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A vitória do feijão com arroz sobre o esperançar

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ABRO O BLOG DO CRICA pinçando a frase acima de um comentário de uma colega jornalista, que retrata com nitidez o que foi a vitória do candidato Tião Bocalom (PP) sobre a candidatura da prefeita Socorro Neri (PSB), na disputa pela prefeitura de Rio Branco.

Foi a vitória de uma campanha organizada, planejada, do feijão com arroz, com um bom jingle, e o melhor programa eleitoral entre todos os candidatos, e de uma muito competente coordenação de campanha.

O Tião Bocalom (PP) falou a língua dos grotões, aquilo que a periferia queria ouvir. A sua coordenação levou o seu nome para a periferia, com músicas ao som do Funk e do Rap, estilos musicais que se identificam com os jovens, que acabaram virando hits dos grotões. Some-se a isso a memória eleitoral de outras eleições do Tião Bocalom (PP), e de ter um condutor de campanha que fala a língua do povão, que praticamente transferiu a sua casa para os bairros, junto com a vice e sua esposa Marfisa Galvão (PSD), o senador Sérgio Petecão (PSD).

O Petecão foi o grande condutor da campanha vitoriosa do candidato do PP. Quase conseguiram mudar a imagem do “bom velhinho” cultivada pelos seus marqueteiros, que foi quebrada na reta final pela declaração polêmica do Bocalom, ao estilo maluco beleza do bolsonarismo, da chamada “imunização de rebanho,” pela qual todos devem pegar a Covid para a população ficar imunizada.

Esta tese nada científica só não causou estragos de maiores proporções, por dois motivos: foi dita há 48 horas da eleição, e a equipe de marketing da candidata Socorro Neri (PSB) não foi competente para massificar a dita bobagem.

Mas não se pode deixar fora deste contexto da discussão da derrota da prefeita Socorro Neri (PSB) o fato de que, ela foi apoiada pelas duas máquinas mais poderosas do estado, e ainda pessoalmente pelo governador Gladson Cameli.

Fica mais uma vez a lição de que, ninguém é dono dos votos ao ponto de transferir uma votação pessoal para terceiros.
Comentei por diversas vezes neste espaço que, o fato da prefeita Socorro Neri (PSB) ser apoiada pelo governador Gladson não a tornava favorita e, tampouco, era garantia da sua vitória. E citei vários exemplos que mostravam eleições ganhas contra as máquinas estadual e municipal.

O mais recente exemplo foi a vitória do Gladson Cameli contra toda a estrutura do PT, na última disputa do governo. Mas voltando para a campanha do Tião Bocalom (PP), os seus coordenadores souberam dosar as ações políticas, o que culminou por forjarem uma imagem mais doce do candidato, e que o levou a cair na graça popular. E, quando um candidato cai na graça da população, é como água de morro abaixo, ninguém segura.

Bote tudo o que aconteceu na campanha do Bocalom no liquidificador e se terá a receita para ganhar uma eleição majoritária.

Outra lição que fica desta eleição municipal: o voto da classe média, da elite, não define uma eleição, o que define são os votos dos bairros da periferia. Nesta vitória do Tião Bocalon, não se pode deixar de fora duas figuras políticas: a presidente do PP, senadora Mailza Gomes, e o deputado José Bestene (PP), que impediram o governador Gladson Cameli de levar o PP para apoiar a candidatura da Socorro Neri (PSB), fincaram os pés na candidatura própria, e sem as suas ações enérgicas de peitar o governador, o Bocalom nem candidato seria.

Mas o que falar da campanha da prefeita Socorro Neri (PSB), que não seja a de que foi uma campanha amadora, sem planejamento, e comandada por um comitê inexperiente, que nunca tinham conduzido uma campanha majoritária?

Se levassem seus principais coordenadores de campanha vendados para o bairro Wilson Ribeiro, por certo não saberiam voltar para a prefeitura sem a ajuda de uma informação. Deram um show de amadorismo.

