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Enfermeiros contam como superaram barreiras para conquistar formação na área 

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Essenciais na pandemia, muitos precisam de apoio estudantil para seguir estudando

Tidos como uns dos heróis da pandemia, muitos dos enfermeiros que hoje atuam na linha de frente no combate à Covid-19 tiveram, antes disso, que enfrentar inúmeras outras batalhas para conquistar o diploma de Enfermagem. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), 40% dos brasileiros não têm condição de ingressar em uma faculdade e precisam de apoio através de programas de bolsa de estudo ou financiamento estudantil.

Tratando-se de cursos da área da saúde, o desafio é ainda maior. No Brasil, o valor médio de uma mensalidade do curso de Enfermagem é de mil reais, de acordo com a Catho, valor considerado alto para a renda média domiciliar do trabalhador brasileiro, que é de R$ 1.380, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em fevereiro deste ano. Ainda que a graduação seja um sonho, o diploma não cabe no orçamento de muitas famílias. 

Em um país onde a maioria das instituições de ensino superior é particular, iniciativas de inclusão educacional, como programas governamentais – Prouni e Fies – e bolsas de estudo ofertadas por empresas privadas, a exemplo do Educa Mais Brasil, são responsáveis por injetar na faculdade particular novos profissionais que não teriam condição de pagar uma mensalidade integral. No mercado de trabalho, esses profissionais se revelam mais do que essenciais para a sociedade.

Aos 32 anos, Elzirene Marques é enfermeira, especialista em Implementação de Unidades COVID em Fortaleza, capital do Ceará, e professora universitária e de nível técnico. É a primeira pessoa da família a se formar no ensino superior, e conseguiu o título de Bacharel em Enfermagem com ajuda do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). E não para por aí: ela é a primeira mulher a ser coordenadora administrativa de um hospital de campanha da Covid-19 em Fortaleza. Antes disso, foi ela quem precisou de socorro. 

Hoje Elzirene trabalha atendendo pacientes em um dos hospitais de campanha no Ceará. No entanto, para conseguir concluir a sonhada graduação, conciliava os estudos com três empregos como técnica de Enfermagem e chegava a pegar seis ônibus por dia. A rotina pesada foi amenizada faltando um ano e seis meses para a formatura, quando conseguiu ser contemplada pelo FIES. 

“O Fies é muito importante. Imagine quantas pessoas querem se formar e passam pela mesma situação que eu passei. Meus pais não tinham condições de pagar uma faculdade para mim, a gente foi na luta, e graças à ajuda do Fies eu pude passar mais tempo com minha família e aliviar a rotina que era difícil quando eu precisava conciliar os três empregos para pagar a faculdade antes de conseguir o benefício da bolsa”, relembra.

Filho de uma pedagoga e mãe solo, Carlos Eduardo Arruda, de 25 anos, é enfermeiro e coordena uma Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) em Iaçu (BA). Apaixonado pela área da saúde, quase viu seu sonho não ser realizado, até usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para entrar na faculdade por meio do Fies. Pelo seu desempenho na profissão, foi convidado para trabalhar em um hospital da Alemanha, cuja ida está prevista para 2022.

Carlos procurou o programa de financiamento estudantil desde o início da graduação e, segundo ele, se não fosse pelo programa seria inviável fazer a faculdade por causa do valor da mensalidade. O socorro financeiro foi ótimo, porém pagar a parte financiada após a formatura – e com juros – é motivo de preocupação. “Vou pagar R$600 por mês a partir do ano que vem. Já recebo pouco e ainda terei que desembolsar esse valor, mas é melhor pagar R$600 do que mil e pouco. Para quem quer crescer na vida é uma ótima oportunidade, basta querer e procurar”, argumenta. 

Cresce interesse pelo curso de Enfermagem no Brasil

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), com 614 entrevistados, mostrou que 36,1% deles têm interesse por cursos presenciais na área da saúde, cuja preferência é a graduação em Enfermagem, com 11,7% das intenções.

