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Preço da carne deve aumentar após Acre ser zona livre de aftosa

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Foto: Reuters/Paulo Whitaker 

Nos últimos dias, o governo e setor produtivo ligado à pecuária comemoram o reconhecimento internacional do Acre como zona livre de aftosa. No entanto, o reconhecimento, obtido junto a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), pode aumentar o preço da carne ao consumidor final. É o que explica o economista da Universidade Federal do Acre (Ufac), Rubicleis da Silva.

O economista, que tem pós-doutorado pela Fundação Getúlio Vargas, revela que além de abrir novos mercados para a comercialização da Acre, o selo de zona livre da aftosa impede que o preço da carne seja reduzido. “A chance do preço da carne baixar no Acre por conta do reconhecimento da área livre de aftosa sem vacinação é zero”, afirma.

Para ele, a tendência é que o preço fique ainda mais elevado e explica os motivos. “O que  vai acontecer com o preço da carne em Rio Branco é que inexoravelmente ele vai aumentar. Dois motivos explicam isso. O primeiro motivo é que vamos ter novos mercados  para vender nossa carne e nesses mercados o poder aquisitivo é maior do que o do acreano, o que significa que estão dispostos a pagar mais pela carne. O segundo motivo é que existe uma demanda crescente por proteína animal na China e em outros países asiáticos. Essa demanda vai ser exercida e como nossa oferta é pequena diante da grande demanda internacional faz com que o preço aumente”, diz o economista.

Rubicleis coloca ainda a desvalorização do real frente ao dólar como mais um motivo. “A taxa de câmbio está extremamente desvalorizada  com um dólar valendo cinco reais. Não há como a carne diminuir. É uma péssima notícia para o consumidor e uma boa notícia para quem produz proteína animal”, explica.

O economista projeta ainda que a alta do preço da carne provoque aumento nos preços também das outras proteínas animais como o frango, o ovo e a carne suína. “Vamos ter aumento, sim. Em função do aumento na carne de boi, vai se ter uma demanda ainda maior pelo frango, ovos e porco. Como não vai ser possível atender a este aumento na demanda no pequeno  e médio prazo naturalmente o preço dessas outras proteínas vão subir”, esclarece.

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‘Culpada” por equipe perder prova, Gleici é eliminada do ‘No Limite’

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No sexto episódio de “No Limite”, na noite de hoje, a tribo calango perdeu a prova de imunidade pela segunda vez seguida e Gleici Damasceno acabou se tornando a sexta eliminada do reality show da Rede Globo.

No portal da eliminação, a vencedora do “BBB 18” recebeu um total de três votos – Jéssica Mueller levou os outros dois votos – e deu adeus a disputa do prêmio de R$ 500 mil.

Em sua despedida, Gleici aconselhou os colegas da tribo calango a aproveitar ao máximo a experiência no reality show de sobrevivência no meio do mato.

Esse sonho acaba para mim, mas espero que vocês aproveitem ao máximo. Não vou esquecer de nada, vivi com muita intensidade e verdade. Saio do No Limite muito mais confiante em mim. Sei da força que está no meu coração e da vontade de ir até o final.

Situação dos grupos do ‘No Limite’
A tribo calango perdeu o seu quarto competidor com a saída de Gleici Damasceno. A equipe agora é formada por quatro membros: André Martinelli, Carol Peixinho, Jéssica Mueller e Kaysar Dadour. Mahmoud Baydoun, Angélica Ramos e Arcrebiano são os outros eliminados do jogo que pertenciam ao grupo.

Vencedores da prova de imunidade do 6º episódio, a tribo carcará tem seis participantes (Elana Valenaria, Gui Napolitano, Íris Stefanelli, Marcelo Zulu, Paula Amorim e Viegas) no jogo. O grupo perdeu os integrantes Lucas Chumbo e Ariadna Arantes.

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Desastres causaram quase R$ 2 milhões de prejuízos ao Acre

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Em muitas localidades brasileiras, a calamidade causada pela pandemia da Covid-19 somou-se aos efeitos adversos dos fenômenos naturais – inundações, alagamentos, deslizamentos, secas, incêndios florestais, entre outros. Com crescimento de mais de 68,5%, em relação ao ano anterior, as anormalidades causaram prejuízos econômicos de R$ 62,5 bilhões, entre janeiro e dezembro de 2020.

No Acre, os cálculos da Confederação Nacional de Municípios (CNM) indicam que os prejuízos chegaram a R$ 1.947.692,00, o menor valor entre os Estados que declaram prejuízo com desastres naturais no ano passado. Roraima não apresentou relato.

Em geral, as enchentes dos rios foram as causadoras desse prejuízo.

A constatação da CNM se dá por meio do estudo Danos prejuízos causados por outros desastres durante a pandemia em 2020. O diagnóstico não traz detalhes sobre os Estados, apenas um panorama geral da situação.

O mapeamento da entidade mostra ainda os malefícios humanos, materiais e ambientais dos desastres naturais, potencializados pela ação humana.

Foram 13.065 decretos de Situação de Emergência (SE) e, desses, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério do Desenvolvimento Regional (Sedec/MDR) reconheceu 9.348, 3.432 estão sob análise e apenas 285 decretos não foram reconhecidos. Os números mostram que 71,15% dos pedidos de anormalidade já foram reconhecidos pelo poder público federal.

Os desastres decorrentes de tempestades, ciclones, alagamentos, inundações, deslizamentos, entre outros, causaram a morte de 235 pessoas. O excesso de chuvas também deixou mais de 96.535 mil pessoas desabrigadas e 306.035 desalojadas. Sendo assim, somando todos os desastres que ocorreram em 2020, mais de 41 milhões de pessoas foram afetadas.

