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Áudios comprovam que ambulância sem combustível não era do Samu

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O caso de uma paciente que teria tido demora em sua remoção de Sena Madureira para Rio Branco e acabou indo à óbito continua rendendo mais um desgaste político entre o prefeito do município, Mazinho Serafim, e o governo do estado.

Desta vez, a troca de acusações é sobre a falta de combustível em ambulância. Todo o imbróglio começou quando Mazinho foi às redes sociais gravar um vídeo, mostrando a viatura da prefeitura estacionada no Hospital João Câncio Fernandes. Nas imagens, Serafim afirma que a prefeitura faz parceria com o governo, mesmo que este tenha “virado às costas” para Sena e acusa o fato de uma paciente em estado grave de saúde não ter sido transferida para Rio Branco por falta de combustível na ambulância do Samu.

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Foi gravado um vídeo com o irmão da vítima. Identificado por José Maria, ele conta que a irmã demorou muitas horas para ser transportada. Gracineide Santos, nome da vítima, teve piora no quadro e precisou ser entubada. “Minha irmã chegou no hospital e passou várias horas esperando uma ambulância. A informação que a gente teve é a de que a ambulância do Samu não tinha combustível. Se tem alguém mentindo, eu não sei, mas foi o que informaram pra gente”, diz.

Ocorre que o coordenador da rede de urgência, Pedro Pascoal, tem áudios do seu sistema que comprovam que a viatura sem combustível era na verdade, a ambulância do município. De acordo com as gravações e registros disponibilizados ao ac24horas, no primeiro momento que a paciente foi regulada, sua situação não era crítica e o médico que a atendeu garantiu que as condições de saúde era estável e, portando, poderia vir na ambulância branca, como são chamadas as viaturas das prefeituras, que é usada para transporte de pacientes sem risco de vida. Além disso, neste caso, a tripulação pode ser apenas de um motorista e um técnico de enfermagem.

De acordo com os áudios gravados, quando foi solicitada a ambulância branca para o transporte de Gracineide, a secretária de saúde de Sena, Edgardina Matos, não teria autorizado o abastecimento da ambulância municipal.

Com a recusa da prefeitura e a ambulância do Samu de Sena em viagem trazendo um outro paciente para Rio Branco, foi regulada a ambulância do município de Manoel Urbano que acabou fazendo o transporte de Gracineide, que infelizmente não resistiu.

Além da desavença política entre a prefeitura de Sena Madureira e o governo do estado, há uma clara desinformação sobre o papel de cada instituição. “Eu me baseio na lei, é que o norteia o meu trabalho. Eu tenho registrado em áudio de que a ambulância que não tinha combustível era a do município. O Conselho Federal de Medicina e o Ministério da Saúde deixam claro que o transporte de pacientes de baixa e média complexidade é uma obrigação do município. O Samu tem como obrigação o atendimento primário em vias públicas, ambientes públicos ou domicílios. Além disso, nossas ambulâncias não ficam sem combustível, já que temos um contrato com uma empresa que faz o abastecimento dos veículos”, explica Pedro Pascoal, coordenador da rede de urgência.

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