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Apesar de vazante, Acre ainda tem mais de 110 mil pessoas alagadas

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A maioria dos rios acreanos que faz com que 10 municípios enfrentem fortes enchentes e o Acre viva uma situação de calamidade pública, apresentam vazante nesta terça-feira, 23. Mesmo assim, a situação continua extremamente preocupante. Números contabilizados pelas secretarias municipais de assistência social e coordenação municipal de defesa civil apontam que 110.766 pessoas ainda estão atingidas pelas cheias. O Corpo de Bombeiros divulgou um panorama da situação nesta manhã nos municípios.

Rio Branco

Na capital acreana, o Rio Acre voltou a apresentar diminuição no volume de água nesta terça, medindo 15,20 metros, estando 1, 20 metros acima da cota de transbordamento. Mesmo assim, a Defesa Civil continua com a estimativa de mais enchente nas próximas horas. Cerca de 2.740 famílias e 13. 700 pessoas foram atingidas. Atualmente, 129 pessoas estão desalojadas e 75 desabrigadas.

Cruzeiro do Sul

O nível do Rio Juruá no início da manhã de hoje é de 14,19 metros. Nas últimas 24 horas, o nível baixou 14 centímetros. Ainda assim, Cruzeiro do Sul enfrenta a maior cheia de sua história, uma vez que a cota de alerta é 11,80 metros e a cota de transbordamento é de 13 metros. Lá, 8.250 famílias foram atingidas, somando um total de 33 mil pessoas alagadas. Na cidade, 3.952 estão desalojadas, enquanto 250 estão desabrigadas.

Tarauacá

O Rio Tarauacá também apresenta sinal de vazante. O nível nesta terça é de 9,30 metros, abaixo da cota de transbordamento. Durante a segunda-feira, chegou a medir 9,80 metros. Na cidade, a cota de alerta é de 8, 50 metros e a de transbordamento fica em 9,50 metros. Cerca de 7 mil famílias foram atingidas, deixando 28 mil pessoas afetadas pela cheia. Até o momento, 38 pessoas estão desalojadas e 77 desabrigadas.

Feijó

O Rio Envira também apresenta vazante em relação às últimas 24 horas. O nível nesta manhã é de 14,47 metros, mas ainda está bem acima da cota de transbordamento, que é de 12 metros. Em Feijó, 1.050 famílias foram afetadas, totalizando 3.200 atingidos. Lá, 47 pessoas estão desalojadas e 90 desabrigadas.

Sena Madureira

A vazante do Rio Iaco em relação à medição das 6 horas da manhã de ontem foi de 15 centímetros. O nível agora é de 18 metros. A cheia em Sena é a segunda maior da história e, neste momento, o rio está com quase 3 metros acima da cota de transbordo, que é de 15, 20 metros. Cerca de 4.344 famílias foram atingidas e 17.376 pessoas afetadas. Ao menos 2.531 pessoas estão desalojadas e 1.465 desabrigadas.

Santa Rosa do Purus

O Rio Purus é um dos poucos rios do Acre que continua com elevação. Na medição de hoje, alcançou 9,15 metros, ultrapassando a cota de transbordamento, que é de 9 metros. No município, 382 foram atingidas e 1.910 afetadas pela cheia. Por enquanto, há 18 desalojados e 55 desabrigados.

Jordão

Também banhado pelo Rio Tarauacá, Jordão não teve medição nesta manhã, mas as informações são de que o rio já permanece abaixo da cota de alerta, que é de 7 metros. Até o último relatório, haviam 770famílias atingidas e um total de 3.080 afetadas pela cheia. Até o momento, a cidade tem 12 desalojados e 11 desabrigados.

Porto Walter

O Rio Juru nesta terça mediu 8,11 metros, também abaixo da cota de alerta, que é de 9 metros. Até agora, 800 famílias foram atingidas e 4.000 afetadas pela cheia. Cerca de 42 pessoas foram desalojadas e 55 desabrigadas.

Mâncio Lima

Banhada pelo Rio Juruá, a cidade não teve leitura do nível do rio na manhã desta terça-feira. Conforme último relatório, haviam 750 famílias atingidas, totalizando em 3 mil pessoas afetadas. Não havia nenhuma pessoa desalojada, mas 100 estavam desabrigadas.

Rodrigues Alves

Banhada pelo Rio Juruá e Paraná dos Moura, a cidade também não teve leitura dos mananciais nesta manhã. Conforme último relatório, 400 haviam sido atingidas, somando 3.500 pessoas. Lá, cerca de 430 pessoas estavam desalojadas.

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Acre

Novo líder do governo, Pedro Longo quer “Refis do IPVA” no Acre

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O novo líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre, deputado Pedro Longo (PV), lamentou com pesar a morte de mais de 1.000 acreanos pela Covid-19 durante a sessão virtual desta terça-feira, 2.

Longo aproveitou ainda e fez a defesa do trabalho do governador Gladson Cameli e criticou a postura do governo federal que não tem ajudado na aquisição do imunizante pelos Estados.

Além da convocação do cadastro de reserva, que ele considera “mais uma palavra cumprida do governador”, Longo destacou a criação da CNH Social como elemento de retomada da economia no Acre após a pandemia.

Ele pediu que fosse estudado a possibilidade de “Refis do IPVA” porque muitos motoristas têm dívidas acumuladas e precisam negociá-las. “Peço providências para parcelamento e campanha de regularização dos débitos dos veículos como forma de retomada econômica”, observou.