O PSB sempre foi um puxadinho do PT. Nunca foi protagonista na extinta Frente Popular do Acre. Era o PT que comandava as campanhas. Não dá nem para pinçar um nome do comitê de campanha do PSB, que tenha conseguido escapar do desastre e da mediocridade. Se nivelaram por baixo. Foi uma sucessão de erros.

A campanha no rádio e na televisão da candidata Socorro Neri (PSB) não empolgou, as suas peças eram sem vida, era aquela coisa arrastada e piegas.

Um programa eleitoral tem que ser para cima, vibrante, para prender o telespectador e o ouvinte da rádio. O seu programa foi uma antítese. Parecia que, o que estava em disputa era a reitoria da UFAC, tal rebuscado linguajar no vídeo. Começou o seu programa convocando a população a “esperançar”. Ora, ora dona Aurora! Vá perguntar nas entranhas de um bairro periférico se alguém sabe o que é “esperançar”, com certeza ninguém sabe. A campanha começou apática e terminou apática.

Não conseguiram chegar á população as virtudes da gestão da prefeita Socorro Neri (PSB), que se queira ou não, foi uma administração numa boa média e com conquistas que não foram exploradas.

Não foi uma má prefeita. Com absoluta certeza. Mas para quem queria disputar mais um mandato cometeu um erro que lhe foi fatal: fez gestão, mas não fez política.

Faltou também na candidata desenvoltura no vídeo, ser mais convincente.

Que a prefeita Socorro Neri (PSB) entrou de mãos limpas na prefeitura e estará saindo de mãos limpas, não se discute. O que se discute foi o motivo pelo qual o governador Gladson Cameli abandonou todos os aliados que o elegeram, para apoiar a candidata do PSB, que foi vice do PT.

Politicamente, por mais que busque uma justificativa, são todas vazias. Errou na estratégia de que partidos não são importantes e, só ele poderia eleger a candidata Socorro Neri (PSB).

Não é assim que o boi dança na política.

Muitos dos seus votos para governador vieram dos partidos. Poderia muito bem não ter apoiado nem um candidato a prefeito de Rio Branco. Estaria saindo hoje por cima e não como adido da derrota da candidata Socorro Neri (PSB).
Mas agora Inês e morta!

Fica a lição nesta vitória do Tião Bocalom (PP) que o poder pode muito, mas não pode tudo. A vitória do Bocalom foi a vitória de uma campanha do feijão com arroz contra a campanha do esperançar da prefeita Socorro Neri (PSB). E, como diz o ditado: “aos vencedores, as batatas”.

Acre

Incêndio consome apartamentos e galeria comercial no Manoel Julião

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Na madrugada desta quinta-feira, 29, dois batalhões do Corpo de Bombeiros foram acionados para atender uma ocorrência de incêndio em prédios comerciais na região do bairro Manoel de Julião, em Rio Branco.

Segundo informações repassadas pelos bombeiros o fogo atingiu três edificações comerciais: uma farmácia, lanchonete e uma clínica odontológica.

O incêndio iniciou na lanchonete por decorrência de pane na rede elétrica. Com carga de energia, os fortes ventos e a estrutura dos prédios serem muito próximas, logo o fogo se alastrou para os prédios vizinhos da regional.

Os militares demoraram cerca de 2 horas de combate ao incêndio, com a utilização de quatro caminhões e 22 mil litros de água para o controle das chamas. A estrutura da clínica odontológica pode ser preservada com a atuação dos bombeiros, tendo apenas a cobertura atingida.

Mesmo com as grandes proporções, felizmente, não houve vítimas. O local foi isolado para perícia de incêndio por parte do Corpo de Bombeiros.

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Acre

Cruzeiro do Sul irá vacinar adolescentes de 12 a 17 anos

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A prefeitura de Cruzeiro do Sul vai iniciar sábado, 31, das 16 às 21 horas no Shopping Copacabana a vacinação contra Covid para o público de 12 e 17 anos no Tik Tok da vacinação. Os adolescentes deverão estar acompanhados dos pais ou responsáveis.

