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Passagens de ida e volta Rio Branco/Cruzeiro do Sul por R$ 494 para viagem ainda este mês

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Os outros destaques são as passagens de ida e volta de Rio Branco para Brasília por R$ 846,80.

A Gol voltou a lançar promoção para dois destinos nos voos saindo de Rio Branco para quem precisa viajar ainda no mês de fevereiro. Da capital do estado para Cruzeiro do Sul, em voo direto, a nossa equipe encontrou passagens de ida e volta por R$ 494,68. (Veja detalhes na imagem abaixo). De Cruzeiro do Sul para Rio Branco também há opções de passagens aéreas pelo mesmo valor.

A Gol está oferecendo aos sábados desde o início de fevereiro voo direto de Rio Branco para Manaus. Quem for viajar ainda este mês entre as duas capitais encontra passagens de ida e volta por R$ 823,18. Os outros destaques são as passagens de ida e volta de Rio Branco para Brasília por R$ 846,80. Quem está nestas cidades também poderá viajar para o Acre pagando os mesmos valores.

Voos de ida e volta saindo de Porto Velho por R$ 436

Nos voos da Azul sem escalas de Porto Velho para Manaus há opções de compra neste final de semana de passagens de e volta por R$ 436,04. Além de ser uma promoção com todas as taxas somadas, a viagem por esse valor é para o mês de fevereiro. Para São Paulo a viagem de avião vai custar R$ 735,28 e para Curitiba os valores são a partir de R$ 772,89. Todas as passagens do Acre e de Rondônia estão com as taxas incluídas.

Passagens aéreas de ida e volta com taxas incluídas nos voos saindo de RIO BRANCO

Partindo de Rio Branco (valores de ida e volta)

Garanta aqui as passagens para Manaus a partir de R$ 823

Garanta aqui as passagens para Cruzeiro do Sul a partir de R$ 494

Garanta aqui as passagens para Brasília a partir de R$ 846

Garanta aqui as passagens para São Paulo a partir de R$ 1101

Garanta aqui as passagens para Salvador a partir de R$ 1134

Garanta aqui as passagens para Curitiba a partir de R$ 1168

Garanta aqui as passagens para Porto Alegre a partir de R$ 1361

Garanta aqui as passagens para Rio de Janeiro a partir de R$ 1129

Passagens aéreas de ida e volta com taxas incluídas nos voos saindo de PORTO VELHO para fevereiro de março

Partindo de Porto Velho (valores de ida e volta)

Garanta aqui as passagens para Manaus a partir de R$ 436

Garanta aqui as passagens para Cuiabá a partir de R$ 944

Garanta aqui as passagens para Brasília a partir de R$ 928

Garanta aqui as passagens para São Paulo a partir de R$ 735

Garanta aqui as passagens para Curitiba a partir de R$ 772

Garanta aqui as passagens para Porto Alegre a partir de R$ 949

Garanta aqui as passagens para Belo Horizonte a partir de R$ 833

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Destaque 3

Descumprir a Lei Geral de Proteção de Dados pode gerar punições a partir deste domingo

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A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece regras sobre os uso dos dados pessoais dos brasileiros, está em vigor desde setembro de 2020. Mas só a partir deste domingo (1º) a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) poderá aplicar sanções a quem descumprir.

O prazo quase um ano foi determinado pelo Congresso para dar tempo de as empresas se adequarem à lei e para que a ANPD, órgão ligado à Presidência da República e formado em outubro de 2020, pudesse regulamentar algumas regras.

Apesar do fim desse período, especialistas ouvidos pelo G1 dizem que o órgão deve ter uma atuação “educativa” neste início. Por isso, as primeiras ações da ANPD contra denúncias sobre o uso irregular de dados devem ser de advertir as empresas – o tipo mais brando de sanção.

Uma resolução do órgão indicou que as penalidades serão aplicadas de forma “escalável”, subindo de degrau em degrau, levando em consideração a gravidade do casos.

