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Análise preliminar da Caixa Preta dos transportes coletivos aponta irregularidades no preço da passagem de ônibus

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A abertura da tão sonhada “Caixa Preta” do transporte coletivo na capital deverá sair de uma história de ficção para virar realidade nas próximas semanas. A informação foi repassada pelo próprio prefeito Tião Bocalom (Progressistas). A promessa foi uma de suas principais bandeiras de campanha nas eleições municipais de 2020.

Segundo Bocalom, a abertura não tem a ver com as recentes críticas nas redes sociais sobre o assunto e nem visa atender interesses partidários ou pessoais, mas sim, da população. “Estamos abrindo a caixa preta, inclusive, já conversamos com membros do Ministério Público sobre o assunto”, declarou.

Consultados pelo ac24horas, técnicos da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (RBTRANS) informaram que está sendo preparado um relatório técnico sobre o assunto que deverá ser divulgado em breve para a sociedade, à imprensa e aos órgãos de controle como Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público Estadual (MPAC). No entanto, dentre algumas das falhas encontradas no sistema, a investigação será em relação ao preço da passagem do transporte coletivo.

Segundo dados, o contribuinte arca com metade do valor das gratuidades concedidas pelo Poder Público que chega a 16%. “Isso precisa ser esclarecido à sociedade. O usuário paga o preço que não é o preço da passagem de ônibus, além disso ele paga todas as gratuidades do sistema, ele paga a do idoso, do estudante e demais oferecidas”, destacou a equipe.

Um exemplo prático é em relação ao valor de gratuidade aos estudantes, de acordo com os dados da caixa preta, o estudante devidamente comprovado paga R$ 1 real, o município arca com mais R$ 1 real e os demais usuários pagam o restante, totalizando R$ 4 reais.

Outra irregularidade apontada é a má distribuição dos veículos na cidade, que demanda mais gastos desnecessários. Por fim, foi verificada falha no Conselho dos Transportes Públicos na capital. Informações dão conta que até 2017 esse conselho era consultivo, onde o gestor apresentou os dados operacionais e o prefeito referendava ou não. “Por meio de uma mudança na lei orgânica do município o órgão se tornou deliberativo, tirando assim a responsabilidade do prefeito, ou, seja, o responsável pelo preço passa a ser o conselho”, contou a fonte.

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