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Com déficit de 50% de pessoal, PM e Polícia Civil do Acre podem entrar em colapso em 2021

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Tema foi debatido na sessão virtual da Assembleia Legislativa desta quarta-feira, 26, e deve ter desdobramentos no Orçamento do ano que vem

O deputado Roberto Duarte (MDB) discorreu nesta quarta-feira (26) sobre o cadastro de reserva do concurso das Polícias Militar e Civil no Acre. Ele lembrou que o governador Gladson Cameli assinou, nas eleições passadas, compromisso de que convocaria os inscritos no cadastro de reserva.

“O déficit de pessoal nas polícias é enorme, acima de 50% na PM e Civil”, disse o deputado do MDB.

Já o deputado Cadmiel Bonfim (PSDB) que também recebeu mensagens pedindo convocação de novos policiais no Acre. De acordo com o parlamentar que é militar também, atualmente, apenas a metade do quadro de pessoal está preenchido na Polícia Militar. “O PM tem de desdobrar, trabalhar por dois. Essa situação prejudica a população e é preciso reforçar os quadros”, pediu o parlamentar.

O tucano também pediu a convocação de mais uma turma do cadastro de reserva. “A previsão é que até o final do ano que vem é que 800 PMs sejam transferidos para a reserva”, disse, explicando que a reposição ocorrerá somente em 2021, se os candidatos forem convocados agora.

O deputado pediu e os rádios digitais começaram a ser instalados nas viaturas da PM. “Chegaram 315 novos rádios”, disse ele ao agradecer ao governo pelo atendimento rápido da demanda.

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) foi outro que chamou atenção para convocação dos concursados. Ele quer que o tema seja tratado na Comissão de Orçamento da Aleac visando dar a previsão orçamentária para o Estado convocar os profissionais. “Acredito que a principal será a orçamentária”, disse.

Ele repetiu que os deputados precisam criar as condições para que o tema seja tratado no orçamento do Estado porque os concursos foram altamente competitivos e as pessoas são de grande competência, de formação teórica.

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Caminhoneiros protestam contra bloqueio de ponte por imigrantes em Assis Brasil

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Cerca de 30 caminhoneiros que estão impedidos de passar pela Ponte da Integração Brasil-Peru, entre Assis Brasil e Iñapari, por conta da presença dos imigrantes haitianos e africanos que lá estão acampados desde o último dia 14, se dirigiram à prefeitura da cidade brasileira, na manhã desta quarta-feira, 24, em busca de uma solução para o impasse.

Em ambos os lados da fronteira há caminhões e carretas parados há quase duas semanas com cargas de vários produtos, alguns perecíveis, além de combustíveis. A impossibilidade de os caminhoneiros atravessarem a ponte já causa, segundo informações prestadas por eles mesmos, desabastecimento de alguns itens na cidade boliviana de Cobija.

De acordo com alguns relatos a que o ac24horas teve acesso, os caminhoneiros estão passando privações como falta de água e de banheiros no local onde os veículos estão estacionados. Uma comissão formada por alguns representantes dos profissionais foi recebida pelo prefeito Jerry Correia, que disse que a angústia deles é a mesma que a prefeitura tem enfrentado.

“Eles reconhecem que o problema não é da nossa competência, mas vieram aqui pedir ao município que o apelo deles seja levado às demais autoridades. São dezenas de caminhões que estão retidos tanto no Peru quanto no Brasil, alguns deles com cargas perecíveis e outros com cargas muito perigosas como combustíveis, que é a maioria, e também explosivos”, disse o prefeito.

Durante a conversa com o prefeito, um dos caminhoneiros disse que os imigrantes não querem ser maleáveis com a necessidade de as cargas serem liberadas para passar pela ponte e não pretendem resolver a situação pacificamente. Ele afirmou que a intenção do movimento é chamar a atenção dos governos federal e estadual para que os direitos deles sejam garantidos.

“Nós estamos pagando esse preço, perdendo as cargas e o nosso trabalho. Todos aqui têm família para sustentar e pagar parcelas de caminhão, trabalhando legalmente e pagando os nossos impostos, por isso estamos aqui não para fazer barulho e nem brigar com estrangeiros, mas para exigir os nossos direitos, chamando a atenção dos governos estadual e federal”.

Nos últimos dias, a quantidade de imigrantes em Assis Brasil diminuiu tanto na Ponte da Integração quanto nos abrigos improvisados, por conta de muitos terem resolvido retornar para as cidades brasileiras de onde saíram. No entanto, cerca de 100 pessoas ainda ocupam a travessia entre os dois países impedindo o tráfego normal de pessoas e caminhões de carga.

O prefeito Jerry Correia disse que chegou a cortar o fornecimento de alimentação aos imigrantes acampados na ponte na semana passada, quando o número de pessoas se tornou menor, no intuito de que eles voltassem para os abrigos, mas a concentração voltou a aumentar e a assistência prestada pelo município aos estrangeiros foi retomada no local.

*Com colaboração do repórter Almir Andrade, do Sistema Público de Comunicação do Acre.

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MP abre investigação para averiguar possíveis irregularidades em vacinação de idosos na Capital

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O promotor de justiça Júlio César, do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), instaurou procedimento preparatório para averiguar possíveis irregularidades no processo de vacinação contra a Covid-19 de idosos e pessoas com deficiência permanente em Rio Branco.

