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Os caminhos de Gladson Cameli

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CERTA FEITA perguntei ao governador Gladson Cameli o motivo pelo qual resolveu apoiar a prefeita Socorro Neri (PSB) para mais um mandato, deixando de lado candidatos aliados da sua última campanha. Deu suas explicações, mas nenhuma convincente, afinal, a Socorro foi vice na chapa do Marcus Alexandre (PT), partido que prometeu varrer do mapa da sua administração. E teria que estar no palanque de algozes quando disputou o governo.

Que a Socorro é uma gestora séria – um dos seus argumentos – não se discute. Se discute é que este apoio explodiria sua base, como explodiu com a derrota da sua candidata.

Então, desisti de entender este ato do Gladson em se afastar dos aliados.

Agora, para recompor antiga aliança e disputar a reeleição lhe custará muito mais problemas de que, se não tivesse apoiado a Socorro Neri.

O correto era ter ficado como magistrado, não apoiado ninguém, já que tinha vários aliados na disputa. Foi lhe sugerido isso, mas o Gladson é um político que age pela emoção e não pela razão.

Não tivesse apoiada a Socorro, não teria sido derrotado, e não precisaria compor mais nada para disputar a reeleição. Só que levou a birra ao extremo, e agora o buraco ficou mais embaixo.

Para repactuar espaços no governo, terá de sentar com um grupo fortalecido, que venceu a eleição, com o prefeito do maior colégio eleitoral, Tião Bocalom (PP), o deputado José Bestene (PP), a senadora Mailza Gomes (PP) e o senador Sérgio Petecão (PSD).

Pela informação que tenho é que, uma das exigências iniciais é ele se afastar do PSB. Trazer a Socorro ou um aliado dela para dentro do governo soaria como provocação.

Não sei onde é que esta repactuação vai chegar, mas sei que o único caminho para o Gladson Cameli ter sossego para disputar a reeleição em 2020, é uma recomposição dos espaços dentro do seu governo.
É o jogo.

CORTAR NA CARNE

UMA COISA é certa, num novo cenário, que agregue o grupo vencedor o governador Gladson Cameli vai ter que reduzir na sua gestão o tamanho do espaço de partidos que saíram derrotados, sem cacife para ter secretarias e centenas de cargos de confiança.

MUITO SIMPLES

É muito simples, cada partido deve ter espaço no governo de acordo com o seu tamanho. Assim é que as coisas funcionam.

NADA REPUBLICANA

NÃO foi republicana a declaração do prefeito eleito Tião Bocalom (PP) de refutar montar uma equipe para uma transição com a equipe da prefeita Socorro Neri. O ato faz parte da liturgia de qualquer troca de governo. Se não tiver contente com os dados que lhe forem passados, que faça auditagem. A eleição acabou. Até porque, ele vai precisar de dados para começar a governar.

NÃO É ACRELÂNDIA!

MESMO PORQUE, a prefeitura de Rio Branco não é a prefeitura de Acrelândia. Aqui, é a capital, os problemas são muitos. E terão de ser enfrentados já no primeiro dia de gestão, sem rompantes.

PRATO QUE SE COME FRIO

AO postar a música “Vou Festejar” da sambista Beth Carvalho, que tem o refrão: “Chora\não vou ligar\chegou a hora\pode chorar… para comemorar a derrota da prefeita Socorro Neri (PSB), o ex-prefeito Marcus Alexandre, confirma o velho ditado de que “a vingança é um prato que se come frio”. A Socorro chegou a ponto de bloquear seu celular para não falar com ele.

COMEMORAÇÃO FOI GERAL

CONVERSEI ontem com cardeais petistas, eufóricos e comemorando derrota da prefeita Socorro Neri, para mais um mandato. Eles, votaram no Tião Bocalom (PP) de nariz tapado.

BALA TROCADA

O COMENTÁRIO era de que bala trocada na política não dói. Lembraram terem sido expurgados da PMRB e ainda serem taxados de propor coisas ilícitas. Não havia como não comemorar, disse um deles ontem ao BLOG DO CRICA.

NÃO DAVA PARA GANHAR

NO DIA DA ELEIÇÃO dei uma volta de carro por algumas seções eleitorais. Nas que passei vi fiscais do 40, ligados ao Bestene, ao Petecão, ao PSDB, todos infiltrados e eleitores do Tião Bocalom.