O Ministério da Saúde recomenda a prioridade para adolescentes com comorbidades, mas todo o público dessa idade será atendido, bem como todos que ainda não foram vacinados. O município tem 15 mil doses da Pfizer, o único imunizante autorizado para adolescentes.

No município, 87% da população já foi vacinada. O prefeito Zequinha Lima faz um chamamento para que os adolescentes e público em geral busque a vacinação para alcançar 100% de imunização em Cruzeiro do Sul.

“Temos visto que o número de novos infectados, de internações e mortes teve uma drástica redução já como resultado da vacinação. Então convidamos os adolescentes e ao público em geral para se vacinar. O Shopping foi escolhido por representar um local se diversão e entretenimento da nossa juventude”, destaca o prefeito.

A autorização para a imunização dos adolescentes foi dada, no último dia 27, terça feira, pelo Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde – CONASS e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde CONASEMS.

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Acre

Carteira assinada segue crescendo no Acre e amplia novas vagas

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O emprego no Acre segue rota de crescimento e ofertou, em junho, 967 novas vagas com carteira assinada. A variação relativa é de 1,10% em relação a maio, mês em que o emprego cresceu 1,8% na comparação com o período anterior.

Os dados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (29) pelo Ministério da Economia, informando que em junho foram contratados 3.109 novos trabalhadores e demitidos 2.142, o que gerou saldo positivo no período.

Apesar da crise sanitária imposta pela pandemia da Covid-19, o Acre apresenta saldo acumulado de 4.793 novos postos de trabalho formais em 2021, registrando crescimento 5,68% entre janeiro e junho.

Houve saldo positivo de contratações em todos os Estados. São Paulo apresentou melhor saldo.

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Acre

Emprego no comércio cresceu 11,9% em 10 anos no Acre, segundo o IBGE

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Foto: Mauro Pimentel

No Acre, segundo a Pesquisa Anual do Comércio (PAC) divulgada nesta quinta-feira (29) pelo IBGE, o comércio empregou 17.822 pessoas em 2019, registrando, portanto, aumento de 11,9% em relação a 2010 (15.921). Em salários, retiradas e outras remunerações foram pagos R$ 385 milhões, valor que superou o dobro de 2010 (R$ 187 milhões).

Em 2019 as empresas comerciais registraram receita bruta de R$ 6,9 bilhões, dos quais R$ 789 milhões foram auferidos no segmento de comércio de veículos, peças e motocicletas; R$ 2,3 bilhões no comércio por atacado; e R$ 3,7 bilhões no comércio varejista.

A margem de comercialização é definida como a diferença entre a receita líquida de revenda (parcela da receita operacional líquida advinda exclusivamente da revenda de mercadorias) e o custo das mercadorias revendidas. Em 2019, no nosso estado, a margem de comercialização totalizou R$ 1,5 bilhão, sendo o comércio varejista responsável pela maior parcela (65,2%), seguido do comércio por atacado (26,4%) e comércio de veículos, peças e motocicletas (8,4%).

No País, os números não são positivos como no Acre: entre 2014 e 2019, o comércio perdeu 177,3 mil empresas (-11%), 466,1 mil trabalhadores (-4,4%) e 140,6 mil lojas (-8,1%). O varejo, segmento responsável por empregar 74,2% dos trabalhadores da área comercial, teve redução de 4,1% em sua ocupação. Com isso, o comércio empregava, em 2019, 10,2 milhões de trabalhadores, sendo 908,0 mil no comércio de veículos, peças e motocicletas, 1,7 milhão no atacado, e 7,5 milhões no varejo.

A PAC é realizada pelo IBGE desde 1996 e retrata aspectos estruturais do setor comercial do país. As informações divulgadas são significativas para análise e planejamento das empresas do setor privado e dos diferentes níveis de governo. Anualmente, a PAC apresenta os principais resultados das empresas comerciais brasileiras, que são divididas em três segmentos: comércio de veículos, peças e motocicletas; comércio por atacado; e comércio varejista.

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