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Ida do MDB para o governo pode causar saída de 4 deputados, 4 prefeitos e 20 vereadores da sigla

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A entrada do MDB para compor o governo de Gladson Cameli é considerada por muitos que vivem a política como uma aliança onde se “compra gato por lebre”, expressão utilizada nas questões relacionadas à compra e venda de produtos ou prestação de serviços, para indicar que o consumidor adquiriu algo que pensava ser uma coisa.

Nos bastidores da política, a “aquisição” do governador em trazer o MDB para o governo beneficiou diretamente apenas duas pessoas: o senador Márcio Bittar e o deputado federal Flaviano Melo, presidente da sigla no Estado, o que causou um desconforto generalizado em outras lideranças do partido detentora de uma gama de votos em vária eleições subsequentes.

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O ac24horas apurou que a decisão do partido não passou pelo crivo dos seus três deputados estaduais na Assembleia Legislativa, Roberto Duarte, Antônia Sales e Meire Serafim, os três mais votados nas eleições de 2018. Outros que também não participaram a decisão foram os presidentes das executivas municipais, vereadores e os 4 prefeitos recentemente eleitos, o que acabou ocasionando um sentimento de revolta que ainda não havia sido externado, mas que pode ter efeitos catastróficos caso não ocorra um realinhamento.

Existe a possibilidade das lideranças que ficaram fora das negociações com o Palácio Rio Branco de se debandarem para outro partido. Essa nova sigla já teria sido consultada e teria dado sinal verde para que se necessário, a revoada de lideranças emedebistas ocorra o mais rápido possível.

Um dos mais insatisfeitos com a situação é o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, que estuda a possibilidade de ser candidato a deputado federal em 2022, e para marcar território, já declarou apoio explícito ao senador Sérgio Petecão (MDB), pretenso candidato ao governo. Aliás, a candidatura de Petecão tem sido abraçada por muitos insatisfeitos com o Palácio Rio Branco, como os membros da Família Sales.

Em meio a tantos acontecimentos internos, a reportagem entrou em contato com o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, que questionado sobre a possibilidade de recomposição de sua família com o governo Cameli, afirmou que “não está na minha agenda essa recomposição”, sem repassar maiores detalhes. Mas já sua esposa, Antônia Sales, foi mais explícita quanto a insatisfação, mas disse que tomará a decisão apenas no ano que vem. “A respeito da política nós ficamos muito decepcionados com as pessoas que ajudamos chegar ao poder , ainda é muito cedo para avaliar a quem iremos acompanhar nestas eleições, vamos decidir no próximo ano”, disse a matriarca dos Sales.

Mais comedida, a deputada federal Jéssica Sales aderiu ao silêncio, mesmo já tendo deixado claro que é contra a aliança com o atual governo. Nos bastidores, ela é cotada para disputar a cadeira do senado em 2022 e tem recentemente cumprindo agendas no interior com o senador Petecão.

A situação do MDB dividido é tão complexa que a sigla foi responsável por três assinaturas das oito necessárias para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que visa investigar irregularidades na Secretaria de Educação no governo de Cameli. A atitude de Duarte, Antônia e Meire teria sido um sinal claro que o partido não seguirá o comando de Flaviano e Bittar, responsáveis por indicar recentemente secretários na estrutura de governo e cargos chaves na administração de pessoas ligadas diretamente a eles.

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