A QUE PONTO CHEGOU

VEJAM a que ponto chegou a falta de comando da campanha prefeita Socorro Neri (PSB). Quando pediram que as secretarias do governo mandassem nomes para serem fiscais, a maioria enviou nomes que votariam no Tião Bocalom. A história me foi contada às gargalhadas ontem pelo autor de uma dessas listas.

NÃO HOUVE ENVOLVIMENTO

FICOU CLARO que, o apoio do governo à Socorro Neri (PSB) ficou mais na ação pessoal do Gladson do que do governo como um todo. Um ou outro secretário botou a cara de fora. Explica-se: o governo tem secretário e cargos de confiança indicados por quem apoiava o Bocalom. E que jamais votariam na Socorro Neri.

NÃO PERSEGUIU

MAS RESSALTE-SE QUE, o governador Gladson marcou um ponto nesta eleição. Mesmo apoiando a Socorro Neri não promoveu caça às bruxas dentro do governo contra quem apoiava o Bocalom. Um ou outro aloprado, chegou a propor perseguições.

VIRADA ERA FICÇÃO

NÃO SEI se a Socorro Neri chegou em algum momento imaginar que poderia virar o jogo no segundo turno. Como é inteligente, acho que não. Ela esteve cercada de quem não era do ramo político. São os chamados “corneteiros”, que vivem de palpitar ao vento.

O JOGO SERIA OUTRO

A SOCORRO NERI teve dois momentos que desperdiçou: quando foi convidada pelo Gladson Cameli a se filiar no PP, e quando foi convidada para se filiar no PSD do senador Sérgio Petecão (PSD). Tivesse ela aceitado, a candidatura do Tião Bocalom nem existiria.

AVALIAÇÃO DO ZEN

O deputado Daniel Zen (PT) avalia que os grandes perdedores da eleição foram o governador Gladson e o vice Rocha, porque estão no poder e os seus candidatos á PMRB foram derrotados.

ESPAÇO DE MANOBRA

O FUTURO prefeito Tião Bocalom vai ter um espaço de manobra para formar uma base majoritária na Câmara Municipal de Rio Branco, que pode chegar a dez vereadores. Sem problemas.

SEM CONVERSA SOLITÁRIA

O SENTIMENTO no grupo que esteve no apoio à candidatura do Tião Bocalom é de que, qualquer conversa política com o Gladson não será solitária, mas tem que envolver o novo prefeito, a senadora Mailza Gomes (PP), o deputado José Bestene (PP) e o senador Petecão (PSD). Afinal, chegaram ao pódio da eleição.

SABIA DA DIFICULDADE

O GOVERNADOR Gladson Cameli não foi tomado de surpresa com a derrota da prefeita Socorro Neri (PSB). Já no final do primeiro turno chegou a prever que sua vitória seria difícil.

FALTA DE HABILIDADE

ESCUTEI também de assessores mais próximos do governador Gladson Cameli que membros do comitê político da prefeita Socorro Neri colocaram entraves a um trabalho conjunto, por isso se afastaram da campanha. Ficaram apenas no apoio formal.

CURIÓ DE MUDA

O SENADOR PETECÃO (PSD) está igual curió de muda, não dá um pio sobre 2022. Principalmente, se o assunto for candidatura ao governo. Lúcido, Petecão quer ver antes o cenário a se formar.

NÃOCOMBINOU COM AS URNAS

O DEPUTADO Jenilson Lopes (PSB) fez uma leitura correta ao trocar o PCdoB pelo PSB. Apostou tudo numa vitória da Socorro Neri (PSB), o que lhe daria cacife para almejar o Senado, Câmara Federal, ser um Vice, mas esqueceu de combinar com as urnas.

PREFEITURA ENXUTA

NUM ASPECTO, o prefeito eleito Tião Bocalom (PP) não poderá reclamar da prefeita Socorro Neri: pegará uma prefeitura enxuta, saneada, sem grupos de esquemas, pronta para ser tocada logo.

GRANDE ERRO

VOLTO a bisar que o problema da prefeita Socorro Neri foi não aliar a sua boa gestão à política. Em alguns momentos tomou decisões pela emoção, não formou uma base de aliados sólidos.