As multas ainda devem demorar para ocorrer porque não foi publicado o documento que estabelece como elas serão calculadas.
Hoje, dados pessoais são requeridos em diversas atividades do dia a dia. Qualquer empresa ou entidade que realiza cadastros com nome ou um documento de um cidadão, seja ele feito pela internet ou não, precisa seguir a LGPD, até mesmo órgãos ligados ao governo – que não podem ser multados, mas estão sujeitos a outras sanções. Veja ao fim da reportagem como denunciar.

Quais são as punições?

Caso haja descumprimento das regras, a ANPD pode abrir um processo administrativo, que pode culminar em uma penalização:

advertência;

publicidade da infração, que funciona como uma maneira de alertar a sociedade de que determinada empresa desrespeitou as regras;

multa simples, de até 2% do faturamento da empresa e que pode chegar a, no máximo, R$ 50 milhões por infração;

multa diária;

bloqueio dos dados pessoais referentes a infração;

eliminação dos dados pessoais referentes a infração;

suspensão do exercício da atividade de tratamento dos dados pessoais referentes a infração pelo período máximo de 6 meses, que pode ser estendido por outros 6 meses;

proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados.

As empresas poderão se defender caso sejam processadas.

Se forem multadas, o valor não será pago para as pessoas que tiveram seus dados gerenciados de forma incorreta. Ele será destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), que financia projetos que tenham como objetivo reparação de danos ao consumidor, meio ambiente, patrimônio e outros.

Além disso, a multa não é a penalidade mais severa. O advogado e professor no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), Danilo Doneda, apontou ao G1 que uma sanção que obrigue uma empresa a interromper o uso de determinados dados pode ser mais efetiva do que a punição em dinheiro, já que irá interromper potenciais abusos no uso dessas informações.

Primeiro passo deve ser advertência

A ANPD irá seguir algumas diretrizes para aplicar sanções. Essas normas foram submetidas à consulta pública, mas ainda não foram publicadas.

A diretiva indica que as penalidades devem ser dadas em forma de pirâmide, como explica João Victor Archegas, pesquisador de direito e tecnologia do ITS-Rio (Instituto de Tecnologia e Sociedade).

“Vai começar com advertência e, a depender da extensão do dano, a depender também do tamanho do controlador [a empresa ou órgão que gerencia os dados] envolvido naquela violação, você começa a subir”, afirmou.

O professor Danilo Doneda ressaltou que ainda faltam alguns passos até que as primeiras multas apareçam.

“A própria lei fala que, antes aplicar multa, a ANPD vai ter que publicar um documento dizendo como que será feito o cálculo das sanções em dinheiro. Enquanto isso não for feito, é bem pouco provável que [a autoridade] aplique multa, porque depois é fácil contestar”, disse Doneda.

Em nota ao G1, a ANPD disse que a metodologia para o cálculo ainda será submetida à consulta pública e que não há um prazo para isso ocorrer.

Apesar disso, Doneda indicou ainda que, a partir de agora, o período de adaptação das empresas acabou e que qualquer infração à LGPD poderá gerar processos administrativos a partir da autoridade.

Archegas, do ITS-Rio, apontou que a ANPD não existe somente para aplicar sanções, mas tem o papel de educar a população sobre a importância da proteção de dados no dia a dia, publicar orientações de boas práticas de segurança e garantir que a proteção de dados continue se fortalecendo no país.

A ANPD está pronta?

A estrutura da ANPD foi publicada pelo presidente Jair Bolsonaro em agosto de 2020, e estabeleceu 36 cargos para o órgão.

Ao G1, a assessoria de imprensa da autoridade indicou que os responsáveis por monitorar o cumprimento da lei, receber denúncias e aplicar as sanções fazem parte da Coordenação-Geral de Fiscalização, setor com 3 cargos previstos no decreto, que já estão preenchidos.

O pesquisador João Victor Archegas indicou que a autoridade avançou em sua estrutura interna e está em contato com a sociedade, pesquisadores e tem publicado suas resoluções pra consulta pública.

“A tendência é que partir de 1º de agosto a ANPD tenha fôlego pra fazer valer todos os dispositivos da lei. É óbvio que, como qualquer outro órgão público, isso vai ser muito gradual e vai depender também da demanda”, disse.

