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Gladson volta a defender CPI, mas faz orientação a base do governo: “Ou retira-se ou amplia-se”

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“Se tem uma coisa que não vou pactuar, seja até de pessoas próximas a mim, é com qualquer tipo de conduta e situações que podem colocar em dúvida a credibilidade do governo”, garantiu.

O governador Gladson Cameli (Progressistas) comentou a movimentação da base do governo na tentativa de ampliar o período de investigação do requerimento que propõe a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que visa apurar irregularidades na Secretaria de Educação. As declarações foram dadas ao ac24horas na noite desta segunda-feira, 26.

De acordo com o chefe do Poder Executivo a investigação de supostos atos de corrupção na pasta da educação é um desejo do seu governo. Ele relembrou o recente pedido feito aos órgãos de controle para apurar contratos e demais atividades que possam ter culminado em crimes contra o Erário Público. “Sou totalmente a favor da transparência e tirar as dúvidas que for necessário. Se tem uma coisa que não vou pactuar, seja até de pessoas próximas a mim, é com qualquer tipo de conduta e situações que podem colocar em dúvida a credibilidade do governo”, garantiu.

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Em paralelo ao apoio às investigações, Cameli destacou que fez uma orientação à sua base governamental para que mudasse os modos propostos de investigação. O governador não acha prudente investigar apenas sua gestão. “O que eu fiz foi o seguinte: qualquer CPI que for instalada deve ser feita de forma abrangente. Eu não quero ela exclusivamente para um setor e um determinado período, ela tem que ter uma bola de neve, não quero ela no metro quadrado que está”, declarou.

Gladson continuou: “Eu orientei os membros do governo, ou amplia-se ou retira-se, não pode é ela tá do jeito que está, porque aí é injusto e fica claro que é politicagem. E politicagem eu não vou concordar”, encerrou.

Bastidores

A reportagem recebeu informações, no decorrer do dia, que interlocutores do Palácio Rio Branco estariam à portas fechadas tentando realizar uma manobra para que parlamentares que assinaram a CPI desistissem da investigação. Entre os que possivelmente foram sondados estão: Neném Almeida, Antônia Sales (MDB) e Jonas Lima (PT). Mas, ambos negaram ter recebido qualquer sondagem.

O líder do governo, deputado estadual Pedro Longo (PV), negou qualquer manobra política nesse sentido, que viesse a retirada de assinaturas: “Desconheço”, comentou.

A proposta de Requerimento foi do deputado Daniel Zen (PT), a CPI foi assinada pelos deputados Roberto Duarte (MDB), Antônia Sales (MDB), Meire Serafim (MDB), Neném Almeida (Sem Partido), Fagner Calegário (Podemos), Jonas Lima (PT), Jenilson Leite (PSB) e Edvaldo Magalhães (PCdoB).

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