NUNCA FOI PROTAGONISTA

NÃO SEI o que viu no PSB, para permanecer no partido, acho que o conselho de alguns que a cercavam a cegaram. O PSB, é só ver os anais, nunca foi protagonista na capital nas últimas décadas.

PROBIDO E INDICAR VICE

O DEPUTADO LUIZ TCHÊ (PDT) levou o seu partido a sair mais forte da eleição municipal, com duas prefeituras. Belo trabalho. Mas na questão de indicar vice é um pé gelado. Os dois vices que o PDT indicou, para o governo e PMRB, foram para a balsa.

ENGRADECE MAIS A VITÓRIA

A VITÓRIA do Tião Bocalom para a PMRB ficou mais engrandecida, porque derrotou uma adversária de mãos limpas. E a gestão da Socorro não foi algo desastroso nestes dois anos.

FRASE MARCANTE

“Um inimigo é muito; cem amigos é pouco”. Ditado alemão.

Acre

Jéssica Sales libera R$ 4,6 milhões para Saúde dos municípios no Acre

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Ao se aproximar o encerramento de mais um período legislativo, a deputada Jéssica Sales (MDB) intensificou a liberação de suas emendas impositivas indicadas ao orçamento 2020. Vários municípios acreanos foram contemplados pelo Ministério da Saúde, por meio do Piso de Atenção Básica (PAB).

Jéssica Sales liberou recentemente, o montante de R$ 4,6 milhões para a saúde de Acrelândia, Assis Brasil, Brasiléia, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Porto Walter, Rio Branco, Rodrigues Alves, Sena Madureira e Tarauacá, levando em consideração as reais necessidades e o número populacional de cada município.

Além dos recursos por meio do PAB também foi liberado o montante de R$ 2.014.972,00 para a aquisição de equipamentos para o Hospital Regional do Juruá. O valor destinado pela deputada Jéssica Sales permitiu a aquisição de mais um aparelho de tomografia computadorizada, ventilador para ressonância, bomba de infusão, carro maca (2), otoscópio, desfibrilador, cama hospitalar (3), carro de emergência, computador, monitor para radiologia, ar condicionado e mobiliário, tais como, armário, cadeiras, banquetas suportes, baldes, entre outros.

Todo esse material vai se somar ao aparelho de tomografia computadorizada, adquirido no ano passado pela deputada Jéssica Sales que já se encontra devidamente instalado e entrará brevemente em funcionamento no Hospital do Juruá.

Médica e conhecedora das reais necessidades dos municípios acreanos, Jéssica Sales mantém importante parceria com o PAB (Piso de Assistência Básica), como forma de manter os postos de saúde em funcionamento nos locais mais distantes do Estado.

“Quando vemos um prefeito levando saúde para os ramais e ribeirinhos, e, ao mesmo tempo, mantendo as unidades de saúde, ele está utilizando o dinheiro indicado pela parlamentar através do PAB. Tento fazer a divisão dos recursos de uma forma justa. Não adianta eu indicar um milhão de reais para um município que tem, por exemplo, dois postos de saúde; não tem lógica. O mesmo serve para aquele município que tem mais postos de saúde, que precisam de mais recursos. Infelizmente as emendas para saúde somam apenas R$ 8 milhões. Desse valor precisamos atender demandas com construções, reformas, ampliações, aquisição de equipamentos e também manutenção dos postos de saúde. Tudo isso nos 22 municípios, mas é gratificante quando vejo o resultado do nosso trabalho chegando a cada cantinho do nosso estado” – disse a deputada.

Confira a lista e os valores para cada município:

Acrelândia – R$ 133 mil

Assis Brasil – R$ 100 mil

Brasiléia – R$ 100 mil

Cruzeiro do Sul – R$ 500 mil

Epitaciolândia – R$ 100 mil

Feijó – R$ 100 mil

Mâncio Lima – R$ 100 mil

Manoel Urbano – R$ 140 mil

Marechal Thaumaturgo – R$ 100 mil

Plácido de Castro – R$ 100 mil

Porto Walter – R$ 100 mil

Rio Branco – R$ 400 mil

Rodrigues Alves – R$ 100 mil

Sena Madureira – R$ 400 mil

Tarauacá – R$ 100 mil

Hospital Regional do Juruá – R$ 2 milhões

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Acre

Matadores de agente penitenciário são condenados a 247 anos

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Em julgamento realizado no auditório do Tribunal de Justiça, que entrou pela noite desta quarta-feira, 24, integrantes do Corpo de Jurados da Segunda Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar condenaram todos envolvidos no assassinato do Agente Penitenciário Romário Cavalcante Alexandrino, executado a tiros em sua casa na Vila do V, município de Porto Acre, em fevereiro de 2017.

