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Solidariedade que faz diferença na vida de famílias que perderam tudo na enchente

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As últimas semanas não têm sido fáceis para boa parte da população de Rio Branco. As fortes chuvas elevaram os níveis de vários igarapés que cortam a cidade, que por sua vez transbordaram e causaram prejuízos e transtornos para milhares de moradores da capital acreana.

Muita gente, principalmente dos bairros mais humildes perdeu tudo que tinha. Móveis, eletrodomésticos, colchão e roupas, foi tudo atingido pelas águas.

Passados vários dias, ainda existem famílias que não conseguiram voltar para casa. Quem conseguiu, encontrou um rastro de destruição pela frente e se deparou com a falta do que vestir e do que comer.

O poder público tem dificuldade de atender a todos. Atingidos de vários bairros realizaram protestos e fecharam ruas denunciando a falta de assistência.

Aí é que entram os anônimos que costumam fazer a diferença neste momento. São igrejas, entidades sem fins lucrativos e pessoas que só possuem o único interesse de amenizar a dor de quem está passando por um momento de dificuldade.

Nos últimos dias, esse tipo de ação tem feito a diferença na vida de centenas de pessoas. Um dos locais é o bairro Hélio Melo, conhecido como Sapolândia. O estrago no bairro foi grande e muitos moradores, que já vivem em uma situação difícil, perderam tudo.

As ações partem de igrejas e pessoas que se organizam em grupo. A igreja Comunidade Batista Vida, por exemplo, doou nos últimos dias cerca de 300 sacolões com alimentos, 70 kits com produtos de higiene e de limpeza, colchões e roupas. Um alívio para quem viu a água levar o pouco que tinha.

“A gente sente medo quando chove com medo que aconteça de novo. Só podemos agradecer essas pessoas. Tinha gente passando fome aqui no bairro”, conta Lu Lima, moradora da Sapolândia.

Neste último final de semana foi a vez dos aprovados no cadastro de reserva do concurso da Polícia Militar se unir em solidariedade e ir ao bairro entregar 50 sacolões e 120 fardos de água mineral. “Neste momento de adversidade a gente viu a oportunidade de ser relevante na vida da comunidade. Com uma campanha nas redes sociais, conseguimos arrecadar doações e fizemos parcerias com a Defensoria Pública e empresários e conseguimos ajudar 90 famílias na Sapolândia e outras 300 famílias em outras comunidades”, diz o pastor Marquinhos Maciel.

Além das cheias dos igarapés, provocadas pelas chuvas fortes, Rio Branco também começa a sofrer com a cheia do Rio Acre, onde famílias já começam a ser desabrigadas pela enchente que já atinge 10 bairros na capital acreana.

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