Para o professor Danilo Doneda, o órgão, com 36 servidores, ainda é muito pequeno se comparado com autoridades equivalentes de outros países, embora faça uma ressalva.

“Essas comparações são sempre difíceis de fazer. Cada país tem suas diferenças, cada lei também. Mesmo dando todos os descontos, é difícil imaginar que ANPD tenha gente suficiente para dar conta de um volume um pouco maior de reclamações. A gente pode falar isso com segurança, que tamanho ainda é uma coisa que preocupa”, afirmou.

A ANPD é um órgão ligado à Presidência da República e ainda não tem orçamento próprio – esse, inclusive, é um dos objetivos listados na agenda da autoridade. Por isso, não há autonomia para adicionar novos servidores.

Posso fazer denúncias?

Sim, a ANPD recebe denúncias sobre o uso indevido de dados, mas existem dois sistemas separados para o envio dessas reclamações:

Na página inicial da ANPD, há um link de “Denúncia” que leva ao sistema Fala.BR. Nele, o cidadão indica que quer enviar uma manifestação para a Autoridade Nacional de Proteção de Dados e descreve o problema;

Há ainda uma página dedicada para “Reclamações” que indica a utilização do sistema de Peticionamento Eletrônico, que permite o envio de documentos de forma digital.

As denúncias podem ser feitas caso o cidadão acredite que seus dados estejam sendo utilizados indevidamente.

Mas há uma regra: é preciso tentar um contato direto com o controlador dos dados, ou seja, a empresa que está armazenando ou utilizando suas informações. É preciso comprovar a tentativa de contato ao fazer uso do sistema de Peticionamento Eletrônico, incluindo capturas de tela de e-mails não respondidos, por exemplo.

“Se não conseguir resolver, aí envia uma reclamação diretamente pra ANPD, que pode entrar em ação”, disse João Victor Archegas.

Em casos de vazamentos de dados, a ANPD recomenda ainda que seja registrado um boletim de ocorrência.

Somente a ANPD pode atuar em questões de proteção de dados?

Não. O professor Danilo Doneda explica que existem temas que são somados à proteção de dados, como é o caso do direito do consumidor.

A ANPD não destina valores de multas para as pessoas. Se um cidadão se sentir prejudicado e quiser buscar uma indenização, ele poderá procurar órgãos de defesa do consumidor ou a justiça para a reparação de danos.

Nesses casos, só há direito à indenização caso fique comprovado algum prejuízo sofrido.

É por isso que as multas previstas na LGPD só poderão ser aplicadas agora, mas a Justiça já condenou empresas tendo a lei como referência para as suas decisões.

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Acre será o primeiro do Norte a implantar Centro Integrado de Comando e Controle de Fronteira

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Ciente de que o controle de fronteira e o combate ao crime organizado se faz com inteligência, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), decidiu implantar o primeiro Centro Integrado de Comando e Controle de Fronteira (CICCF), da região Norte, no município de Cruzeiro do Sul. As obras já estão em processo de andamento e a previsão é de que as instalações sejam entregues ainda este ano.

O Centro Integrado de Operações de Fronteira de Foz do Iguaçu é o único existente no país – Foto: Cedida

Buscando conhecimento e a troca de informações para melhor aproveitamento da unidade, o diretor de operações da pasta, Ulysses Araújo, esteve conhecendo as instalações e a funcionalidade do único Centro Integrado de Operações de Fronteira existente em todo o país, localizado no município de Foz do Iguaçu (PR). A visita aconteceu durante dois dias e terminou nesta sexta-feira, 30.

O diretor foi recebido pelo delegado de Polícia Federal e coordenador do Centro, Emerson Rodrigues, e pelo coordenador-geral de Fronteiras da Seop, Paulo Sanson e o policial Rodoviário Federal, Vitor Chamoro.