No veredito final, juiz Álesson Bráz, que comandou os trabalhos, estabeleceu uma pena de 247 anos e seis meses para todos os envolvidos divididos da seguinte forma: 50 anos, 10 meses e 10 dias para José Roberto Cruz de Lima, 50 anos e 11 meses para Gabriel de Oliveira Gomes. Rafael Silva Campos também pegou 50 anos, 11 meses e 10 dias, Alexandre Costa de Lima, 50 anos e 11 meses e Diemerson Antônio da Silva e Silva, foi condenado a 43 anos e 8 meses. Os assassinos foram encaminhados ao presídio da capital.

O crime, de acordo com os autos do inquérito policial instaurado na delegacia de Porto Acre, ocorreu na noite do dia 21 de janeiro, quando quatro homens armados invadiram a casa de Romário Alexandrino, na Vila do V e o executaram com vários tiros. Na mesma ação, ainda balearam o cunhado da vítima, tendo a esposa do Agente Penitenciário conseguido sair com o filho menor pela porta dos fundos.

Os investigadores da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) descobriram que a ordem de executar Romário partiu de dentro do presídio, tendo como mandante Gabriel Oliveira Gomes dos Santos. Na realidade, a ordem era matar um Agente Penitenciário e Alexandrino foi o escolhido por morar em local afastado. Os executores foram identificados a seguir e todos presos.

O julgamento seria realizado em 2019 em Porto Acre, quando por medida de segurança, temendo a ação de membros de facções, o juiz responsável pediu que o caso fosse levado para a capital.

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Acre

Whendy Lima reduz tempo de hemodiálise e pode ser extubado

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O deputado estadual do Acre Whendy Lima (PSL), de 39 anos, tem respondido positivamente ao tratamento intensivo que vem passando depois de sofrer complicações possivelmente desencadeadas por uma cirurgia bariátrica. Informações apuradas pelo ac24horas na noite desta quinta-feira, 25, apontam que o parlamentar tem apresentado significativa melhora e está com o quadro de infecção quase 100% melhor.

Lima também diminuiu a quantidade de horas na hemodiálise. Ele já chegou a fazer 6 horas seguidas do tratamento, é agora faz apenas 2 horas. Conforme informações, é esperado que o mesmo seja extubado em até no máximo três dias.

Whendy Lima é filho do vereador de Rio Branco, N. Lima, e foi está intubado no Centro de Terapia Intensivo (CTI) no início desta semana, na Unimed, devido a complicações após uma cirurgia bariátrica.

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) emitiu uma nota afirmando que o parlamentar sofreu um tromboembolismo pulmonar.

O quadro de saúde do deputado já esteve altamente delicado, mas no momento passa por estabilidade e com expectativa positiva.

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Acre

Polícia localiza feto e procura assaltante que o abortou

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Foram precisos horas de buscas para que peritos da Polícia Técnica de Rio Branco conseguissem localizar o feto de um aborto espontâneo pouco comum registrado na noite de quarta-feira, quando de um assalto contra um motorista de aplicativo. Uma mulher gestante que fazia parte do trio responsável pelo crime roubou, abortou e com a ajuda dos amigos fugiu tomando rumo ignorado.

A informação foi confirmada hoje de manhã pelo delegado Leonardo Santa Bárbara, da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (DCORE), responsável em apurar o caso. De acordo com a autoridade o feto que havia sido jogado fora pela vítima foi localizado e levado o IML onde deverá passar por uma rigorosa perícia.

“Já iniciamos as investigações na tentativa de identificar a mulher autora do aborto, o que ocorrendo nos permitiria chegar aos demais envolvidos no assalto. Vamos ouvir alguns depoimentos, e que estes possam nos ajudar a elucidar, com a prisão de todos os envolvidos”, concluiu a autoridade policial.

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