parte de população plenamente vacinada, é preciso sim usar máscara, evitar aglomerações e preferir ambientes naturalmente ventilados”, disse.

O médico Drauzio Varella afirmou que mesmo os vacinados podem transmitir o novo coronavírus para outras pessoas.

“Você entra em contato com o vírus. O vírus fica nas suas fossas nasais, não vai ficar doente, mas vai poder levar o vírus para dentro de casa para as pessoas que você mais ama. Então, a vacina é uma grande utilidade”, declarou no último dia 12 de maio em podcast do programa Fantástico.

“Ela [a vacina] vai nos livrar do coronavírus, mas não é porque estou vacinado ou porque você está vacinado que você fala: ‘Agora liberou geral”. Infelizmente, não. A gente tem que continuar agindo com responsabilidade”, disse.

Munir Ayub, membro do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professor de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC, afirmou que “não existe essa possibilidade” de se prescindir do uso da máscara no atual estágio da pandemia.

“Não tem nenhum sentido. É uma orientação apenas política porque não tem nenhuma justificativa médica para isso. Mesmo a pessoa que já teve ou que já foi vacinada não está livre de se reinfectar. Enquanto estiver circulando o vírus neste nível alto, não existe essa possibilidade. Neste momento é temerário”, disse .

Para Renato Grinbaum, infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia, o anúncio de Bolsonaro é “completamente fora do aceitável”.

“Não existe nenhuma lógica para suspender uso de máscaras. A vacina previne bem as formas graves, mas não é uma ferramenta tão poderosa para evitar infecções leves e transmissão. No momento em que se discute aumento de casos em algumas regiões e a possibilidade de terceira onda, este tipo de proposta é completamente fora do aceitável.”

Segundo Mellanie Fontes-Dutra, coordenadora da Rede Análise Covid-19, “não há possibilidade de isso ser cogitado neste momento”.

“Nós não somos os EUA que estão vacinando em larga escala e com um cenário bem diferente do nosso. Nós não somos Israel ou outros países europeus que já estão em outro cenário da pandemia”, afirmou.

“Temos uma lei federal sancionada para o uso de máscaras”, disse, em referência à lei nº 14.019.

Estados Unidos

Em 27 de abril, quando a agência reguladora de saúde dos Estados Unidos decidiu dispensar o uso de máscaras em algumas circunstâncias para pessoas plenamente vacinadas, mais da metade da população adulta do país (cerca de 140 milhões de pessoas) já tinha sido vacinada com pelo menos uma dose.

Naquela data, o painel Our World in Data apontava que os EUA tinham 43% da população total vacinada (conta feita sobre o total de habitantes) com uma dose e 29% totalmente vacinadas (duas doses ou vacina de dose única).

No Brasil, até esta quarta-feira (9), a primeira dose tinha sido aplicada em 51,8 milhões de pessoas, o que equivale a um quarto da população (24,8%). Receberam a segunda dose 23,4 milhões de pessoas (11,06% da população).

A decisão dos EUA dizia respeito exclusivamente a pessoas vacinadas e não a pessoas que já tiveram Covid-19. As máscaras continuaram obrigatórias, por exemplo, em hospitais e no transporte público.

A medida foi apontada como uma estratégia para incentivar a vacinação. E foi tomada também quando o país constatava uma queda de 16% nos novos casos na semana anterior, dado que foi apontado como a maior queda semanal desde fevereiro.

Quando anunciou a decisão, a diretora do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, Rochelle Walensky, fez um alerta: quem não se vacinou continua sob risco de sintomas graves e de morrer, além de espalhar Covid para outras pessoas

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‘Culpada” por equipe perder prova, Gleici é eliminada do ‘No Limite’

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No sexto episódio de “No Limite”, na noite de hoje, a tribo calango perdeu a prova de imunidade pela segunda vez seguida e Gleici Damasceno acabou se tornando a sexta eliminada do reality show da Rede Globo.

No portal da eliminação, a vencedora do “BBB 18” recebeu um total de três votos – Jéssica Mueller levou os outros dois votos – e deu adeus a disputa do prêmio de R$ 500 mil.

Em sua despedida, Gleici aconselhou os colegas da tribo calango a aproveitar ao máximo a experiência no reality show de sobrevivência no meio do mato.

Esse sonho acaba para mim, mas espero que vocês aproveitem ao máximo. Não vou esquecer de nada, vivi com muita intensidade e verdade. Saio do No Limite muito mais confiante em mim. Sei da força que está no meu coração e da vontade de ir até o final.

