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Democracia sem tornozeleira

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Ainda não tive conhecimento de nenhum relato no qual o governador Gladson Cameli tenha tentado interferir na linha editorial de quaisquer dos veículos de comunicação do Acre.

Caso alguém tenha, perdoem-me a desinformação.

Aliás, observo até que esses meios de comunicação têm exagerado desnecessariamente em diversas situações.

Parece que o período turvo de ameaças e retaliações foi soterrado em janeiro de 2019.

Também não tive notícia de nenhum membro da atual oposição reclamando de censura, da qual eu e mais um punhado fomos submetidos por mais de década.

Asfixia de liberdade de expressão e pensamento fazem parte de um passado cuja repetição não desejamos.

Mas, apesar desse magistral avanço, não podemos baixar a guarda por um instante sequer sob pena das chantagens e ameaças retornarem nos ombros daqueles que, ao que parece, falavam de democracia apenas da boca para fora e para agradar a arquibancada lotada de gente querendo ser livre.

Faço este arrazoado preliminar para me referir à vergonhosa e repugnante declaração do senador Márcio Bittar acerca das dificuldades que teria o candidato do PSDB caso este venha a ser eleito para o cargo de prefeito de Rio Branco.

Convém lembrar que esta foi a mesma chantagem que as lideranças do PT usaram contra o atual senador quando este disputou a prefeitura de Rio Branco.

O parlamentar ocupa o destacado cargo de relator do Orçamento da União e sabe o que isso significa para o Acre? Nada.

No orçamento deste constará, como em todos os anos, apenas as tradicionais emendas individuais e de bancada e nada mais.

Cabe, todavia, uma reflexão: por qual razão o nobre senador dirigiu suas ameaças somente para o candidato do PSDB e fez de conta que não viu a candidata do PSB?

Ora, tanto PSDB quanto PSB são partidos de oposição ao governo federal, com destaque para o caráter mais ideológico e programático do PSB.

A resposta é simples: pelo que se fala, a candidata do PSB vai bem e melhorou depois que o governador se declarou a favor dela

Vale lembrar que o Depasa foi destinado a Marcio Bittar de porteiras fechadas. O diretores anteriores, indicados pelo senador, entre os quais Edson “Bittar” Siqueira, irmão dele, estão em apuros com a polícia.

Aliás, além dos desmandos que levou para o xilindró um ex-diretor do Depasa indicado pelo senador, o problema do órgão continua sendo as velhas bombas cuja manutenção já é improdutiva.

Há vários meses, o Acre espera a liberação de R$ 3 milhões, prometidos pelo senador, para a aquisição de equipamentos novos. Ou seja: essa história de prestígio é balela.

A fala do senador está conectada ao atraso doentio da polarização política que tanto mal já fez ao Acre e tanto mal vem fazendo ao Brasil. O senador precisa sair desse atoleiro. E que não ouse tentar nos impedir de avançar.

Ganhe quem ganhar, o que não podemos permitir é a volta de democratas que têm a mesma prática dos ditadores.

A democracia não precisa de tornozeleira.


Luiz Calixto escreve todas às quartas-feiras no ac24horas. 

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