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Cobija altera horário de circulação durante fechamento da fronteira

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Horas depois de a presidente da Câmara de Vereadores de Brasiléia, Arlete Amaral (SD), ter sido momentaneamente impedida de retornar ao lado brasileiro após ir a Cobija, nesta segunda-feira, 5, e perder o horário em que está sendo permitida a circulação entre os dois lados da fronteira, o prefeito da cidade boliviana, Luis Gatty, emitiu um despacho alterando o período de trânsito entre as cidades-gêmeas.

Por meio do Decreto Supremo 4.481, o governo boliviano fechou a fronteira com o Brasil por 7 dias, a partir da última sexta-feira, 2, como medida para evitar a entrada da chamada variante de Manaus ou P.1, do novo coronavírus, porém a medida não agradou a todos. As três cidades fronteiriças possuem fortes relações, especialmente comerciais, o que faz com que a circulação diária entre elas seja normalmente intensa.

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Logo que o decreto foi emitido, a governadora de Pando, Paola Terrazas, manifestou sua insatisfação com a medida, bem como o seu receio de que o país vizinho respondesse da mesma forma e determinasse o fechamento das passagens de fronteira. “Caso o Brasil aplique a lei de reciprocidade, como fez na primeira onda da Covid-19, isso nos prejudicaria porque eles podem fechar as pontes por até 3 meses”, disse Terrazas a uma rádio local.

Com a alteração anunciada pelo governo municipal de Cobija, os novos horários de circulação são: pela manhã, entre as 7h e as 8h, e no período da tarde das 17h até as 19h, sempre no horário local (Bolívia), que tem uma hora a mais de diferença para o Brasil. O Decreto Supremo 4.481 tem prazo de encerramento previsto para a próxima quinta-feira, 8 de abril.

A medida do prefeito Luis Gatty se deu em atendimento a solicitações feitas pelos prefeitos, Sérgio Lopes, de Epitaciolândia, e Fernanda Hassem, de Brasiléia, além de vereadores, empresários e comerciantes. Ele destacou a relação de reciprocidade cultural, social, econômica, afetiva e familiar que existe entre as três cidades.

Variante do Amazonas

A variante P.1, identificada originalmente em Manaus, está se espalhando não só pelo Brasil, mas também pela América do Sul. Cerca de 40% dos casos de coronavírus detectados recentemente em Lima, no Peru, estão associados à variante, segundo informações do jornal The Washington Post.

No Uruguai, a cepa é responsável por 30% dos casos de Covid-19 e no Paraguai, metade dos casos identificados na fronteira com o Brasil são causados pela P.1, segundo informações do jornal americano.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em reportagem desta segunda-feira da revista Veja, a P.1. já foi rastreada em 45 países mundo afora, incluindo Estados Unidos, Japão, Canadá, México, Espanha, Itália, França e Índia.

Na América do Sul, apenas Bolívia, Equador, Suriname e Guiana não haviam registrado casos da doença decorrentes da variante brasileira, de acordo com o último boletim epidemiológico da OMS. No entanto, devido à defasagem da realização de testes genômicos na região, isso não significa que a cepa ainda não esteja por lá.

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