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Eleição no Peru: com mais de 90% dos votos apurados, vantagem de Keiko Fujimori diminui

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A candidata de direita Keiko Fujimori lidera a eleição presidencial no Peru na manhã desta segunda-feira (7), mas vê sua vantagem para o candidato de esquerda Pedro Castillo cair nas últimas horas, com a apuração dos votos no interior do país.

Com mais de 91% das urnas apuradas, Keiko tem 50,13% dos votos, contra 49,87% de Pedro Castillo, segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em espanhol). Com 42% das urnas apuradas, a vantagem de Keiko era de 52,91% a 47,09%.

Pesquisa de boca de urna divulgada no domingo (6) havia indicado vitória apertada de Keiko, com 50,3% dos votos válidos (contra 49,7% de Castillo). Depois, o mesmo instituto de pesquisa passou a falar em “empate técnico” e apontou uma inversão do resultado, com 50,2% para o professor de escola rural e 49,8% para a filha do ex-presidente Alberto Fujimori, após fazer uma contagem rápida dos votos.

Castillo, de 51 anos, havia pedido calma após os primeiros resultados parciais, advertindo que “ainda falta contar os nossos votos, da zona rural”. Keiko, 46 anos, afirmou no domingo que a boca de urna deveria ser considerada com “prudência” porque a margem de diferença era “pequena”.

Ambos os candidatos prometeram respeitar o resultado de uma das eleições presidenciais mais disputadas da história do Peru, um país devastado pela pandemia e por uma grave crise política.

“Vamos ser respeitosos assim que houver um resultado oficial”, afirmou o candidato de esquerda após votar com um paletó marrom e chapéu branco, traje típico dos camponeses de Cajamarca.

“A partir de agora, posso dizer que, seja qual for o resultado, respeitarei a vontade popular, como deve ser”, prometeu a candidata de direita, que tenta pela terceira vez se tornar a primeira presidente mulher do Peru. Em 2016, Keiko não reconheceu a derrota para o banqueiro Pedro Pablo Kuczynski.

País em crise

Com projetos antagônicos, o professor de escola rural e a filha de Fujimori chegaram ao segundo turno praticamente empatados nas pesquisas, após uma campanha marcada por incertezas e exacerbação de temores, o que elevou a cotação do dólar na sexta-feira (4) a um recorde de 3,9 soles.

Keiko pode ser a primeira presidente peruana, meta para a qual trabalha há 15 anos, desde que assumiu a missão de reconstruir praticamente das cinzas o movimento político de direita fundado por seu pai em 1990.

Já Castillo concentra o apoio nas áreas rurais do “Peru profundo”, mas ele caiu nas pesquisas de opinião devido ao temor de peruanos que o país se transforme “em uma nova Venezuela” devido a posições extremas do candidato (veja mais abaixo).

O país, que chegou a ter três presidentes em uma semana em novembro de 2020, atravessa grave crise política. O atual presidente é Francisco Rafael Sagasti, que assumiu interinamente após Martín Vizcarra sofrer um impeachment e seu sucessor, Manuel Merino, renunciar após cinco dias.

Quem vencer tomará posse em 28 de julho, dia em que o Peru comemora o bicentenário de sua independência. O presidente interino, Francisco Sagasti, pediu a seus compatriotas “que respeitem escrupulosamente a vontade expressa nas urnas”.

Em 31 de maio, o governo peruano revisou os números da pandemia e anunciou que mais de 180 mil pessoas haviam morrido de Covid-19 no país, mais do que o dobro dos números oficiais.

Com a mudança, o Peru se tornou o país com o maior número de mortes por Covid-19 do mundo em relação à população.
São 5,6 mil óbitos a cada 1 milhão de habitantes, quase o dobro do segundo colocado (a Hungria, que tem 3 mil). O Brasil é o 10º pior, com 2,2 mil mortes por milhão, segundo dados do “Our World in Data”.

