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Licitação da ZPE prevista para dia 16 pode confirmar interesse chinês de investir 1 bilhão no Acre

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Um negócio da China! A expressão idiomática que nos leva ao século XIX, quando a Coroa Britânica decidiu invadir a China para vender os seus produtos para o vasto mercado chinês, poderá ser o mais novo jargão do governo do Acre que já foi “visão de futuro”, passou para “um só time” e poderá se consolidar como o maior gerador de empregos do país.

Claro que tudo isso não vai acontecer em um toque de mágica. A negociação que acontece desde outubro de 2019 quando o governador Gladson Cameli foi convidado especial do presidente Jair Bolsonaro para compor a caravana presidencial em visita à China, pode ser consolidar no leilão da ZPE marcado para o próximo dia 16.

Para entender o caso:

Na bagagem de retorno da China, Cameli trouxe a notícia de negociação com um grupo empresarial Chinês que demonstrou interesse em comprar a Zona de Exportação e Processamento (ZPE) do Acre.

A batida de martelo vem sendo mantida em sigilo absoluto pelo Palácio Rio Branco. O lance inicial do leilão é de R$ 27 milhões, valor anunciado pelo governo do Acre em outubro de 2019, quando retornou da visita asiática junto com o presidente Jair Bolsonaro, dando início a relação comercial entre os dois países através da importação e exportação de produtos, passando pelo Acre e chegando ao Oceano Pacífico.

Com localização estratégica geograficamente, a ZPE seria transformada em um porto seco a mais de mil quilômetros por terra do porto da cidade peruana de Matarani, província de Arequipa, na costa do Oceano Pacífico.

O intercâmbio de cooperação pode transformar o desenvolvimento econômico e a geração de 20 mil empregos com a consolidação da plataforma de exportações a partir de Senador Guiomard.

“Tivemos a ideia de abrir o capital da empresa para facilitar o mercado para o capital estrangeiro, com o objetivo de gerar emprego e renda”, afirmou Anderson Abreu, secretário da indústria, tecnologia e comércio no Acre.

Declarações da família Bolsonaro podem ter prejudicado negociação

Mas, se por um lado existe otimismo no fechamento do negócio, por outro, há um receio pelo Palácio Rio Branco de que a indisposição institucional causada por declarações da família Bolsonaro contra a China possa ter prejudicado a relação.

A última vez que o secretário Anderson Abreu falou sobre o interesse do grupo Chinês foi em dezembro, logo após nova declaração do filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, falar sobre uma suposta ‘espionagem’ chinesa na aliança global 5G.

De lá pra cá, Abreu não falou mais publicamente sobre o assunto, tem confessado a assessores palacianos que as negociações avançaram bastante. Segundo a reportagem apurou, o diretor presidente do Instituto Sócio Cultural Brasil-China, Thomaz Law é quem faz a tradução do edital para venda e arrematação das ações ordinárias preferenciais do capital ordinário da AZPE publicado no Diário Oficial do último dia 1 de abril.

Rondônia também criou uma comissão interinstitucional para negociar a ida dos investimentos chineses

Para as autoridades empresariais e do setor produtivo do estado de Rondônia, o intercâmbio comercial e as ações entre as nações Brasil e China é reforçada pela não consolidação das negociações dos chineses com os americanos.

Amadeu Hermes Santos da Cruz, diretor da Sociedade de Portos e Hidrovias (Soph), em entrevista a estatal de comunicação do governo de Rondônia, afirmou que “o estado dispõe do produto e de condições para escoar grande volume de carga a granel. Bem como a disponibilidade de um posto alfandegado no poligonal portuário público também garante a liberação da carga para exportação direta ao comprador”, destacou.

No caso de Rondônia, os chineses estariam de olho na exportação de soja. Jack Hong, representante do grupo de investidores chineses, afirmou que a intenção é adquirir inicialmente 6 milhões de toneladas/ano de soja.

Rotas estruturantes da ponte sobre o Madeira e Anel Viário rumo ao Pacífico

Duas obras fundamentais para a conquista do mercado asiático podem sair do papel na gestão de Gladson Cameli: a ponte sobre o rio Madeira, que será inaugurada no final deste mês, e o Anel Viário entre as cidades de Epitaciolândia e Brasileia. Este segundo investimento, terá ordem de serviço dada pelo presidente Jair Bolsonaro na solenidade de inauguração da ponte.

O início da rodovia que ligará Mâncio Lima (Brasil) a Pucallpa (Peru) é outra logística vista como importante nas negociações com os chineses.

Com o pé fincado no Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT) o governador Gladson Cameli acredita ter feito o dever de casa na consolidação de moldais para exportação e importação visando o Pacífico.

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