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Em carta a Bolsonaro, Gladson solicita aquisição de mais vacinas

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O avanço da pandemia do novo coronavírus mobilizou 12 governadores de todas as regiões do país a escrever, nesta quinta-feira, 4, uma carta ao presidente da República, Jair Bolsonaro. No documento, que contém a assinatura de Gladson Cameli, o principal apelo dos gestores é a compra imediata de mais vacinas para ampliar a cobertura vacinal da população.

Os governadores sugeriram ao governo federal recorrer a entidades estrangeiras e organismos internacionais para conseguir, de maneira mais rápida, grandes quantidades do imunizante. Sexto país mais populoso do mundo, menos de 4% dos brasileiros estão vacinados.

A carta informa ainda que apesar de todos os investimentos realizados pelos governos estaduais desde o início da pandemia referentes a abertura de milhares novos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) específicos para o tratamento da doença, aquisição de equipamentos e contratação de mais profissionais de saúde, a capacidade de atendimento na rede pública hospitalar está muito próxima do limite.

Diante do crescente do número de pessoas infectadas e óbitos em decorrência da Covid-19, os gestores explicaram que a melhor forma de conter a proliferação do vírus é por meio da vacinação. A carta cita o exemplo exitoso de países que estão bem adiantados na aplicação do imunizantes e também pediu mais empenho da União na negociação e aquisição das doses.

“Por isso, pedimos ao Governo Federal, especialmente por meio dos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, esforço ainda maior para obter, em curto prazo, número consideravelmente superior de doses. Caso seja possível, sugerimos também o requerimento de apoio e intermediação da Organização Mundial da Saúde”, aponta um trecho do documento.

Outro argumento utilizado pelos governadores para acelerar a compra de mais vacinas diz respeito a variantes do coronavírus. No Brasil, uma nova cepa, identificada primeiramente no Amazonas, já está circulando em vários estados. A mutação é altamente contagiosa e mais resistente a anticorpos.

Para Gladson Cameli, o difícil momento que o mundo atravessa pede a união de todos. Defensor da vida e sempre otimista, o gestor acreano agradeceu o apoio recebido pelo governo federal e acredita que o apelo feito pelos governadores ao presidente Jair Bolsonaro será analisado com prioridade.

“Doze governadores se uniram pedindo mais vacinas para proteger a população dos seus estados. Eu confio muito que esse vírus será vencido com todos dando as mãos em prol de um só objetivo, que é salvar vidas. Tenho certeza que o presidente Bolsonaro e sua equipe, que tanto já ajudaram o Acre, nos dará uma resposta positiva o quanto antes para o nosso pedido”, declarou.

Confira, na íntegra, o conteúdo do documento:

CARTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Os Governadores dos Estados abaixo assinados solicitam ao Presidente da República Federativa do Brasil imediata adoção das providências necessárias a fim de viabilizar a obtenção – junto a entidades estrangeiras e organismos internacionais – de novas doses de imunizantes contra a Covid-19, de modo a auxiliar no controle do aumento exponencial dos casos de infecção e do número de óbitos pelo coronavírus, conforme observado nos últimos dias em todo o território nacional.

Os Entes Federados têm envidado todos os seus esforços, mas estão no limite de suas forças e possibilidades. Nos últimos meses, instalaram milhares de novas vagas em Unidades de Terapia Intensiva, contrataram profissionais de saúde de diversas áreas e viabilizaram a compra de equipamentos, além de investirem em medidas como o distanciamento social e a orientação da população por meio de estratégias claras de comunicação. Esse conjunto de ações, ainda que indispensável, demonstra estar próximo do exaurimento. Ninguém discorda de que, nas próximas semanas, talvez meses, a pandemia seguirá ceifando vidas, ameaçando, desafiando e entristecendo todos nós.

Nesse contexto, a vacinação em massa, com a maior brevidade possível, é a alternativa que se afigura como a mais recomendável, e, provavelmente, a única capaz de deter a pandemia, permitindo que o Brasil, seus Estados e Municípios, aos poucos, possa retornar à normalidade, com as devidas medidas sanitárias e econômicas.

Reconhecemos que, neste grave momento, há no mundo uma extraordinária procura por vacinas, junto a diferentes fornecedores. Acompanhamos o anúncio de novas aquisições pelo Ministério da Saúde, mas também percebemos que é preciso agilizar mecanismos de compra, explorar e concretizar todos os meios de aquisição disponíveis, para vacinar, no menor espaço de tempo possível, a maior quantidade de brasileiros. Se não tivermos pressa, o futuro não nos julgará com benevolência.

