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Quase 200 alunos de medicina continuam na linha de frente sem vacina contra a Covid-19

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Estudantes de medicina cobram a aplicação das doses de vacina contra a Covid-19 e alertam que podem tornarem-se vetores de contaminação, em razão de estarem nas unidades de saúde em atendimento direto aos pacientes, sem a imunização assegurada pelo Ministério da Saúde (MS).

Apesar de autorizados pelo Ministério da Saúde (MS), até o momento estudantes do curso de medicina da Universidade Federal do Acre e da Uninorte não foram contemplados com a dose do imunizante.

Segundo informações repassadas ao ac24horas pelos representantes das turmas XVI e XVII da Universidade Federal do Acre (Ufac), são 62 internos/estudantes que estão atuando na linha de combate à pandemia em Rio Branco (AC) e outros 101 pela Uninorte. Destes,  26 estão concluindo o curso no meio deste ano.  No total, são 163 alunos trabalhando na linha de frente.

Muitos deles atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência, Hospital das Clínicas, Maternidade, Policlínica do Tucumã, Unidade de Pronto Atendimento da Sobral, Pronto Socorro e Unidades de Saúde da Família (USFs), sem vacinação garantida.

“A turma XVI está desde 1º de outubro e a XVII está desde o dia 28 de dezembro nas unidades desempenhando papel fundamental no combate à pandemia.  Entendemos a gravidade da situação que acomete não só o Estado do Acre, mas todo o Brasil nesse momento, porém estamos nos campos de prática e além de nos colocarmos em risco, nos tornamos vetores de contágio em razão de não estarmos vacinados”, afirmou uma representante da XVI da Ufac, que não quis se identificar por medo de represálias.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, alunos de medicina da Uninorte reivindicaram a vacinação contra à Covid-19 e relembraram que a descrição do Programa Nacional de Vacinação, inclui a vacinação de todos os acadêmicos de medicina em estágio curricular obrigatório.

“Os estagiários que estão terminando seus cursos estão no PNI, mas foram retirados pelo Estado do Plano de Vacinação. Os internos estão prestando atendimento e ajudando a combater a Covid-19. Retirar esse direito é condenar a todos. Em outros estados, todos já receberam a vacina”, reclamam.

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