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National Geographic diz que rodovia na Serra do Divisor estimula narcotráfico

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Uma reportagem publicada pela National Geographic nessa segunda-feira, 14 , narra os prejuízos que a biodiversidade da região da Serra do Divisor, no interior do Acre, poderá sofrer com a construção da rodovia que deve ligar o país ao Peru através do estado.

Dois projetos em paralelo preveem a construção de uma rodovia dividindo o Parque Nacional da Serra do Divisor em dois e a privatização do território do Parna, abrindo caminho ao desmatamento, ao gado e à extração mineral, diz a publicação.

A reportagem explícita que as propostas são impulsionadas por dois parlamentares bolsonaristas do estado do Acre. “A ideia da estrada foi encampada pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido), que já tomou os primeiros passos para a construção do lado brasileiro da rodovia, mas ainda não se pronunciou sobre o projeto de lei em tramitação no Congresso que revoga o Parna da Serra do Divisor”, relata.

Especialistas temem que, caso construída, projeto de estrada que corta o liga o extremo noroeste do Brasil com o Peru estimularia a mineração, o desmatamento e o narcotráfico.

FOTO: LALO AMEIDA/FOLHAPRESS

O prolongamento da BR-364, que hoje termina em Mâncio Lima (670 km de Rio Branco) começou a ser discutido na década de 1970, durante a ditadura militar, e está previsto no decreto de criação do Parna, em 1989, durante o governo José Sarney (PMDB). Mas o projeto parecia esquecido com a inauguração, em 2010, da Rodovia Interoceânica (Estrada do Pacífico), que já liga o Acre e o Brasil à costa peruana.

O próprio Bolsonaro defendeu o projeto em uma live no Facebook, argumentando que abrirá uma passagem do Brasil para Pacífico – e ecoando o discurso do então presidente Lula (PT), nos anos 2000, quando viabilizou a primeira rodovia, em parceria com o colega peruano Alejandro Toledo, hoje foragido da Justiça.

FOTO: LALO AMEIDA/FOLHAPRESS

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) prepara o Termo de Referência para a contratação do projeto, orçado em pelo menos R$ 500 milhões, segundo estimativa oficial. A autarquia informou que ainda não existe a extensão detalhada da rodovia federal, mas que o lado brasileiro terá cerca de 120 km, dos quais 20 km (17%) dentro do parque da Serra do Divisor.

Projeto divide opiniões

Lideranças indígenas e ribeirinhos afirmam que até agora não foram consultados sobre a rodovia – como determina a legislação – e preveem impactos socioambientais negativos. “Até hoje, a primeira pessoa que chegou perguntando pra mim falar sobre a estrada é o senhor”, disse à reportagem o cacique Joel Puyanawa, em conversa no centro cultural do seu povo.

Separada do casco urbano de Mâncio Lima (AC) por uma estrada de terra de 10 km, a Terra Indígena Poyanawa, com cerca de 680 moradores, está na área de influência direta da rodovia. Salles esteve ali em 27 de junho, mas Joel não se reuniu com ele. Diante de lideranças indígenas, o ministro discursou que “o tempo é de integração”, ao defender o projeto rodoviário.

“O entorno da nossa terra já está todo comprometido. Já sabemos o prejuízo que as invasões causam. Os brancos vivem caçando na nossa terra, e as instituições ambientais não têm uma política para impedir. Imagina uma rodovia. Quantos milhões de pessoas vão transitar? Vai aumentar o agronegócio? Vai. Mas a nossa sobrevivência não está no agronegócio”, diz o cacique, recém-eleito vereador pelo PT.

FOTO: LALO AMEIDA/FOLHAPRESS

Puyanawa teme também que a rodovia passe por cima de uma área sagrada que está fora da terra indígena demarcada. Foi nessa região que, por volta de 1910, seu povo foi capturado para ser escravizado pelo coronel seringalista Mâncio Lima (1875-1950). Apesar disso, é retratado como herói pela história oficial, a ponto de ser homenageado com o nome da cidade.

“Essa rodovia ameaça 100% a nossa terra, destrói o nosso sítio sagrado. Basta o prejuízo que tivemos com o coronel. Se a BR sair, extermina a história do nosso povo”, afirma.

Por outro lado, prefeitos e empresários apostam na estrada para acabar com o isolamento geográfico da região mais ocidental do país. Apesar de ser do mesmo Partido dos Trabalhadores, o prefeito reeleito de Mâncio Lima, Isaac Lima (ele não é parente do coronel), é um entusiasta da estrada – a ponto de ter aberto, por conta própria, uma picada de 40 km no provável traçado da rodovia.

Da National Geographic

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Gladson diz que Acre não deverá enfrentar uma 3ª onda da Covid-19

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O governador Gladson Cameli (Progressistas) declarou na manhã desta terça-feira (15), durante a cerimônia em alusão aos 59 anos de elevação do Acre a Estado, no Calçadão da Gameleira, em Rio Branco, que o Acre não deverá enfrentar uma terceira onda da Covid-19.

De acordo com o chefe do executivo as doses de vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde dão garantias que, em breve, a população do estado possa tá vacinado. “Eu tenho fé que em breve vamos ser imunizados e virarmos de vez essa página. Comenta-se de uma suposta terceira onda, então, vamos logo matar essa segunda onda”, afirmou.

Em relação as greves da Saúde e Educação, Cameli destacou que o governo está dialogando com as categorias para solucionar as reivindicações. “Estamos negociando e buscando alternativas para as categorias. Quem quer sentar a mesa e dialogar com o governo, o governo estará sempre à disposição”, comentou.

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