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Acre

Lene diz que Gladson pegou Covid-19 por aglomeração com Bolsonaro

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A vereadora Lene Petecão (PSD) usou seu tempo na sessão on-line desta terça-feira (2), para desejar melhoras ao governador Gladson Cameli (Progressistas), que testou positivo para a Covid-19, mas ponderou que a provável causa de Cameli testar positivo teria sido em decorrência das aglomerações feitas com o presidente Jair Bolsonaro, na semana passada em visita ao Acre.

A vereadora aproveitou para pedir mais responsabilidade social de toda população acreana em meio ao crescimento de novos casos da Covid-19.

“A consequência da Covid-19 do governador, do qual desejo melhoras e uma rápida recuperação, foi resultado de uma aglomeração com o presidente, que acredita que não há contágio e que as pessoas não se contaminam com aperto de mão e sem o uso das máscaras. Acho que a gente tem que ter cuidados necessários”, afirmou.

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Acre

“A ideia é evitar uma carnificina”, diz Frank sobre consórcio de vacinas

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Secretário informou que todos os municípios que estão no consórcio da vacina vão pagar o mesmo preço pelo imunizante

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (2), o secretário municipal de saúde Frank Lima, falou acerca da adesão ao consórcio para compra de vacinas contra a Covid-19, que já recebeu mais de 100 adesões de cidade.

O anúncio veio um dia depois do primeiro dia para manifestação de interesse por parte dos prefeitos. Nas redes sociais, vereadores da capital acreana criticaram a proximidade do encerramento do prazo para que os municípios possam aderir ao consórcio, que é nesta sexta-feira (5), sem que o município tenha se manifestado.

Com isso, os municípios terão 15 dias para aprovar um projeto de lei nas Câmaras Municipais que autorizam a adesão ao consórcio público. Não há nenhum custo ao município para a adesão ao consórcio e só após a constituição legal, com a criação de um CNPJ e a escolha de diretoria, o consórcio estaria apto a fazer a compra de vacinas.

“Iremos enviar esse pedido à Câmara de Vereadores para entrar nesse consórcio de vacina. Como é algo novo, todas as possibilidades que a gente tem no gasto de recursos públicos é necessário ter autorização da Câmara de Rio Branco. A ideia é que fazendo um consórcio a gente não ia pra carnificina de quem tem mais compra mais barato e que tem menos vai pro final da fila. Quando se faz o consórcio, todos terão direitos iguais, como o Ministério da Saúde faz hoje com uma distribuição quantitativa aos Estados. O preço no consórcio será igual para todos”, afirmou.

O movimento é liderado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e a previsão é que a associação seja constituída, legalmente, até 22 de março para, depois disso, possa atuar na aquisição de imunizantes.

Em outro trecho, o secretário comemorou os números dos três dias de vacinação em Rio Branco, ao total de 5.800 doses aplicadas. “É um público aberto e não é demérito nenhum adequar o Plano Nacional de Imunização (PNI) já que as doses são do Ministério da Saúde”, ressaltou.

Em outro ponto, Frank Lima afirmou que ocorrerá nas próximas semanas processo seletivo para contratar profissionais para reforçar as equipes de vacinação. Segundo o gestor, a ideia é abrir mais pontos de drive-thru na Ufac, Uninorte e Sest Senat assim que tiver doses suficientes para imunização em massa na capital.

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Acre

Defesa Civil Nacional já repassou mais de R$ 12,3 milhões para o Acre

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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) autorizou a liberação de mais R$ 4,18 milhões para atender cidades do Acre atingidas pelas cheias. O montante apoiará Rio Branco, Santa Rosa do Purus e Tarauacá.

O total repassado para localidades acreanas que sofrem com a elevação dos níveis dos rios da região chega a R$ 12,34 milhões. Na última sexta-feira (26), outros R$ 8,16 milhões já haviam sido liberados para o governo estadual e para as cidades de Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Feijó e Mâncio Lima.

A capital acreana contará com a maior fatia do repasse: R$ 2,6 milhões. Por sua vez, Tarauacá terá acesso a R$ 1,2 milhão, enquanto Santa Rosa do Purus receberá R$ 384,9 mil. Os recursos serão utilizados para a aquisição de cestas básicas, kits de limpeza e higiene pessoal, água potável, colchões, locação de barcos e de combustíveis.

Os planos de trabalho de Porto Walter e Rodrigues Alves ainda estão em análise pela equipe da Defesa Civil Nacional e os recursos devem ser repassados nos próximos dias. Novas solicitações – tanto de outros municípios quanto dos já beneficiados – podem ser enviadas ao MDR para serem analisadas e terão os recursos liberados de acordo com os planos de trabalho apresentados ao órgão federal.

O montante liberado é parte dos R$ 450 milhões disponibilizados para o Ministério do Desenvolvimento Regional apoiar estados e municípios de todo o País no enfrentamento a desastres naturais. O crédito extraordinário foi autorizado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, na última segunda-feira (22) por meio de Medida Provisória.

No fim de fevereiro, o MDR reconheceu o estado de calamidade pública em dez municípios do Acre atingidos por inundações: Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves.

A medida foi tomada por procedimento sumário, que ocorre em casos de desastres de grandes proporções e com base apenas no requerimento e no decreto de emergência ou de calamidade do estado ou município. O objetivo é acelerar as ações federais de resposta a desastres públicos, notórios e de alta intensidade.

A Defesa Civil Nacional está apoiando o estado do Acre desde o início da última semana, com a coordenação do monitoramento realizado pelas agências federais responsáveis. O MDR auxiliou os municípios nas ações de resposta, elaboração dos planos de trabalho para solicitação de recursos e atendimento à população afetada. (MDR)

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