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Empresas de transporte coletivo amargam prejuízo de R$ 15 milhões

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O setor do transporte coletivo urbano da capital sofreu com os impactos produzidos pela pandemia da Covid-19, em 2020. As medidas de isolamento social para conter a propagação da doença, que continuam em todo o país, resultaram em R$ 15,5 milhões de prejuízos acumulados pelas empresas de transporte urbano no período de 16 de março a 31 de dezembro de 2020, na capital.

Um dos motivos principais dos prejuízos das empresas foi a redução da demanda de passageiros. Para garantir o isolamento social e o atendimento à população, os ônibus continuam circulando com frota reduzida, o que evidenciou o desequilíbrio entre a redução da oferta e a demanda no número de pagantes.

O ac24horas teve acesso a uma planilha que mostra que, de 16 de março a 31 de dezembro de 2020 em comparação ao mesmo período de 2019, as empresas de transporte coletivo da capital deixaram de arrecadar R$ 15,5 milhões devido a pandemia da Covid-19. Em 2019, as empresas arrecadaram R$ 20,3 milhões e, em 2020, arrecadaram R$ 4,7 milhões, no período de 17 de março a 31 de dezembro, ou seja, as empresas tiveram prejuízo de R$ 15,5 milhões devido a pandemia da Covid-19.

As empresas da capital faturavam, em média, R$ 2 milhões por mês antes da pandemia, porém com a pandemia baixou para R$ 470 mil/mês, quase um quarto do valor que era arrecadado.

Em Rio Branco, não houve tantas demissões no transporte coletivo devido a Lei Federal nº 14.020/2020, que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, que possibilitou as reduções das jornadas e salários ou suspensões dos contratos trabalhistas, no entanto, o cenário para julho de 2021 não é nada animador.

Em uma visita recente à Câmara de Rio Branco, um dos colaboradores do sistema coletivo, Mauricelio Freire, ressaltou que, desde dezembro do ano passado, os colaboradores estão com os seus vencimentos atrasados e que o único meio que eles vem recebendo é por um auxílio do Governo Federal através do programa “Bolsa Qualificação”, que é um curso que eles realizam em troca de um auxílio, que encerra em junho.

Segundo ele, desde o ano passado, os colaboradores não receberam o 13º e os salários dos meses subsequentes. Com o fim do auxílio, o colapso do sistema de transporte coletivo é iminente. Atualmente, os trabalhadores que circulam nesses ônibus vêm recebendo por diárias.

“Se não ocorrer uma ajuda do Poder Municipal, essa cidade, a partir de junho ou julho, não vai ter mais transporte coletivo rodando na capital. Quem vai perder com isso? São nós trabalhadores que temos nossas rescisões e vencimentos em atraso, a própria sociedade que precisa do transporte público e que usa a gratuidade do transporte coletivo, os pais de família que tem por exemplo quatro ou três filhos que não vão ter dinheiro para pagar o uber todo dia. Então, vai criar uma calamidade em Rio Branco sem transporte público”, afirmou Mauricelio Freire.

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