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Campanha de vacinação contra o sarampo é prorrogada até o fim do mês

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A vacinação contra o sarampo, para a população de 20 a 49 anos, foi prorrogada e vai ser realizada até o dia 31 de outubro por todo o Brasil. Dados preliminares das secretarias estaduais de saúde, registrados no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações, apontam que desde o início da vacinação em 16 de março deste ano até o dia 17 de agosto, foram vacinadas 5,29 milhões de pessoas nessa faixa-etária.

Esse número está muito abaixo da estimativa do público-alvo definido pelo Ministério da Saúde, que é de aproximadamente 90 milhões de pessoas. Isso é um fator grave, pois a vacina contra o sarampo é a única forma de prevenção efetiva contra a doença, tanto que essa vacina é uma das que está no calendário de rotina de todo brasileiro.

O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. A transmissão ocorre quando uma pessoa doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas, por isso é considerada uma doença de transmissão rápida e fácil.

De acordo com o Boletim Epidemiológico mais recente da doença, o Brasil permanece com surto de sarampo nas cinco regiões. A Região Norte apresenta 5 (71,4%) estados com surto, a Região Nordeste 6 (66,7%), a Região Sudeste 3 (75,0%), a Região Sul 3 (100,0%), e a Região Centro- -Oeste 4 (100,0%). O Acre não possui registro de sarampo.

Os estados do Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina concentram o maior número de casos confirmados de sarampo, totalizando 7.091 (98,3%) casos.

Para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, a estratégia da vacinação, mesmo durante a pandemia da Covid-19, é uma questão de proteção social, pois evita agravamento da situação onde a doença está ocorrendo, além de impedir que ela se espalhe por outros lugares. Por isso, o chefe da Unidade de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Complexo Hospitalar Universitário João de Barros Barreto, da Universidade Federal do Pará, Julius Monteiro, médico infectologista, avisa da importância de ir ao posto de saúde.

“Essa é uma vacina universal disponível em qualquer Unidade Básica de Saúde e todo brasileiro pode ter acesso. É a melhor forma de prevenção. E caso não tenha o cartão de vacina atualizado, pode procurar uma unidade de saúde e saber se há necessidade ou não de um reforço ou fazer novamente as doses da Tríplice Viral se não houver alguma comprovação”, afirmou o médico.

Vacinação no Brasil

O Brasil possui o maior programa público de imunização do mundo. São distribuídas mais de 300 milhões de doses de imunobiológicos anualmente. O Programa Nacional de Imunização (PNI) conta com 37 mil postos públicos de vacinação de rotina em todo o país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas evitam entre 2 milhões e 3 milhões de mortes por ano. O desafio é conscientizar a sociedade que um dos maiores avanços contra as doenças na história da humanidade são as vacinas. É importante esclarecer que as epidemias podem surgir quando a cobertura vacinal cai.

Apesar disso, desde 2016 o Ministério da Saúde vem identificando queda das coberturas vacinais, o que significa que o número de crianças menores de dois anos que recebem proteção pelas vacinas está diminuindo. As vacinas para crianças menores de dois anos, oferecidas pelo SUS são importantes para evitar doenças que tem controle fácil por meio desse tipo de proteção. Entre as doenças que podem ser prevenidas estão formas graves da tuberculose, sarampo, caxumba, rubéola, hepatites A e B, poliomielite e febre amarela.

Das doenças eliminadas, a única que teve registro de casos, recentemente, foi o sarampo em 2019. O país empreendeu esforços para interromper a transmissão dos surtos que estavam ocorrendo em alguns estados e mantém a vigilância. De acordo com os dados mais recentes sobre a doença, apresentados no Boletim Epidemiológico 28, de julho de 2020, em 2019 foram confirmados 20.901 casos de sarampo e 16 óbitos decorrentes da doença. Em 2020, até julho deste ano, foram enviadas mais de 30 milhões de doses da vacina contra sarampo aos estados.

Vale destacar que uma doença é considerada eliminada quando não existem casos em uma determinada população, embora ainda existam no mundo as causas que podem potencialmente produzi-la. Uma doença considerada erradicada significa que não somente foram eliminados os casos, mas também as causas da doença, em especial, o agente. É ressaltar que a erradicação de uma doença adquire seu real significado quando alcançada numa escala mundial. Até o momento, essa situação de erradicação mundial só foi obtida com a varíola.

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Cotidiano

Nível do Rio Acre sobe na noite desta quarta e chuvas podem elevar igarapé São Francisco

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O nível do Rio Acre em Rio Branco oscilou ao longo do dia e da noite desta quarta-feira (24), retomando a tendência de elevação às 21 horas, segundo o monitoramento oficial da Defesa Civil.

Depois de marcar 14,90 metros na medição das 18 horas, o nível subiu para 14,92m.

Se há possibilidade do Rio Acre voltar a subir, outros rios também preocupam. Chuvas intensas ocorreram nas últimas 24 horas nas bacias hidrográficas dos rios Purus, Caeté, Macauã, Chandless e Iaco e do igarapé São Francisco, podendo provocar novo aumento do nível dos rios em Sena Madureira, em Manuel Urbano e em Boca do Acre, assim como dos igarapés na parte norte de Rio Branco, segundo O Tempo Aqui.

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Cotidiano

Acre anuncia início da 5ª etapa de vacinação contra a Covid-19 para idosos de 70 a 84 anos

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Com a chegada de mais 21,9 mil doses de vacinas contra a Covid-19, sendo a Oxford-AstraZeneca e CoronaVac, na manhã desta quarta-feira, 24, os municípios do Acre darão início à 5ª etapa de imunização, que tem como público-alvo os idosos de 70 a 84 anos.