A pesquisa coincide com dados do Censo da Educação Superior de 2019, que já indicavam alta na procura pelas graduações em saúde. “A preferência por formações na área da saúde expõe a crescente valorização desses profissionais durante o combate à pandemia, em especial na linha de frente de enfrentamento”, pontua o diretor-presidente da ABMES, Celso Niskier.

A crescente procura é confirmada por instituições de ensino superior, como a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, localizada em Salvador, na Bahia. “Tivemos em 2021.1 um aumento de 74% de inscritos e 22% de matriculados em Enfermagem”, afirma o gestor comercial da instituição, Fred Silveira.

O aumento do interesse também foi percebido pelo maior programa de inclusão educacional privado do país, o Educa Mais Brasil, onde as contratações de bolsas para cursos de Enfermagem duplicaram neste ano em comparação ao mesmo período do ano passado.

“Enfermeiros e demais profissionais de saúde estão tendo um papel fundamental nesta pandemia o que só reforça a importância de programas como o Educa que facilitam o acesso ao ensino superior. Contribuímos para a formação de profissionais que são essenciais para salvar vidas”, destaca a gerente nacional de Relacionamento do Educa Mais Brasil, Joyce Guedes.

Dando os primeiros passos na graduação em Enfermagem neste semestre, a pernambucana Júlia Daniela Ferreira, de 39 anos, não pôde ingressar na faculdade logo após concluir o ensino médio por falta de recursos financeiros. Nas idas e vindas ao hospital, acompanhando o tratamento oncológico da mãe, ela renovava o interesse pela Enfermagem vendo a dedicação e cuidado dos profissionais. 

Mesmo diante da dor de acompanhar a genitora até o fim da vida, Júlia decidiu que sua missão seria cumprida trabalhando como enfermeira. “Com a bolsa de estudo do Educa Mais Brasil, eu só pago R$ 300 de uma mensalidade que custa mil reais. Foi o momento certo para começar a faculdade. Vejo a pandemia como uma oportunidade para cuidar do próximo. Enfermagem é isso”, define a estudante na expectativa de dar o seu melhor durante a formação para, daqui a alguns anos, cuidar das pessoas. 

Fonte:  Agência Educa Mais Brasil

Acre 01

Com velas e cruzes, manifestantes dizem que Bolsonaro está chicoteando o povo na pandemia

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A manifestação realizada na tarde deste sábado (19), em Rio Branco, para protestar contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou ao Palácio Rio Branco e deve contar com uma série de atividades culturais.

Durante o ato os manifestantes resolveram acender velas e pôr cruzes em memória as quase 500 mil mortes ocasionadas pelo coronavírus.

Revoltado com o cenário atual do país o ativista social, Francisco Panthio, declarou que o presidente Jair Bolsonaro não tem condições de comandar o país. “É na pandemia que o Bolsonaro está chicoteando o povo mais pobre, aumentando a gasolina, o gás, os alimentos e a energia elétrica”, ressaltou.

A organizadora do evento, Iwlly Cristina, contou que o ato é contra as recentes ações do governo federal. Segundo ela, a manifestação terá atrações culturais, como música, poema e teatro.

O ato, que é pacífico, ocorre em todo o país. O grupo é formado pela classe estudantil, universitários, movimentos sociais e agremiações de partidos da Esquerda e protestam em defesa da vacinação contra a Covid-19.

No Acre, esta é a sexta manifestação contra o presidente. Na ocasião, eles voltaram a pedir o impeachment do militar, e protestaram contra a alta dos preços dos combustíveis e dos alimentos.

O movimento ‘fora, Bolsonaro’, segundo a Central Única dos Trabalhadores, se manifesta também pelo auxílio de R$ 600, contra a miséria, mais investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) e por geração de empregos.

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Extra Total

Manifestantes pedem impeachment de Bolsonaro em protesto pelas ruas de Rio Branco

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Foto: Whidy Melo/ac24horas

Com gritos de ‘miliciano, a sua hora está chegando’, milhares de pessoas se reuniram na tarde deste sábado (19), em Rio Branco, para protestar contra o Governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Os atos são pacíficos e ocorrem em todo o país.

O grupo formado pela classe estudantil, universitários, movimentos sociais e agremiações de partidos da Esquerda, protestam em defesa da vacinação contra a Covid-19.

