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Deputado Jesus Sérgio reage a citação na Operação Tanque Furado: “Perseguição política”

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Por meio de nota encaminhada à redação do ac24horas, o deputado federal Jesus Sérgio (PDT-AC) se manifestou sobre a citação de seu nome no dossiê da Operação Tanque Furado, elaborado pelo Instituto OPS, que aponta indícios de irregularidades no ressarcimento de despesas com combustíveis e lubrificantes automotivos por parte de vários parlamentares.

Em meio a 104 deputados federais cujas despesas com combustíveis são citadas com maiores detalhes no relatório, aparecem três acreanos que realizaram abastecimentos de veículos com suspeitas de irregularidades no período apurado pelas auditorias, entre eles está Jesus Sérgio, que já havia sido apontado, em 2020, como o maior gastador da Câmara Federal.

No caso específico da Operação Tanque Furado, o parlamentar acreano aparece com diversos abastecimentos feitos em único dia, além de apresentar grande quantidade de litros em abastecimento único, aumento de consumo de combustível no período de campanha eleitoral da sua esposa, Maria Lucinéia, a Néia, eleita prefeita de Tarauacá na última eleição.

Na nota de esclarecimento enviada ao jornal por meio de sua assessoria, Jesus Sérgio afirma que todos os gastos realizados pelo seu gabinete seguem os atos da Mesa Diretora da Câmara e que o seu mandato é pautado pela ética e pela credibilidade, podendo ser acompanhados tanto nas suas redes sociais quanto no Portal da Transparência da Câmara dos Deputados.

“Por isso, quero reafirmar o meu compromisso com o povo do Acre de agir sempre com lisura e transparência. No entanto, surgiu (sic) rumores envolvendo o meu mandato com a matéria do Fantástico sobre a verba de combustíveis dos parlamentares, que foi ao ar no domingo passado (18/4). O meu nome sequer foi citado na matéria, mas estão afirmando que há uma lista onde cita mais de 100 deputados federais”, diz um trecho da nota.

O deputado federal do PDT atribuiu a citação de seu nome no relatório da Operação Tanque Furado à “perseguição política” e disse temer que essa prática se torne algo corriqueiro no Acre. Ele ainda manifestou solidariedade aos demais deputados citados no documento e afirmou que os parlamentares devem se unir para buscar justiça e vencer a perseguição.

“Estamos em tempo de pregar a união e, por isso, os sete deputados federais que tiveram o seu nome incluídos nesta lista de maneira errada têm que se unir e buscar justiça. E aqui eu me solidarizo com todos os colegas da bancada que foram citados nesta lista e peço ainda que juntos possamos vencer esta perseguição com os parlamentares do Norte”.

Campeão de gastos

Dados disponíveis no portal da Câmara dos Deputados apontam que Jesus Sérgio foi quem mais gastou, dos 513 parlamentares, com a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), entre 1º de janeiro e 11 de dezembro de 2020. O pedetista totalizou R$ 523.882,68 em despesas custeadas pelos cofres públicos, segundo publicação do jornal online Metrópoles.

A Câmara havia determinado, em março do ano passado, a suspensão da maior parte das atividades presenciais e estabeleceu sessões à distância, o que deveria gerar substancial economia de recursos públicos. Jesus Sérgio foi na contramão da recomendação da Casa e, durante o ano em que a pandemia se estabeleceu no país, gastou mais do que em 2019.

Apenas para se ter uma ideia do ímpeto gastador do parlamentar acreano, sozinho ele desembolsou mais do que os dezessete deputados da lanterna do ranking, que declararam, juntos, gastos de R$ 505 mil. Esse dinheiro fica disponível para que os deputados e senadores apliquem em atividades relacionadas ao mandato – como aluguel de carros, compra de passagens aéreas, entre outras.

Em resposta ao jornal Metrópoles, o parlamentar acreano discordou que 2020 foi um ano em que deveria haver redução dos custos citados. Segundo ele, o ano foi atípico para muitos setores pela paralisação de algumas atividades por causa da pandemia, mas que na Câmara dos Deputados a atividade política foi na direção contrária a essa tendência.