As doses contemplarão 13% dos idosos de 70 a 74 anos e cobertura de 100% dos idosos na faixa etária de 75 a 84 anos, além de 8% dos trabalhadores da Saúde. A distribuição das vacinas será nos dias 24 e 25 de fevereiro.

Conforme o 3º Informe Técnico do Ministério da Saúde, neste momento, apenas para a vacina Oxford-AstraZeneca (13.500) não há a demanda de que seja reservada a segunda dose, em razão do intervalo entre uma e outra, que no caso desse imunizante é de 90 dias.

Já no caso da CoronaVac (8.400), a reserva para a segunda dose é necessária, pois o intervalo entre as doses é menor, de 28 dias. Por isso, serão utilizadas de imediato 4.200 doses desse imunizante.

Com informações da Agência de Notícias do Acre.

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Cotidiano

MPAC envia 56 toneladas de donativos para desabrigados em Sena Madureira e Tarauacá

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Por meio da Campanha “SOS Acre”, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) com a ajuda de seus apoiadores vêm promovendo uma grande corrente de solidariedade ao estado do Acre movimentando todo o país. Nesta quarta-feira, 24, foi enviado para as cidades de Sena Madureira e Tarauacá, 56 toneladas de itens de primeira necessidade para a população atingida pelas cheias dos rios. A procuradora-geral de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues esteve pessoalmente em uma das cidades promovendo a entrega, inclusive, nas comunidades ribeirinhas atingidas.

A Campanha SOS Acre é uma realização do MPAC, tendo como parceiro o Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC) e apoiadores, como empresários, artistas, entidades representativas do Ministério Público, da magistratura, MPs, sociedade civil, Associações nacionais, Instituições Federais, entre outros. Até a próxima sexta-feira, novas entregas devem ocorrer nas demais cidades acreanas atingidas pelas inundações dos rios.

Duas carretas, além de carros do MPAC, saíram de Rio Branco levando kits de alimentação, limpeza, higiene pessoal, kit bebê, fralda geriátrica e água mineral para a população. A presidente do TJAC, desembargadora Waldirene Cordeiro, também esteve presente na ação. Ainda pelo MPAC, participam da entrega os promotores de Justiça Thalles Ferreira, Pauliane Mezabarba e Luis Henrique Rolim, além da juíza do TJAC, Andrea Brito.

“Essa é uma força-tarefa que o MPAC vem empreendendo, juntamente com nossos parceiros nessa ação, a fim de não apenas cumprir com a função social que nos compete, mas, acima de tudo, levar um gesto humanitário e de solidariedade à população vulnerabilizada por todo esse caos. Agradeço a cada parceiro que está contribuindo conosco para amenizar um pouco a dor de milhares de pessoas nesse momento”, disse a procuradora-geral de Justiça do MPAC, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues.

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Até o momento, foi contabilizado R$ 577.452,98 em doações advindas de 4.809 apoiadores de todo o país, que se sensibilizaram com a situação de emergência pública que o Acre enfrenta e que já configura um dos momentos mais críticos de sua história, pois além da inundação dos rios, o estado também lida com o agravamento da pandemia do coronavírus, surto de dengue, e uma crise migratória na fronteira com o Peru.

Numa comunidade Ribeirinha de Sena Madureira, o produtor rural Clebson de Oliveira foi um dos beneficiários da campanha SOS Acre. Na ocasião, ele falou sobre a importância da ação do MPAC e lamentou as perdas que teve com a alagação. “Nós perdemos toda a nossa produção, verduras e hortaliças, essa ajuda é muito importante. É muito importante mesmo pra nós. Minha família tem seis pessoas e nós perdemos tudo”, disse o produtor rural.

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Cotidiano

Reabilitação melhora em 26% a recuperação de pacientes pós-Covid-19

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Os primeiros resultados do projeto piloto “Reabilitação pós-Covid-19” mostram que a assistência hospitalar em pacientes pós-Covid-19, possibilitaram um resultado no aumento de 26% na evolução dos pacientes em relação a independência motora e funcional.

Além de elevar para 120% o valor agregado da internação até a alta de cada paciente, ou seja, mais qualidade nos serviços de saúde prestados e melhor experiência vivida por eles.

“O nosso objetivo é proporcionar mais qualidade de vida aos nossos usuários, principalmente àqueles que ficam debilitados, acometidos pela Covid-19 e outra doença crônica associada, diminuindo assim o aparecimento de novas patologias indesejáveis”, comenta o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Luiz Otavio Franco Duarte.

A iniciativa é do Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde executada pelo Hospital Sírio Libanês.

Os projetos implementados no Hospital Geral de Fortaleza, Hospital de Base, Hospital Municipal de Contagem, Hospital Geral de Palmas e Hospital Geral do Trabalhador, tem como objetivo trabalhar a reabilitação de pacientes críticos pós Covid-19, implementar a alta segura, o giro de leitos e promover a retomada segura das atividades hospitalares eletivas no SUS.

Para realizar esse projeto, foi utilizada a filosofia Lean e ferramentas como, o plano de resposta hospitalar, o Round interdisciplinar e também as cartilhas de apoio.

O projeto se mostrou necessário e foi muito bem recebido pelas instituições participantes. Ele continuará no próximo triênio 2021-2023 e deverá atender dez hospitais por ano.

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