Por isso, pedimos ao Governo Federal, especialmente por meio dos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, esforço ainda maior para obter, em curto prazo, número consideravelmente superior de doses. Caso seja possível, sugerimos também o requerimento de apoio e intermediação da Organização Mundial da Saúde.

Neste momento, há novas, reais e importantes justificativas para que o Brasil obtenha, com celeridade, novas remessas de imunizantes, a principal delas é a chegada e a rápida disseminação, já no estágio de transmissão comunitária, da nova variante P1, que tem se revelado ainda mais letal, prejudicando os esforços para proteger a vida de nossas cidadãs e cidadãos, bem como de suas famílias.

O mundo acompanha com preocupação o rápido avanço do contágio por essa variante no Brasil, o que torna o bloqueio da disseminação desse tipo de vírus matéria de interesse de diversas nações, inclusive porque outras variantes podem dela advir. O percentual de vacinas aplicado no Brasil, a despeito do empenho de Governadores, Prefeitos e profissionais da saúde em todo o País, ainda é muito baixo e, no ritmo atual, infelizmente, atravessaremos o ano lamentando a irreparável perda de vidas, além da baixa expectativa de imunizar efetivamente todos os grupos prioritário.

Os exemplos cada vez mais bem-sucedidos de países que estão contendo a pandemia por meio da vacinação, combinada com outras práticas de prevenção e higiene, não remete a outro caminho que não seja o esforço político e diplomático de todos – liderado no plano das relações internacionais pelo Governo brasileiro – a fim de garantir, desde logo, novos carregamentos de vacinas.

Esses imunizantes são hoje para o Brasil e para os brasileiros muito mais do que uma alternativa ou medicamento: representam a própria esperança da população e, nesse sentido, nenhum governante pode correr o risco de não esgotar todas as possibilidades ou de procrastinar ações e procedimentos. Cada minuto, cada hora e cada dia são preciosos e decisivos, e constituem a triste diferença entre viver ou morrer.

Por fim, os Governadores que subscrevem este documento estão, como sempre estiveram, à disposição para colaborar para a consecução das medidas propostas, e confiam que o Governo Federal pode acelerar os procedimentos necessários – utilizando a importância geopolítica, histórica e econômica do Brasil – à obtenção de novos aportes de imunizantes para a população brasileira.

Acre

Acre registra mais de 500 casos de Covid nas últimas 24 horas

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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), registrou 503 novos casos de infecção por coronavírus nesta terça-feira, 25 de janeiro. O número de infectados subiu para 95.594 em todo o estado.

Nenhum óbito foi registrado nesta terça-feira, fazendo com que o número oficial de mortes por covid-19 permaneça em 1.857 em todo o estado.

Até o momento, o Acre registra 269.184 notificações de contaminação pela doença, sendo que 173.511 casos foram descartados e 79 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen). Pelo menos 86.745 pessoas já receberam alta médica da doença, sendo que 47 seguiam internadas até o fechamento deste boletim.

Os dados da vacinação contra a covid-19 no Acre podem ser acessados no Painel de Monitoramento da Vacinação, disponível no endereço eletrônico: http://covid19.ac.gov.br/vacina/inicio. As informações são atualizadas na plataforma do Ministério da Saúde (MS), ficando sujeitas a alterações constantes, em razão das informações inseridas a partir de cada município.

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Acre

Após oito meses, Vinci assume operação do Aeroporto de Rio Branco

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A Infraero informa que o Aeroporto Internacional de Rio Branco passa a ser operado pela empresa Vinci Airports a partir desta terça-feira (25). A Vinci comprou o aeroporto em abril de 2021 em um pacote de sete empreendimentos por R$ 420 milhões.

“Com a sensação de dever cumprido, destacamos as importantes melhorias que realizamos recentemente no aeroporto, entre elas, a ampliação das salas de embarque e desembarque, a instalação de novas escadas rolantes, as novas posições de check-in e um novo sistema de climatização”, disse a Infraero.

A Vinci traz poucas informações sobre o empreendimento: “Localizado a cerca de 18 km do centro da capital Rio Branco, o Aeroporto Internacional de Rio Branco é o principal aeródromo do estado do Acre. O equipamento dispõe de pista com 2.158 metros de comprimento e atende à aviação doméstica, internacional, geral e militar, com operação de companhias aéreas regulares e importante movimentação de táxis aéreos”, informa. Vários temas do portal do Aeroporto de Rio Branco estão sem informações.

