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Motorista que foi banido da Uber se defende da acusação de ter destratado criança autista

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O motorista de aplicativo que foi acusado de ter expulsado uma criança autista e sua babá de seu veículo falou ao ac24horas. Com medo de represálias, pede para não ser identificado e conta sua versão do que teria acontecido. Afirma que ao chegar no destino, a mulher e uma criança entraram no carro. Ele relata o princípio da confusão.

“Eu cheguei e fiquei aguardando. Aí entrou uma moça com uma criança que estava com uma sandália suja e subiu em cima do banco. Aí eu me dirigi para a mulher, em nenhum momento falei com a criança, e falei que estava sujando o banco. Eu falei por duas vezes, minha senhora, tá sujando o banco do carro e o banco do meu carro não é de couro”, diz. A mulher questionou que um lado da máscara do motorista estava abaixada. “Como eu vi que já tinha começado com problema, eu falei para ela que ia cancelar a corrida. Quando ela foi saindo, disse que o garoto era autista e bateu a porta”, conta.

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O motorista conta ainda que só neste momento soube que a criança era autista e que em nenhum momento se dirigiu à criança ou usou algum termo grosseiro com a moça. “Em nenhum momento, eu fui grosseiro com ninguém, pelo contrário. Eu nem falei com a criança, eu tenho uma filha e jamais faria isso com a criança. Se ela tivesse me falado antes que ele era autista, eu nem tinha ligado para a sujeira do banco, mas em nenhum momento eu destratei o garoto.

O caso só se tornou público porque a mãe Janielli Oliveira, 34 anos, mãe da criança relatou a situação nas redes sociais ao contar que na verdade quem estava com seu filho durante o acontecido era a babá.

Depois que o caso foi exposto, a Uber, por meio de uma nota, anunciou que a conta do motorista foi desativada.

Ao ac24horas, o motorista se mostrou surpreso e decepcionado como foi tratado pela plataforma. “O que não pode é a Uber nem me ouvir e já me expulsar da plataforma. Eu fui expulso de forma injusta. Em nenhum momento eu destratei o garoto e nem sabia que ele era autista. O jeito que a Uber trata os parceiros não é correto. Simplesmente não me deu nem direito de defesa. Era com essas corridas que estava levando o sustento para dentro da minha casa e agora não sei o que vou fazer”, afirma.

A mãe da criança não quis se pronunciar. Fontes afirmam que Janielli ficou assustada com a repercussão do caso.

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