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Sindicato denuncia que faltam itens básicos para combate da Covid-19 em delegacias do Acre

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Após uma série de visitas a várias delegacias do Acre, o Sindicato dos Policiais Civis do Estado (SINPOL-ACRE) denuncia que as delegacias acreanas estão se tornando verdadeiros pontos de transmissão e contágio da Covid-19. A entidade afirma que os policiais civis sofrem por falta de condições mínimas de prevenção, como é o caso de ausência de medidores de temperatura, máscaras descartáveis e álcool higienizador de mãos.

O sindicato afirma que os Policiais Civis do Acre mesmo diante de condições desfavoráveis não fecharam as portas das delegacias e durante o ano de pandemia várias operações foram deflagradas com grandes resultados positivos para população e prejuízos para o crime organizado.

Em um ofício enviado ao delegado geral da Polícia Civil no Acre, Josemar Portes, nesta quarta-feira, 10, o Sinpol lembra que no cotidiano os policiais civis lidam com o público em geral, com oitivas cartorárias, intimações, confecção de boletins de ocorrências, cumprimento de mandados de prisão, condução de pessoas detidas ou presas, realização de perícias em vivos, mortos e objetos, exames em locais de crime e todas as atividades inerentes às funções de polícia judiciária. Fica evidente que tais trabalhadores se enquadram diretamente no grupo de risco de contágio desta moléstia que assola o Acre, o Brasil e o Mundo.

No documento, o sindicato pede que os trabalhos de atendimento presencial nas unidades policiais sejam suspensos até que o Estado forneça o material indicado por especialistas para a prevenção da contaminação pela COVID-19; Que seja disponibilizado máscaras, luvas, álcool em gel (70%) e medidores de temperatura para todas as unidades da Policia Civil em quantidade suficiente para todo o nosso efetivo que se encontra no exercício do cargo, sem a necessidade dos próprios policiais arcarem com essas despesas; Que os policias que se enquadram no grupo de risco, ou seja, servidores com mais de 60 anos, diabéticos, hipertensos, com insuficiência renal crônica, doenças respiratórias crônicas, doenças cardiovasculares, doenças autoimunes, gestantes e lactantes, sejam liberadas para cumprimento de jornada de trabalho em sistema “home office”; Que todas as delegacias sejam desinfectadas, principalmente as localizadas no interior do Estado, onde muitas não oferecem as mínimas condições de segurança aos servidores e à população na prevenção à contaminação pelo novo Corona Vírus (COVID-19); Suspensão de procedimentos não urgentes, tais como oitivas, conduções coercitivas, registros de ocorrência que não sejam imprescindíveis para os casos de flagrantese que aconteça uma testagem em massa de todos os policiais civis do Estado do Acre, tendo em vista que alguns podem apresentar sintomas e não saberem que estão infectados e outros que até mesmo infectados não desenvolveram sintomas, mas que apesar disso, continuam sendo transmissores do referido vírus.

“Verificamos a falta de máscaras faciais, álcool em gel e medidor de temperatura, que são materiais básicos para garantir que os policiais civis continuem fazendo de maneira segura o atendimento à população. Não resolver essa situação é colocar em risco a saúde dos policiais e da população que busca atendimento nas delegacias”, afirma Alexandre Oliveira, presidente do sindicato.

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