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Neri tenta aportar R$ 2,4 milhões a empresas do transporte coletivo sem enviar PL à Câmara

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A superintendente da RBTrans, Sawana Carvalho, foi à Câmara de Rio Branco nesta terça-feira, 08, pedir aos vereadores de Rio Branco que aprovem o Projeto de Lei (PL) que destina R$ 2,4 milhões para as empresas do transporte coletivo, em razão dos efeitos causados pela Covid-19.

O fato curioso é que a prefeitura de Rio Branco não enviou o Projeto de Lei (PL), o que motivou críticas dos vereadores. Após acusações dos colegas, o presidente da Câmara, Antônio Morais (PSB), encerrou a participação da Sawana e remarcou uma nova audiência, sem data prevista, assim que o Projeto de Lei (PL) der entrada na casa.

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Antes, na Tribuna Popular, Sawana explicou que os R$ 2,4 milhões serão remanejados da cota do subsídio dos estudantes de R$ 1 real que custa R$ 6 milhões ao ano, já que nesse ano não houve aulas devido à pandemia da Covid-19.

“Esse acordo foi apresentado e foi firmado no poder judiciário com anuência do MP e TCE e a prefeitura irá aportar R$ 2,4 milhões para o pagamento da folha dos trabalhadores do sistema de transporte coletivo”, destacou Sawana.

Reticente, o vereador Emerson Jarude (MDB) criticou a falta de transparência da Prefeitura e da prefeita Socorro Neri (PSB) por pedir um aporte desse tamanho sem sequer mandar o Projeto de Lei (PL) à Câmara de Rio Branco.

“A prefeita quer encerrar o mandato dando um presente de R$ 2 milhões. Os números apresentados são muito frágeis. Não é justo que a população pague essa conta. Esse PL sequer foi protocolado nesta casa”, destacou Jarude.

O vereador Rodrigo Forneck (PT) criticou também a Prefeitura por não enviar o Projeto de Lei (PL) e afirmou que o parlamento se sente perdido ao analisar um PL que sequer deu entrada na Câmara de Rio Branco.

“Eu acho que a gente está diante de um momento em que se coloca a carroça na frente dos bois. Porque fazer uma discussão dessas, sem analisar a proposta, nos deixa perdidos. O ideal era que já tivéssemos a proposta, tivéssemos condições de fazer o estudo, para depois fazer os questionamentos necessários. Depois que o projeto der entrada, teremos que fazer outro momento desses, para que tenhamos condições de analisar cada passo do projeto. Estamos discutindo algo, que não abrimos uma folha para ler porque o projeto não entrou na casa. Então, a minha manifestação é que a gente receba o projeto e depois faça as discussões”, afirmou.

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