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Acre tem cerca de 13 mil vacinas para indígenas aguardando solicitação para imunizar

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O Estado do Acre tem aproximadamente 13 mil doses de vacinas contra a Covid-19 destinadas a indígenas armazenadas. O que falta, segundo informou a secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) ao ac24horas nesta segunda-feira, 22, é uma solicitação do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) para dar início à próxima etapa de vacinação.

De acordo com a representante do Programa Nacional de Imunização (PNI) no Acre, Renata Quiles, o quantitativo corresponde à segunda dose das vacinas dos indígenas. “Estão armazenadas na Central Estadual aguardando a solicitação dos DSEIS que são responsáveis pela vacinação deste público. O estado distribui mediante a solicitação deles”, explica Quiles.

A Sesacre afirma que não tem autorização do Ministério da Saúde de remanejar estas doses a outros grupos.

Uma informação que teria saído extraoficialmente era de que as doses armazenadas teriam sido recusadas por indígenas após fake news sobre efeitos colaterais da vacina contra o coronavírus.

Dados apontam que a vacinação das tribos é a mais lenta do Brasil. As doses destinadas aos indígenas não podem ser repassadas para outros grupos.

A proposta para que o Ministério da Saúde empreste as doses de vacinas rejeitas para outros grupos prioritários ainda segue com análise sem resposta pelo governo federal. “O que o MS determinar nós vamos acatar” disse Carla Mioto que é chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). Ela acrescentou que o departamento tem conhecimento do pedido de remanejamento.

A coordenadora confirmou que a primeira dose foi rejeitada por 15% dos indígenas da regional do Alto Acre, Purus, Assis Brasil, Extrema e Boca do Acre. Em entrevista na manhã de hoje (22) ela disse que o fato ocorre por causa de fake news que chegaram nas aldeias.

“Aquelas histórias que todos já conhecem de que a vacina vai fazer mal, vai matar as pessoas entre outras coisas. As equipes de saúde estão mostrando tecnicamente que a vacina é importante” acrescentou Mioto.

Do total de 12 mil indígenas da regional que o DSEI é responsável, de acordo com Mioto, cerca de 5 mil estão na faixa prioritária para receber a vacina. Assis Brasil pela logística é a regional com maior dificuldade de acesso pelas equipes de saúde. 44% da população de índios recebeu a primeira dose e 45% a segunda dose.

Em Manoel Urbano a cobertura vacinal da primeira dose atingiu 66% e da segunda 26%. Em Santa Rosa do Purus 50% da população indígena foi vacinada com a primeira dose e 30% com a segunda.

O município em que a cobertura vacinal é mais lenta é Sena Madureira devido a cheia do Rio Iaco. Na região do apenas 22% da população indígena foi imunizada com a primeira dose.

Em todo o distrito, ainda de acordo a DSEI, 640 indígenas foram infectados. Mioto garante que a situação na região está controlada e que o esforço dos profissionais de saúde vai garantir a vacinação total dos índios.

Enquanto o MS não determina como utilizar as doses de vacinas rejeitadas pelos indígenas, cresce a cada dia o número de pessoas que desejam receber o imunizante. Em pesquisa à Folha de São Paulo feita em todo o Brasil, 84% dos brasileiros manifestaram interesse em receber as doses de vacinas.

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