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Boliviana que viu família ser morta após estupro é transferida para UTI em Rio Branco

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A adolescente boliviana, 14 anos, que sobreviveu a quatro tiros, após ser estuprada no último domingo, 13, em um seringal em terras bolivianas, próximo à fronteira com os municípios de Acrelândia e Plácido de Castro, foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital da Criança, em Rio Branco, nesta sexta-feira (18).

A menina está acompanhada de um irmão que mora em La Paz, na Bolívia, e chegou ao Acre na última quarta-feira (16), após a tragédia.

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Segundo informações, a vítima apresentou alterações nos exames e, por segurança, foi levada para a outra unidade para manter a estabilidade do quadro clínico.

A menina já passou por uma cirurgia no braço e estava prevista mais uma cirurgia, já que ela está com bala alojada no corpo, mas, devido às alterações nos exames, a segunda cirurgia foi suspensa por enquanto.

O crime bárbaro ocorreu após o pai da menina flagrar um acreano identificado pela Policia de nome GIlvani Nascimento Silva, estuprando a filha e decidiu amarrá-lo para chamar a polícia.

Ocorre que neste meio tempo, os irmãos de Gilvani souberam que o mesmo tinha sido capturado pelos bolivianos e foram até o local resgatá-lo. Além dos familiares, estava junto também um homem identificado por José Francisco Mendes de Souza.

Ao chegar à localidade, que fica próxima ao Ramal do Pelé, na região de Acrelândia, os irmãos resgataram Gilvani. Acontece que, segundo as investigações, José Francisco Mendes de Souza se exaltou e começou a discutir com a mãe e os dois filhos bolivianos que estavam em casa. Ao apontar a arma para um dos filhos, o instinto materno de Beatriz foi maior e ela tomou à frente do filho. Ao dizer que o homem armado não teria coragem de atirar, José Francisco fez um disparo. O tiro transfixou o corpo de Beatriz e atingiu um dos filhos. Um irmão de Gilvani, menor de idade, G.C.N.S., é suspeito de ter atirado e matado o outro filho e Beatriz.

De acordo com as investigações, a barbaridade não parou por aí. José Francisco teria descoberto que a jovem que havia sido estuprada estava filmando a ação de uma parte mais alta da casa. Revoltado, o acusado disparou dois tiros contra a adolescente, um deles no rosto. Após a barbaridade, os envolvidos levaram os corpos para a mata e atearam fogo na casa da família boliviana.

Os criminosos acreditavam que todos estavam mortos, mas a jovem (adolescente boliviana), mesmo bastante ferida e em estado de choque, conseguiu atravessar o rio Abunã e foi socorrida por brasileiros. Foi graças às informações prestadas pela adolescente que a polícia desvendou a chacina e chegou aos acusados.

Ao ac24horas, o delegado Danilo Cesar, responsável pela investigação destacou o trabalho integrado entre as polícias civil e militar do Acre, junto com a polícia boliviana que resultou em uma verdadeira caçada aos suspeitos e em busca dos corpos da família.

“Eu nunca tinha visto nada parecido. Assim que soubemos do ocorrido, mobilizei o pessoal que estava de folga, que vieram como voluntários e contatei o Tenente Dário, que é o comandante da PM em Plácido de Castro. Empreendemos diligência dentro e ramal, por dentro do mato durante 36 horas”, afirmou o delegado.

José Francisco, o principal suspeito pelos crimes foi preso durante a operação e o menor, acusado de ter cometido um dos homicídios, continua foragido.

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