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Acre

Mais de 50% dos acreanos estão vacinados com duas doses de vacina

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Dados divulgados pelo deputado estadual Jenilson Leite (PSB) nesta terça-feira, 25, apontam que o estado do Acre tem 50,24% da população vacinada com duas doses da vacina contra a Covid-19. Com os gráficos elencados pelo parlamentar, Leite garante que há condições de o estado avançar ainda mais neste sentido.

“Em tese a responsabilidade direta da vacinação é dos municípios, mas em um momento como esse, não podemos deixar isso só na mão das prefeituras. Precisamos criar estratégias para ampliar essa capacidade de imunização. O avanço da vacinação é a estratégia fundamental para evitar um colapso na rede pública de saúde e mortes”, declarou.

Apesar de o número de novos casos de Covid-19 ter aumentado significativamente no Acre, existe diferença entre a primeira, segunda e a atual terceira onda da pandemia, que está no número de internações.

O deputado Jenilson, que também é médico infectologista, afirma com base nos dados que durante um período de oito dias, os números de internações eram, em sua maioria, superiores aos de casos confirmados diariamente.

Em 2020, num comparativo de oito dias, o cenário era parecido, cresceu o número de novos casos, mas também aumentaram as internações. Em 2021, os números de casos cresceram, mas o número de internações é absolutamente baixo.

Já o gráfico de 2022, mostra que mesmo o Acre registrando 1.529 testes positivos em um dia, o maior número de novos casos desde o início da pandemia, apenas 37 pessoas estavam internadas, ou seja, pouco mais de 2% das pessoas que testaram positivo precisaram de tratamento hospitalar.

“São na maioria pessoas que não se vacinaram ou receberam apenas uma dose. Isso é o resultado da vacina em nossa população. Nos dois primeiros picos da pandemia, as internações eram muito mais altas que os novos casos diários, as nossas UTIs estavam lotadas e com pessoas nas filas por um leito”, disse Jenilson.

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Acre

Gonzaga se reúne com DNIT para evitar fechamento da BR-364

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O deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Acre, reuniu-se na manhã desta terça-feira (25) com superintendente regional do DNIT, Thiago Caetano, e o coordenador de engenharia do DNIT, Antônio Carlos, para tratar sobre a recuperação da BR-364 entre Rio Branco a Cruzeiro do Sul e construção da ponte em Rodrigues Alves.

O parlamentar tucano, que defende melhorias nas rodovias do Acre para garantir um transporte de qualidade e escoamento da produção agrícola, procurou o DNIT após o risco da BR-364 fechar entre Sena Madureira e Feijó por conta de erosões na pista.

“Procurei o superintendente do DNIT para debatermos uma saída e evitarmos que a rodovia seja fechada. O DNIT nos garantiu que um novo contrato já está foi licitado e já têm empresas vencedoras para executar as obras de reconstrução da BR-364. Nos pontos de erosões e em outros considerados críticos (entre Sena Madureira e Feijó) o órgão vai usar parte dos R$ 30 milhões já disponíveis para recuperação da estrada”, disse o deputado.

Gonzaga aproveitou a reunião para tratar também sobre a construção da ponte entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul.

“A obra da ponte entre Rodrigues Alves a Cruzeiro do Sul já foi licitada e a previsão de início das obras é em dezembro deste ano”, disse.

Luiz Gonzaga agradeceu ao superintendente do DNIT pelo órgão atender seu pedido e criar um escritório do DNIT em Cruzeiro do Sul para que se possa fiscalizar as obras na região e também a estrada que ligará o Acre ao Peru.

“A instalação do escritório do DNIT em Cruzeiro do Sul será importante para agilizar as obras de recuperação das estradas na região e também o projeto de construção da rodovia que ligará o Acre à Pucallpa. Com a instalação de um núcleo em Cruzeiro do Sul não será mais preciso que engenheiros precisem vir de Rio Branco atender demandas no Juruá”, comemorou o parlamentar.

Por fim, o deputado do PSDB solicitou a instalação de um porto flutuante para auxiliar ribeirinhos do Juruá. O DNIT já deu posição favorável e agora aguarda o governo federal autorizar a obra.

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