Ulysses Araújo esteve conhecendo as instalações do centro em Foz do Iguaçu (PR) – Foto: Cedida

“A visita cumpriu seu objetivo e considero como proveitosa, uma vez que com parceria e troca de experiências, podemos obter conhecimento e adaptar as ideias às peculiaridades da nossa região. No Acre, já temos equipes especializada no combate aos crimes de fronteira, o que vem reduzindo significativamente os índices de violência no estado e com a criação deste centro, com certeza obteremos melhores resultados”, disse o diretor de Operações, Ulysses Araújo.

O novo Centro Integrado de Operações de Fronteira (CIOF), será composto por instituições de Defesa e Segurança Pública federais e estaduais e contará com um canal de comunicação para atendimento exclusivo dos agentes públicos que operam nas regiões de fronteira, apoiando os policiais por meio de consultas ao banco de dados de pessoas e veículos e repassando informações recebidas pelo setor de inteligência.

Paulo Cézar Rocha dos Santos, secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública – Foto: Cedida.

Com profissionais treinados e capacitados, a unidade será aliada do sistema de segurança pública na resolução de crimes, combate e enfrentamento ao tráfico de drogas, de pessoas, contrabando e imigração ilegal. Além disso, ele servirá como plano de contingência, caso aconteça, por motivos extraordinários, a suspensão dos serviços de emergência prestados pelo Centro de Comando e Controle da Capital (CICC).

“A implantação deste centro, acompanha a estratégia de governo no sentido de priorizar o combate aos crimes transfronteiriços, como forma de reduzir os índices de mortes violentas e crimes contra o patrimônio. Além disso, nos dará a garantia de manter os serviços de emergência funcionando em caso de acontecimento fatídico, não correndo riscos de deixar a população desassistida”, explicou Paulo Cézar Rocha dos Santos, secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública.

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Governo e Protege não chegam a acordo em audiência e 180 vigilantes devem ser demitidos

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Foi realizada nesta sexta-feira, 30, uma audiência de conciliação entre membros do governo do Estado e representantes da empresa Protege, porém, sem acordo de ambas as partes. A informação foi confirmada ao ac24horas pelo presidente do sindicato dos vigilantes, Nonato Santos.

De acordo com Nonato, na reunião a empresa exigiu que o governo repassasse o pagamento de toda a dívida estimada em R$ 5,8 milhões, todavia, membros da equipe governamental não apresentaram propostas que contemplassem os danos do atraso de repasse à Protege. O resultado da audiência é catastrófico tendo em vista que a Protege solicitou quebra de contrato com a Secretária de Saúde do Acre (Sesacre).

Em virtude da falta de acordo e o fim do período de aviso, estipulado em lei, os trabalhadores foram chamados a realizarem o exame demissonal. “O pessoal está fazendo ajustes na empresa para semana que vem acabar o aviso. Alguns acabam hoje, outros só segunda e terça da outra semana. Na última reunião, em Cruzeiro do Sul, uma equipe se reuniu na casa do governador e nada foi resolvido”, declarou Santos.

Os vigilantes da empresa Protege S/A foram pegos de surpresa no dia 10 de julho, ao serem comunicados da demissão, em razão de débito de R$ 5 milhões da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) com a empresa.

A Protege quebrou o contrato com a Sesacre após entrar na Justiça alegando que a pasta não paga pelos serviços da empresa. De lá pra cá foi feito uma série de protestos em busca de um acordo entre ambas as partes, o governo chegou a informar que iria realizar parte do pagamento, algo que não ocorreu.

O que diz o governo

Em relação ao exposto pelo sindicato dos vigilantes, a secretária adjunta de administração da Sesacre, Muana Araújo, explicou que a empresa Protege possuía débitos em atraso, desde novembro de 2020. Em razão disso, entrou com ação judicial cujo pedido de tutela de urgência foi deferido, autorizando a suspensão dos respectivos serviços.

Os serviços foram suspensos no último dia 9 de julho. Araújo frisou que desde o dia da suspensão, até hoje, foi pago a maior parte dos débitos. Segundo ela, nesta sexta-feira houve audiência de conciliação, sendo comprovado os valores pagos e apresentada data para quitação total dos débitos, qual seja: até o final da segunda quinzena de agosto. “A empresa não aceitou e pediu a rescisão do contrato. O Estado tem 3 (três) dias para se manifestar, apresentando o comprovante da regularização total dos débitos ou nova data para quitação”, argumentou.

