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Saiba detalhes da chacina que provocou a morte de uma mãe e dois filhos bolivianos

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A história relatada ao ac24horas parece até um enredo de um filme de terror. O caso aconteceu em um seringal em terras bolivianas, próximo à fronteira com os municípios de Acrelândia e Plácido de Castro. Um pai de família, o boliviano Carlos Ribas, ao retornar de um roçado, percebeu que a filha, G. E. R., de apenas 14 anos, estava sendo estuprada por um indivíduo de nacionalidade brasileira, identificado pela polícia como Gilvani Nascimento da Silva. O colono conseguiu desferir um golpe na cabeça do homem que estuprava sua filha. Ele amarrou o acusado e se dirigiu até Acrelândia para denunciar o caso à polícia.

Ocorre que neste meio tempo, os irmãos de Gilvani souberam que o mesmo tinha sido capturado pelos bolivianos e foram até o local resgatá-lo. Além dos familiares, estava junto também um homem identificado por José Francisco Mendes de Souza.

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Ao chegar à localidade, que fica próxima ao Ramal do Pelé, na região de Acrelândia, os irmãos resgataram Gilvani. Acontece que, segundo as investigações, José Francisco Mendes de Souza se exaltou e começou a discutir com a mãe e os dois filhos bolivianos que estavam em casa. Ao apontar a arma para um dos filhos, o instinto materno de Beatriz foi maior e ela tomou à frente do filho. Ao dizer que o homem armado não teria coragem de atirar, José Francisco fez um disparo. O tiro transfixou o corpo de Beatriz e atingiu um dos filhos. Um irmão de Gilvani, menor de idade, G.C.N.S., é suspeito de ter atirado e matado o outro filho e Beatriz.

De acordo com as investigações, a barbaridade não parou por aí. José Francisco teria descoberto que a jovem que havia sido estuprada estava filmando a ação de uma parte mais alta da casa. Revoltado, o acusado disparou dois tiros contra a adolescente, um deles no rosto.

Após a barbaridade, os envolvidos levaram os corpos para a mata e atearam fogo na casa da família boliviana. Os criminosos acreditavam que todos estavam mortos, mas a jovem, mesmo bastante ferida e em estado de choque, conseguiu atravessar o rio Abunã e foi socorrida por brasileiros. Foi graças às informações prestadas pela adolescente que a polícia desvendou a chacina e chegou aos acusados.

A partir daí, um trabalho integrado entre as polícias civil e militar do Acre, junto com a polícia boliviana resultou em uma verdadeira caçada aos suspeitos e em busca dos corpos da família.

“Eu nunca tinha visto nada parecido. Assim que soubemos do ocorrido, mobilizei o pessoal que estava de folga, que vieram como voluntários e contatei o Tenente Dário, que é o comandante da PM em Plácido de Castro. Empreendemos diligência dentro e ramal, por dentro do mato durante 36 horas” diz o delegado Danilo César, responsável pelo caso.

José Francisco, o principal suspeito pelos crimes foi preso durante a operação. O comandante da Polícia Militar em Plácido de Castro exalta o trabalho integrado com a polícia civil. “Esse trabalho que fazemos aqui, de forma integrada, é o responsável por termos conseguido elucidar essa chacina da forma mais rápida possível”, afirma o Tenente Dário.

O menor, acusado de ter cometido um dos homicídios, continua foragido. A jovem estuprada encontra-se internada no pronto-socorro de Rio Branco e seu estado de saúde é grave.

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