Keiko Fujimori

Keiko se coloca como representante da democracia e promete respeito à Constituição, mas o sobrenome Fujimori faz com que ela tenha muita rejeição — sobretudo porque ela ainda elogia o pai, Alberto Fujimori, que governou o Peru em um regime autoritário na década de 1990.

Fujimori está preso por desrespeito aos direitos humanos. A herdeira do fujimorismo ficou presa entre 2018 e 2020, com intervalos em liberdade, acusada de corrupção envolvendo a empreiteira brasileira Odebrecht, em um escândalo que atingiu políticos de diferentes partidos.

Keiko ficou muito perto de não passar para o segundo turno da eleição, após uma primeira votação bastante fragmentada. No campo da direita, os votos ficaram divididos principalmente entre ela e os candidatos Rafael López Aliaga e Hernando de Soto.

Com o segundo turno definido, ela afiou o discurso contra o temor de que o Peru caísse em um governo de extrema esquerda, próximo de regimes autoritários como a Venezuela, com Pedro Castillo. O discurso teve muito eco nas cidades mais ricas, principalmente a capital Lima.

Keiko conseguiu o apoio até do escritor Mario Vargas Llosa, que concorreu contra Alberto Fujimori em 1990 e é um dos maiores opositores ao fujimorismo.

O vencedor do Nobel de Literatura defendeu que uma vitória de Keiko seria a chance de o Peru continuar sendo um país democrático, contra o que classificou como risco de arroubos autoritários das propostas de Castillo.

Durante a campanha, a candidata do partido Força Popular priorizou o discurso de moralização na política e de combate ao crime, mesmo envolvida em escândalos de corrupção e tendo sido presa.

Ao longo do segundo turno, Keiko Fujimori fez aceno a outros grupos para tentar diminuir a rejeição a fujimorismo e prometeu respeitar a democracia e as instituições públicas peruanas.

Conservadora, ela se posicionou contra flexibilizar a legislação sobre o aborto, mas admitiu aceitar uniões civis entre pessoas do mesmo sexo.

Veja algumas das propostas e promessas de Keiko Fujimori:

– Manter a Constituição de 1993, promulgada no governo de Alberto Fujimori

– Promover uma “verdadeira economia de mercado”

– Fomentar turismo com a vacinação prioritária a profissionais desse setor e incentivos fiscais

– Criar o Ministério da Pesca

– Acelerar a formalização dos pequenos empresários peruanos

– Firmar acordos entre os setores ambiental, agrário e da mineração; comumente em conflito político no país.

Pedro Castillo espera virada

O resultado muito apertado da boca de urna indicava alguma esperança para o esquerdista Pedro Castillo, que liderou as pesquisas na maior parte da campanha, e ela cresceu com a contagem rápida dos votos, que o colocou numericamente à frente na disputa.

Aos 51 anos, Castillo surpreendeu no primeiro turno das eleições ao conseguir o maior número de votos em uma eleição bastante fragmentada (com sucessivas crises políticas e quedas de presidentes, o Peru vive uma onda de descrédito em relação às principais forças do país).

Castillo se tornou nacionalmente conhecido em 2017, após liderar uma greve de professores de quase três meses que exigia aumento nos salários dos professores — uma das bandeiras que ele manteve ao longo da campanha.

O lápis inclusive se tornou o símbolo de sua candidatura e do partido Perú Libre. O dirigente sindical também promete garantir “acesso livre às universidades”.

O candidato nasceu na pequena cidade andina de Puña, na província de Chota, onde os moradores costumam usar chapéu de aba larga, que Castillo adotou durante a campanha e até no único debate presidencial. No domingo, ele foi votar a cavalo na região andina de Cajamarca, onde reside.

A votação de Castillo no primeiro turno foi muito forte no interior do país, em províncias pobres e majoritariamente agrárias do Peru, o que se repetiu no segundo turno. A dúvida era se ele conseguiria reverter a rejeição nas maiores cidades do país e na capital Lima.