Situação dos grupos do ‘No Limite’
A tribo calango perdeu o seu quarto competidor com a saída de Gleici Damasceno. A equipe agora é formada por quatro membros: André Martinelli, Carol Peixinho, Jéssica Mueller e Kaysar Dadour. Mahmoud Baydoun, Angélica Ramos e Arcrebiano são os outros eliminados do jogo que pertenciam ao grupo.

Vencedores da prova de imunidade do 6º episódio, a tribo carcará tem seis participantes (Elana Valenaria, Gui Napolitano, Íris Stefanelli, Marcelo Zulu, Paula Amorim e Viegas) no jogo. O grupo perdeu os integrantes Lucas Chumbo e Ariadna Arantes.

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Casal quase é linchado por populares após roubo de celular

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Um casal de assaltantes, de 24 e 17 anos, foi preso e por pouco não foi linchado na noite desta terça-feira, 15, após roubar o celular de uma mulher no MAPI Laboratório Veterinário, localizado na avenida Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco.

De acordo com informações da polícia, a vítima foi abordada em via pública pelo casal em uma motocicleta, a adolescente de 17 anos em posse de uma faca, desceu da moto anunciou o assalto. A vítima foi colocada escorada em um muro e teve seu celular subtraído.

No momento em que a mulher foi roubada, o marido da vítima que estava chegando no seu veículo percebeu a situação e derrubou os assaltantes da motocicleta. Populares que passavam no local, deram apoio à vítima e conseguiram prender os criminosos.

A Polícia Militar foi acionada, deu voz de prisão aos assaltantes e os encaminharam à Delegacia de Flagrantes (Defla) para os devidos procedimentos. A polícia informou a reportagem do ac24horas que o casal já estava sendo procurado desde a semana passada por cometer roubos na região do Bosque.

Veja o vídeo:

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Desastres causaram quase R$ 2 milhões de prejuízos ao Acre

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Em muitas localidades brasileiras, a calamidade causada pela pandemia da Covid-19 somou-se aos efeitos adversos dos fenômenos naturais – inundações, alagamentos, deslizamentos, secas, incêndios florestais, entre outros. Com crescimento de mais de 68,5%, em relação ao ano anterior, as anormalidades causaram prejuízos econômicos de R$ 62,5 bilhões, entre janeiro e dezembro de 2020.

No Acre, os cálculos da Confederação Nacional de Municípios (CNM) indicam que os prejuízos chegaram a R$ 1.947.692,00, o menor valor entre os Estados que declaram prejuízo com desastres naturais no ano passado. Roraima não apresentou relato.

Em geral, as enchentes dos rios foram as causadoras desse prejuízo.

A constatação da CNM se dá por meio do estudo Danos prejuízos causados por outros desastres durante a pandemia em 2020. O diagnóstico não traz detalhes sobre os Estados, apenas um panorama geral da situação.

O mapeamento da entidade mostra ainda os malefícios humanos, materiais e ambientais dos desastres naturais, potencializados pela ação humana.

Foram 13.065 decretos de Situação de Emergência (SE) e, desses, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério do Desenvolvimento Regional (Sedec/MDR) reconheceu 9.348, 3.432 estão sob análise e apenas 285 decretos não foram reconhecidos. Os números mostram que 71,15% dos pedidos de anormalidade já foram reconhecidos pelo poder público federal.

Os desastres decorrentes de tempestades, ciclones, alagamentos, inundações, deslizamentos, entre outros, causaram a morte de 235 pessoas. O excesso de chuvas também deixou mais de 96.535 mil pessoas desabrigadas e 306.035 desalojadas. Sendo assim, somando todos os desastres que ocorreram em 2020, mais de 41 milhões de pessoas foram afetadas.

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Mãe de Gladson diz que não é hora de desobrigar uso de máscaras

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A mãe do governador Gladson Cameli, Linda Cameli, não gostou muito da ideia do filho em desobrigar o uso de máscaras. Nas redes sociais, Linda Cameli afirmou que esse não era o momento para retirar a obrigatoriedade do uso do equipamento e citou, por exemplo, a alta ocupação dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) com pacientes internados por Covid-19.

“Eu acho que não é hora pra deixar de usar máscaras. Hospitais lotados. Essa doença é horrível”, escreveu.

O comentário ocorreu na página do ac24horas, após Gladson afirmar na manhã desta terça-feira, 15, que estuda a publicação de um decreto nos próximos dias para que os acreanos imunizados deixem de usar o equipamento de proteção individual facial.

“Eu aguardo um estudo se vai manter aquela programação da quantidade de vacinas. Estou pensando em adotar algumas medidas, como por exemplo a retirada do uso de máscaras”, explicou Cameli.

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