No documento, assinado pelo promotor de Justiça Júlio César de Medeiros, o MPAC destaca que milhares de pessoas idosas estão à espera da primeira dose da vacina contra a Covid-19, sem que tenha sido apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) um plano de vacinação destinado aos idosos, que fazem parte do grupo prioritário para recebimento das doses, o que gera uma crise de depressão e ansiedade num público alvo já vulnerável.

O promotor de Justiça ressaltou que Rio Branco começou a vacinar no dia 29 de janeiro os idosos acima de 80 anos acamados, com expectativa de imunizar 600 idosos nessas condições. Entretanto, conforme balanço divulgado pela Vigilância Epidemiológica, até o dia 17 de fevereiro apenas 285 idosos acima de 80 anos acamados, além de 279 idosos acima de 90 anos, e 161 idosos acima de 60 anos institucionalizados, haviam sido vacinados.

“A publicação de calendário de vacinação pela Secretaria Municipal de Saúde, contendo cronograma com dia e hora definidos, referente à vacinação desse público prioritário, cumpre um dever de informação e transparência à sociedade, proporcionando planejamento e mais adesão, além de minimizar os impactos da pandemia na saúde mental dessas pessoas, vez que transtornos psicológicos como ansiedade e depressão representarão uma epidemia oculta na era da Covid-19”, destacou o promotor.

Por fim, o promotor requisitou ao secretário municipal de Saúde, Frank Lima, no prazo de 72 horas, a publicação de calendário de vacinação de pessoas idosas, apresentação de plano de vacinação local, levantamento prévio de eventuais idosos em situação de rua e institucionalizados, visando dar transparência na informação à sociedade, entre outras medidas, reforçando que o não atendimento injustificado ensejará as medidas judiciais cabíveis.

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Número de imigrantes em Assis Brasil diminui, mas crise persiste, segundo prefeito

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Fronteira tem caminhões de carga estacionados no lado peruano

Em entrevista concedida às rádios Aldeia FM e Educadora AM de Xapuri, na manhã desta terça-feira, 23, o prefeito de Assis Brasil, Jerry Correia, voltou a chamar a atenção para a necessidade de o governo federal tomar medidas mais sólidas com relação à crise que se arrasta na fronteira com o Peru, onde muitos imigrantes haitianos e africanos continuam retidos.

O prefeito disse que, apesar do apoio do governo do estado e da visita de representantes de dois ministérios do governo Bolsonaro (Desenvolvimento Regional e Cidadania), ainda não foram tomadas medidas concretas para a solução definitiva do problema que tornou caótica a vida dos cidadãos da pequena cidade fronteiriça, sede de um município que tem apenas 7.500 habitantes.

Jerry Correia afirmou ainda que a quantidade de imigrantes diminuiu tanto na Ponte da Integração quanto nos abrigos improvisados, por conta de muitos terem resolvido retornar para as cidades brasileiras de onde saíram. Contudo, a situação permanece difícil em razão da incapacidade logística do município para garantir assistência digna aos estrangeiros.

O gestor advertiu que o problema não se resume às dificuldades de abrigar e alimentar os imigrantes. Segundo ele, toda a fronteira Bolpebra (Brasil/Bolívia/Peru) começa a sentir os efeitos da crise. Um dos exemplos disso é a enorme fila de caminhões e carretas que estão parados no lado peruano sem poder passar para o território brasileiro por causa da ocupação da ponte.

“A maioria dos veículos está carregada com combustíveis e alimentos que têm como destino a Bolívia. Isso é uma clara demonstração de que o problema não é só nosso. Para nós, não basta mais apenas ajuda com mantimentos e manifestações de solidariedade. Precisamos de uma ação que resolva o problema de maneira definitiva”, clamou o prefeito.

Por fim, o prefeito disse que tenta articular para que a viagem do presidente Jair Bolsonaro ao Acre, que está prevista para esta quarta-feira, 24, seja estendida a Assis Brasil para que ele veja de perto a situação do município. Bastante improvável de se concretizar, a intenção de Jerry Correia exprime a agonia que o caos na fronteira tem causado ao jovem administrador.

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Secretário é acusado de “copiar e colar” Plano Nacional de Imunização em Rio Branco

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O vereador Emerson Jarude, do MDB, em sessão online desta terça-feira, 23, disparou críticas ao secretário municipal de saúde Frank Lima, em relação ao plano de vacinação contra à Covid-19 em Rio Branco.

Em sua fala, o parlamentar afirmou que o secretário fez um “copia e cola” do Plano Nacional de Imunização (PNI). Em outro trecho, Jarude disse que Frank não cumpre nem o que foi enviado pela própria pasta à Câmara de Vereadores em relação à vacinação na capital acreana.

Jarude citou que, de acordo com o plano enviado pelo secretário, no momento, estariam abertas doze Unidades de Referência da Atenção Primária (URAP) e a Policlínica do Barral y Barral e dois drive-thru para vacinação contra à Covid-19, mas que no momento, só o drive-thru do 7º BEC estaria funcionando.

“Eu acredito que o senhor nem chegou a ler esse plano. Aí a irresponsabilidade é sua, secretário, pela incompetência e a negligência na vacinação em Rio Branco. Eu acredito que o senhor nem chegou a ler o plano, porque é um copia e cola do Plano Nacional de Imunização, foi isso que ele fez. Ele só colocou algumas informações adicionais, mas na verdade, ele deveria detalhar e especificar o plano nacional de vacinação adaptado a nossa realidade e digo que ele não chegou a ler, porque ele não está cumprindo o plano que foi enviado para nós. O senhor tem que falar menos e trabalhar mais secretário. Está na hora de agir com responsabilidade e seriedade”, disse o vereador.

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