Castillo chegou a prometer no início da campanha desativar o Tribunal Constitucional, a Suprema Corte do país, e dizia que ela defendia a “grande corrupção”. Ele ameaçou também fechar o Congresso se os parlamentares não aceitarem seus planos.
Ao longo da corrida presidencial, no entanto, Castillo mudou de tom. Ele prometeu seguir a Constituição “enquanto ela estiver em vigor”, mas disse que buscará uma nova Assembleia Constituinte caso seja eleito.

Em relação aos costumes, Castillo adota postura mais conservadora: ele se recusa a legalizar o aborto, é contra o “enfoque de gênero” na educação e tem relutado em reconhecer os direitos das minorias sexuais.

Veja algumas das promessas e propostas de Pedro Castillo:

– Descentralização do governo

– Reforço à Polícia Nacional

– Ampliar o acesso às refeições nas escolas

– Criar o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação

– Apoio às micro e pequenas empresas

– Acesso livre e gratuito à internet

– Prioridade à produção nacional

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Delegado pede quebra de sigilo de investigados na morte de Gedeon

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O assassinato do ex-prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros, ainda não foi elucidado. O delegado responsável pelo caso, Marcos Cabral, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), revelou em recente entrevista que o processo ainda corre em segredo de justiça.

Cabral afirmou que as investigações sobre o crime são para não atrapalhar o trabalho da Polícia Civil. No entanto, após ouvir depoimento de oito possíveis suspeitos, o delegado solicitou a quebra dos sigilos bancário e telefônico dos investigados.

A polícia informou que o ex-prefeito estaria sofrendo ameaças de agiotas. No entanto, segundo o delegado, ainda não tinha sido confirmado nenhum registro de boletim de ocorrência relatando as supostas ameaças.

Relembre o caso

Gedeon Barros foi executado no último dia 20 de maio, em uma avenida movimentada do 2º Distrito de Rio Branco. Dois indivíduos que estavam em uma motocicleta encostaram na lateral do carro do ex-gestor e atiraram. Gedeon morreu no local, sem chance de defesa. Em seguida, os criminosos fugiram para o bairro Belo Jardim, onde se concentraram as buscas da polícia.

A esposa do ex-prefeito prestou depoimento na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) ainda na quinta (20), horas após o ex-gestor ser morto.

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Uma a cada 5 gestantes vítimas da Covid não teve acesso a UTI

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O Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19) acaba de divulgar atualização semanal do número de óbitos maternos pelo SARS-CoV-2, com base em dados do Ministério da Saúde. Até 17 de junho de 2021, perderam a vida 1.412 gestantes e puérperas. Nos primeiro cinco meses e meio de 20921, contabilizamos 959 óbitos, ou seja, 111,7% a mais do que 2020 inteiro – 453.

Outra estatística estarrecedora é a da letalidade da doença: saltou de 7.4% em 2020 para 17% em 2021.

Desde o início da pandemia, uma a cada cinco gestantes e puérperas que faleceram por SARS-CoV-2 não teve acesso a unidades de terapia intensiva (UTI) e 33% não foram intubadas -o derradeiro recurso terapêutico que poderia salvá-las.

Assim, entre março de 2020 e 16 de junho de 2021, quando da mais recente atualização da base de dados SIVEP-Gripe do Ministério da Saúde, são 14.042 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid e, repetimos, 1.412 óbitos (10,1%).

Isso sem contar outros 11.785 de registros com 296 mortes entre gestantes e puérperas com SRAG não especificada, que, na avaliação dos pesquisadores, podem ser também episódios de SARS-Covid-19.

O Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19) visa a dar visibilidade aos dados desse público específico e oferecer ferramentas para análise e fundamentação de políticas para atenção à saúde de gestantes e puérperas em relação ao novo coronavírus.