A secretária, juntamente com a diretoria administrativa, se comprometeu em pagar o quantitativo, de quase R$ 2,9 milhões, porém, não houve interesse por parte de membros da empresa. “Em todas as tratativas, a Sesacre manifestou interesse na manutenção do contrato e finalização breve do restante do débito. Mesmo assim, não vê interesse da empresa em continuar prestando o serviço”, concluiu.

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Com rejeição, Bolsonaro perderia para Lula, Mandetta, Ciro, Haddad e Doria no 2º turno

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A gestão da pandemia e as suspeitas de corrupção na compra de vacinas contra a covid-19 mantêm o desgaste do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mostra pesquisa da Atlas Político, realizada desde segunda, 26, e finalizada nesta quinta, 29. Se as eleições fossem hoje, o presidente perderia para seus principais adversários no segundo turno, incluindo o governador João Doria (PSDB-SP), empatado tecnicamente com Bolsonaro, mas com viés de vantagem. Doria venceria com um resultado de 40,6% a 38,1% do presidente. Como a pesquisa tem 2 pontos porcentuais de margem de erro para cima ou para baixo, eles ainda estão empatados, mas é a primeira vez que o governador paulista aparece no páreo para se eleger. Em maio, Doria ficava 6,1% atrás de Bolsonaro na simulação de segundo turno.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou a vantagem sobre Bolsonaro em comparação à pesquisa anterior e venceria por 49,2% contra 38,1%, num eventual segundo turno, num cenário com 12,8% de votos nulos ou brancos. Em maio, a vantagem de Lula era de 4,7% sobre o presidente. “A tendência é de fortalecimento de Lula”, diz o cientista político Andrei Roman, CEO do Atlas. “Desde o início do ano, Lula vem numa trajetória constante de crescimento”, completa.

Também Ciro Gomes (43,1% a 37,7%), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (42,9% a 37,5%), e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (41,9% a 38,4%) ampliaram sua preferência, e poderiam frustrar o sonho da reeleição do presidente em 2022.

O levantamento confirma o momento de baixa de Bolsonaro, enquanto ele intensifica a campanha contra o sistema eleitoral eletrônico, mesmo sem ter provas para sustentar o que afirma, como mostrou sua live nesta quinta. Segundo a Atlas Político, a rejeição ao presidente subiu e chegou a 62% neste final de julho, contra 36% de aprovação. Trata-se de uma alta de cinco pontos porcentuais em relação a maio, quando a CPI da Pandemia começou. A Comissão Parlamentar apontou irregularidades em contratos de compra de vacinas, como a indiana Covaxin, e suspeitas de pedidos de propina em outras negociações que atingem inclusive militares que ocupavam cargo no Ministério da Saúde.

Roman lembra que o noticiário tem sido negativo para Bolsonaro desde o início do ano, com a pandemia, que teve seu ápice em março e abril, até que a vacinação pegasse velocidade. “Há, ainda, os problemas da vida cotidiana. O impacto econômico da pandemia, com os brasileiros desempregados, a renda menor. E milhares de brasileiros que perderam alguém querido para pandemia”, explica Roman.

As ameaças à democracia, quando sugeriu, no início deste mês, que as eleições poderiam não se realizar , não são fatores captados pelo eleitor ouvido na pesquisa. “Pode ser que isso gere uma polarização maior na sociedade, que neste momento se consolide uma maioria contra Bolsonaro, mas também é algo que mobiliza a sua base”, observa Roman. “Não há derretimento de sua imagem por causa da retórica contra as instituições, nem com a insistência na fraude em eleição, uma tese aventada desde as eleições de 2018”, completa.

