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Gado apreendido pelo Idaf em Brasiléia pode ter vindo da Bolívia

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As 49 cabeças de gado apreendidas e abatidas pelo Idaf nesta quinta-feira, 8, em Brasiléia podem ter origem na Bolívia e o fato deverá resultar em uma investigação de um possível esquema de contrabando de animais na região, segundo o delegado Rêmulo Diniz, do Grupo Especial de Fronteira, o Gefron, que deu suporte à ação do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal.

Segundo Diniz, o gado foi abordado na BR-317 sem o acompanhamento da Guia de Trânsito Animal, a GTA, documento obrigatório no caso de transporte de cargas vivas. O policial informou ainda, em entrevista ao jornal O Alto Acre, que foi dado prazo ao proprietário para que ele comprovasse a origem dos animais, o que não ocorreu.

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“Nesses casos, de gado sendo transportado sem a GTA, há duas soluções apontadas pela Instrução Normativa 48 do Ministério da Agricultura. Havendo uma origem, esse animal retorna para esse local onde vai pagar a multa e realizar alguns exames pelo Idaf. No caso de hoje, como o proprietário não comprovou uma origem, os animais obrigatoriamente devem ser abatidos”, explicou.

O médico veterinário Jessé Monteiro, diretor-técnico do Idaf, afirmou que o gado foi apreendido por volta do meio-dia da quinta-feira e que cerca de 8 horas depois ainda não havia aparecido uma comprovação da origem dos animais. Segundo ele, ainda foi feita uma investigação pelas equipes do Idaf e do Gefron, que também não chegou à origem do carregamento.

“Os animais não possuem nenhuma marca que identifique o proprietário, inclusive as fêmeas que foram apreendidas não apresentam a marcação de vacina contra a brucelose, que também é uma obrigação, o que comprova que realmente não é possível saber de onde vieram ou qual a origem desses animais”, disse o diretor da Instituto de Defesa.

Aristóteles Jacomé, que se apresentou como o proprietário do gado apreendido, argumentou que os técnicos do Idaf não deram a ele o prazo necessário para comprovar a boa procedência dos animais. No entanto, segundo o Idaf, ele não apresentou a documentação necessária para isso. Jacomé afirmou que vai representar o estado na justiça para ser ressarcido do prejuízo.

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