“O ano de 2020 acabou exigindo muito mais atuação do parlamentar que em anos anteriores. Como sou parlamentar de primeiro mandato, eleito por um partido ainda pequeno no estado do Acre, não podia passar o ano todo em trabalho remoto, em casa, apenas participando das sessões”, justificou Jesus Sérgio em nota enviada ao Metrópoles.

A íntegra da nota de esclarecimento do deputado: 

Prezados acreanos e acreanas,

O nosso mandato de deputado federal é pautado pela ética e pela credibilidade. Todas as ações são públicas e podem ser acompanhadas por cada cidadão do nosso Estado, tanto nas minhas redes sociais, quanto no Portal da Transparência da Câmara dos Deputados.

Portanto, todos os gastos realizados pelo nosso gabinete seguem todas as regras imputadas por meio dos atos da Mesa Diretora da Câmara. Por isso, quero reafirmar o meu compromisso com o povo do Acre de agir sempre com lisura e transparência.

No entanto, surgiu rumores envolvendo o meu mandato de deputado federal com a matéria do Fantástico sobre a verba de combustíveis dos parlamentares, que foi ao ar no domingo passado. O meu nome sequer foi citado na matéria, mas estão afirmando que há uma lista onde cita mais de 100 deputados federais.

E realizando uma política séria e sempre pautada pela verdade temo que a perseguição política se torne algo corriqueiro no nosso Estado. Estamos em tempo de pregar a união, e por isso, os sete deputados federais que tiveram o seu nome incluídos nesta lista de maneira errada, tem que se unir e buscar justiça. Devemos fazer política com justiça, lealdade e igualdade.

E aqui eu me solidarizo com todos os colegas da bancada que foram citados nesta lista e peço ainda que juntos possamos vencer esta perseguição com os parlamentares do Norte.

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Erick Venâncio diz que decisões do Supremo mostram que houve excessos na Lava Jato

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O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seccional Acre, Erick Venâncio, afirmou que as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à Operação Lava Jato, mostram que houve excessos cometidos durante a operação, que culminou na prisão de políticos como Eduardo Cunha e o ex-presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva.

As declarações foram dadas ao Boa Conversa, exibido pelo ac24horas, na noite desta quinta-feira (29).

Na entrevista, Erick Venâncio afirmou que a Operação Lava Jato foi importante para o combate a corrupção, mas ressaltou que o combate deve ser feito dentro das regras do jogo, ou seja, dentro da Constituição Federal.

“Eu não tenho nenhuma dúvida, mas isso não sou eu que estou dizendo. O que nós tá mostrando esse excesso numa operação que foi importante para o combate à corrupção, o STF tem mostrado isso. Houve excesso sim e esses excessos não se dão só com réus, mas também na questão da OAB na questão das prerrogativas dos advogados. Você não pode fazer justiçamento, você tem que fazer justiça. Quando você proíbe o advogado de ter acesso aos autos de uma investigação, ter um momento com o cliente para estabelecer uma estratégia de defesa, não é assim que se faz justiça”, argumentou.

Em outro trecho, o presidente da OAB afirmou que os integrantes da operação utilizaram a imprensa para criar uma comoção nacional com o intuito de fabricar condenações a qualquer custo.

“O que nós vimos durante essa Operação foi a utilização de uma mobilização através da imprensa de se criar uma comoção nacional com aqueles casos graves de corrupção, que estavam sendo investigados, para você criar condenações a qualquer custo. As condenações que estão equivocadas vão ser revistas nas instâncias superiores, mas houve a utilização da imprensa manipulando de certo modo a sociedade, houve. É tanto que estamos vendo uma série de revisões de decisões. Eu acho que é possível você promover combate a corrupção dentro da Constituição sem ultrapassá-la, e eu espero que essa parte ruim da Operação Lava Jato sirva de exemplo para que a gente possa avançar dentro das regras do jogo”, salientou.