Mas seus adversários também se fortalecem. O ex-presidente Lula, por exemplo, que já teve 60% de rejeição em maio do ano passado, hoje tem 54%. Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à presidência, também já teve 60% de rejeição em novembro do ano passado e hoje tem 50%. Ciro, porém, ainda avança lentamente no ranking de preferência dos eleitores. Alcança 6,2% da preferência numa simulação de primeiro turno com Lula, Bolsonaro, Mandetta, os apresentadores Danilo Gentile e Luiz Datena, além do governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB). Em maio, Ciro tinha 5,7% das preferências.

Rejeição no Nordeste e no Sul

Na divisão dos eleitores por religião, o presidente tem uma aprovação de 52% dos entrevistados evangélicos, contra 45% que desaprovam o seu desempenho. Entre os católicos, a rejeição vai a 69% contra 29% que o aprovam. Já na divisão por renda, Bolsonaro tem rejeição maior que 50% em todas as faixas. Seu melhor desempenho está entre os eleitores que ganham entre 3000 e 10.000 reais (43% dos entrevistados aprovam sua gestão) e 2.000 e 3.000 reais (42%). Sua maior rejeição vem entre os que ganham até 2.000 reais (69%), e os que ganham acima de 10.000 reais (também 69%, como mostra o quadro abaixo). Os eleitores do Nordeste e Sul do Brasil são os mais refratários ao presidente: 73% e 65%, respectivamente.

O cientista político lembra que apesar do momento de baixa, a rejeição ao presidente não é irreversível. “Quem não votou nele continua rejeitando, mas quem votou, não”, diz Roman. A pesquisa mostra que 70% dos eleitores que votaram nele em 2018 continuam aprovando seu Governo. “Bolsonaro se elegeu com 57,7 milhões de votos. Mesmo com a perda de apoio de parte desses eleitores, ele continua forte”, explica.

Os ‘nem nem’ e Eduardo Leite

Segundo Roman, há 23% do eleitorado que não quer votar nem em Lula nem em Bolsonaro. É nesse espaço que seus adversários tentam construir uma terceira alternativa para o eleitor, por ora, sem sucesso. Na simulação com todos os potenciais candidatos, nenhum alcança dois dígitos nas preferências, até o momento. Não é uma tarefa fácil, explica o CEO da Atlas Político, pois seria necessário um nome que tirasse votos de ambos que têm um eleitorado já consolidado. Juntos, eles somam mais de 70% do eleitorado.“Esse é um espaço que não foi criado, e o potencial candidato precisa mostrar que as suas propostas são melhores que as de Lula e Bolsonaro”, avalia.

Roman vê no governador Eduardo Leite um potencial de crescimento capaz de criar essa alternativa. Seu nome foi testado na pesquisa da Atlas Político em maio, quando alcançou 1,1% das preferências. No início deste mês, Leite ficou no centro das atenções do país após uma entrevista ao jornalista Pedro Bial em que assumiu publicamente sua homossexualidade. Falou também da sua intenção de concorrer as prévias tucanas para ser candidato à presidência, distiaciando-se dos dois líderes nas pesquisas. Depois da exposição, foi entrevistado por jornais de todo o Brasil e seu nome ganhou mais força.

Na pesquisa desta sexta, ele aparece com 3,1% das preferências, logo atrás do governador João Doria, que tem 3,5%. “Ele é o fator novidade. Se ultrapassar o Doria, fica numa posição bem interessante para avançar, com chances do segundo turno”, opina Roman. “Aí, todo o jogo político seria reinventado”, completa.

Leite tem a vantagem de ser desconhecido (43% dos entrevistados não sabiam quem é ele) e portanto com rejeição menor que os outros nomes no páreo: 37% contra 62% de rejeição a Bolsonaro e 54% de Lula. Já o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, que está menos exposto ao público nos últimos meses, tem uma rejeição similar à de Lula e numa simulação de segundo turno seria derrotado por Bolsonaro. A um ano e três meses da próxima eleição, ainda é cedo para cravar qualquer resultado, especialmente num cenário em que se desenham cascas de banana com a campanha do presidente contra a urna eletrônica. A pesquisa da Atlas Político foi feita a partir entrevistas online com 2.884 pessoas levando em conta região, faixa etária, gênero e faixa de renda. As respostas são calibradas por um algoritmo de acordo com o perfil do eleitorado.

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