O OOBr Covid-19 foi criado e é mantido por Rossana Pulcineli Vieira Francisco (docente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP e presidente da SOGESP), Agatha Rodrigues (docente do Departamento de Estatística da UFES) e Lucas Lacerda (estudante de graduação em Estatística na UFES).

https://observatorioobstetrico.shinyapps.io/covid_gesta_puerp_br/

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Estudo internacional mostra o quanto é difícil empreender no AC

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas.com

São Paulo tem o melhor desempenho na facilidade de se fazer negócios, seguido por Minas Gerais e Roraima. O Acre é apenas o 14º colocado no ranking produzido pela organização internacional Doing Business, que concedeu ao nível da abertura da economia acreana 54,9 pontos (a escala vai até 10pts) mostrando que o mais delicado para abertura de uma empresa, por exemplo, é a obtenção de alvarás de construção e o pagamento de impostos -este ainda pior que o primeiro.

Contudo, nenhuma localidade brasileira é classificada em 1º lugar nas cinco áreas medidas -abertura de empresas, obtenção de alvará de construção, registro de propriedade, pagamento de impostos e execução de contratos -que demonstra que em todas as localidades há oportunidades para a troca de experiências visando melhorias no ambiente de negócios.

O ambiente de negócios do Brasil apresenta forte variação a nível subnacional, principalmente nas áreas de execução de contratos e de obtenção de alvarás de construção. O Acre se encontra exatamente no meio do ranking, melhor posicionado que 13 Estados, entre eles economias aparentemente muito fortes como Santa Catarina e Espírito Santo. O último colocado é Pernambuco.

Há exemplos de boas práticas em estados de todas as regiões, níveis de renda e tamanhos. Dentre todas as localidades, é mais fácil: abrir uma empresa no Pará; obter alvarás de construção em Roraima; registrar uma transferência imobiliária em São Paulo; pagar impostos no Espírito Santo; e resolver uma disputa comercial em Sergipe.

O custo de se abrir uma empresa no Acre está abaixo da média nacional.

Processos complexos e demorados são um grande desafio para os empreendedores brasileiros nas cinco áreas medidas pelo relatório; as principais causas incluem os níveis insuficientes de coordenação entre órgãos e agências nacionais e locais e uma implementação desigual e fragmentada das iniciativas de reformas.

Com base nos resultados, o relatório indica oportunidades de melhoria e identifica boas práticas locais e internacionais, que podem orientar iniciativas de reformas no Brasil. Uma atuação bem coordenada, envolvendo os governos municipais, estaduais e federal, poderia aumentar as perspectivas de êxito dos planos de reformas do ambiente de negócios brasileiro.

O estudo completo pode ser acessado em: https://portugues.doingbusiness.org/pt/reports/subnational-reports/brazil

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Após susto na pandemia, casamentos crescem 5,4% no Acre

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Depois do susto da segunda onda Covid-19, os casamentos voltaram a acontecer com maior frequência no Acre. É o que sugere o levantamento produzido pelo ac24horas com base nos dados da Transparência do Registro Civil, da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen).

De janeiro a maio de 2020, fase em que a pandemia começou a ser conhecida e se estabeleceu no Acre, foram realizados 954 matrimônios nos cartórios de todo o Estado. No mesmo período de 2021, já em meio à segunda onda, já são 1.004 casamentos.

Ou seja: mesmo com a pandemia ainda assustando, os acreanos estão motivados à união nupcial. Confiança que gerou aumento de 5,4% nos casamentos.

A flexibilização das medidas restritivas, ainda que na bandeira amarela do risco da Covid-19, é apontada como um bom motivo para os noivos se unirem em definitivo e oficialmente -de papel passado.

No Acre, 24 cartórios estão em funcionamento. A Transparência do Registro mantém relação de endereço e telefone de cada um deles nos municípios. Para quem quer se casar neste período em que ainda vigoram muitas restrições, os especialistas aconselham contactar o cartório para melhores informações. A lista pode ser acessada aqui https://transparencia.registrocivil.org.br/cartorios.

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