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Presidente da OAB Acre afirma que voto impresso é assunto para ser debatido pelo Congresso

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Em entrevista ao Boa Conversa, exibido pelo ac24horas, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seccional Acre, Erick Venâncio, deu a sua opinião sobre o debate da implantação do voto impresso, pauta defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) e que vem causando debates no Congresso Nacional e rusgas com o Tribunal Superior Eleitoral.

O presidente da OAB Acre, Erick Venâncio, afirmou que a questão da implementação do voto impresso tem que ser debatida pelo Congresso Nacional, sem interferências de outras instituições.

“O que eu penso é uma questão que deva ser delegada pelo Congresso e eu acho que o Congresso tem que dar a última palavra em relação a isso. Eu não vejo problemas em se avançar na questão da segurança, mas isso tem que ser determinado pelos representantes do povo. É claro que é importante o debate, a sociedade tem que se manifestar do que pensar e mostrar caso não se sinta segura de participar de votação no formato atual, esse sistema deve evoluir, mas esse debate tem que ser travado pelo Congresso Nacional”, argumentou.

Em outro trecho, Erick afirmou que as trocas de farpas entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luis Roberto Barroso, sobre a implantação do voto impresso é ruim para a democracia brasileira.

“Esse bate-boca interinstitucional é ruim para a democracia. O debate tem que ser feito em alto nível, colocando os prós e contras, e o Congresso decide. A forma que essa discussão vem sendo feita é ruim para a democracia brasileira. Se houver vantagem no voto impresso que se implemente, mas o que eu acho inadequado é a forma que esse debate vem sendo feito”, salientou.

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Governo convoca 24 aprovados no concurso da PM para matrícula do curso de formação

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O governo do Acre tornou público nesta quinta-feira, 29, através do Diário Oficial do Estado (DOE) a relação dos candidatos não matriculados e a convocação para a matrícula no Curso de Formação de Aluno Soldado.

O curso de formação será realizado sob a Coordenação da Diretoria de Ensino da Polícia Militar do Acre, localizado no Centro Integrado de Ensino e Pesquisa em Segurança Pública e Justiça Francisco Mangabeira (CIEPS).

Ao total, foram convocados 24 aprovados que estavam na lista do Cadastro de Reserva (CR). O curso terá a duração mínima de 1.600 horas/aula, exigindo-se do aluno tempo integral com frequência obrigatória e dedicação exclusiva.

Para a matrícula, os candidatos deverão comparecer no período de 09 a 20 de agosto de 2021, das 7h às 13h, na Diretoria de Ensino da Polícia Militar, localizada no Centro Integrado de Ensino e Pesquisa de Segurança e Justiça Francisco Mangabeira – CIEPS, situado na Via Verde, BR 364, Km 2, Jardim Europa, Rio Branco (AC).

Para saber mais informações, clique aqui.

seplagpm
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Adolescentes de 12 a 17 anos serão incluídos em vacinação após aplicação aos adultos

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Adolescentes de 12 a 17 anos de idade, com prioridade para aqueles com comorbidades, serão incluídos na campanha nacional de vacinação contra Covid-19. A imunização desse público ocorrerá assim que concluída a distribuição de vacinas suficientes para aplicar, pelo menos, a primeira dose em toda a população adulta vacinável. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na noite desta terça-feira (27).

A decisão foi pactuada em nota conjunta do Ministério da Saúde com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

“Em função da chegada de imunizantes e da eficiência na aplicação de vacinas, a nossa expectativa é vacinar toda a população maior de idade até setembro. Depois disso, vamos trabalhar com a vacinação de menores adolescentes e estudar a redução do intervalo entre doses”, explicou Queiroga.

Também após a distribuição da primeira dose para a população adulta, será analisada a redução do intervalo entre a primeira e a segunda doses da vacina Covid-19 da Pfizer. O estudo será realizado com base em evidências científicas apresentadas nas discussões da Câmara Técnica Assessora de Imunizações.

O Ministério da Saúde reforça que o sucesso da vacinação depende da atuação conjunta entre União, estados e municípios e da observação rigorosa das definições do Programa Nacional de Imunizações (PNI) quanto aos intervalos entre as doses e demais recomendações técnicas.

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Bombando

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