Foto: Whidy Melo/ac24horas

No Acre, esta é a sexta manifestação contra o presidente. Na ocasião, eles voltaram a pedir o impeachment do militar, e protestaram contra a alta dos preços dos combustíveis e dos alimentos.

Os mobilizadores da manifestação na capital informam que a concentração da caminhada ocorreu na Gameleira até o Palácio Rio Branco. O movimento ‘fora, Bolsonaro’, segundo a Central Única dos Trabalhadores, se manifesta também pelo auxílio de R$ 600, contra a miséria, mais investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) e por geração de empregos.

Estiveram na manifestação o deputado estadual, Edvaldo Magalhães, e sua esposa, Perpétua Almeida, ambos do PCdoB.

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Acre 01

Acre registra quase 800 novos contaminados e 28 mortes por Covid-19 nos últimos 7 dias

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O estado do Acre registra neste sábado, 19, o acúmulo de 773 novos contaminados pelo novo coronavírus nos últimos sete dias. Em uma semana, também foram somadas 28 mortes por complicações da Covid-19. Segundo a secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), só neste sábado foram confirmados 67 casos confirmados por exames RT-PCR, 58 por testes rápidos e 2 por critério clínico epidemiológico. O número de infectados saltou de 84.687 para 84.812 nas últimas 24 horas.

Mais 1 notificação de óbito foi registrada neste sábado, sendo o mesmo do sexo masculino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 1.729 em todo o estado. O óbito referente ao morador de Rio Branco, P. G. M., de 82 anos, deu entrada no dia 5 de junho, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), vindo a falecer no dia, 18.

Até o momento, o Acre registra 227.589 notificações de contaminação pela doença, sendo que 142.657 casos foram descartados e 120 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 79.259 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 132 pessoas seguem internadas até o fechamento deste boletim.

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Acre

Conselheiro diz que Rio Branco nega vacina para farmacêuticos

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Após reportagem do ac24horas sobre o desencontro de informações na vacinação de pessoas acima de 40 anos no mutirão montado pelo governo do Acre na capital acreana, o Conselheiro Federal de Farmácias do Acre, Romeu Cordeiro, enviou uma nota afirmando que a diretora de assistência à saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Sheila Andrade, teria mentido ao jornal ao afirmar que nunca “houve recusa” do município de Rio Branco em vacinar pessoas do “grupo prioritário” da vacina contra Covid-19.

Segundo Cordeiro, mesmo sendo uma determinação do Ministério da Saúde, os profissionais farmacêuticos e os demais colaboradores do ramo têm o pedido de vacinação negado em todos os postos de vacinação. “Sheila Andrade destacou que desde o início da campanha de imunização contra o coronavírus, em nenhum momento a Semsa se recusou a vacinar nenhum indivíduo fora das faixas etárias estabelecidas, dos grupos prioritários e muito menos comorbidades”, diz o Conselheiro.

No entanto, ele afirma que neste sábado, 19, o profissional de saúde, Nélio Moraes, levou sua mãe para vacinar e aproveitou para perguntar se também poderia se vacinar, por fazer parte da classe da saúde. “A resposta foi que ele teria de esperar de acordo com a idade”. O conselheiro dos farmacêuticos diz que foi necessário acionar o judiciário em ação conjunta do Conselho Regional de Farmácias do Estado do Acre (CRF) e do Sincofac – sindicato das empresas do ramo farmacêutico, contra o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, e o seu secretário de saúde, Frank Lima, em processo que tramita na 3ª Vara Federal Cível e Criminal da SJAC e está concluso para decisão do juiz de direito.

Romeu afirma que dos 22 municípios acreanos, Rio Branco é a única cidade pendente em cumprir as determinações do Ministério de Saúde, que é vacinar todos os profissionais de saúde previsto no Plano Nacional de Imunizações (PNI), faltando uma média 60% do setor farmacêutico serem vacinados contra covid-19.

Ao Conselho, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, teria dito que “se os farmacêuticos não foram vacinados ainda é porque o Ministério [da Saúde] não autorizou”.

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Bombando

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