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Antônia Lúcia negocia acordo para apoiar Socorro Neri em troca de mandato de 120 dias em Brasília

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A ex-deputada federal Antônia Lúcia Câmara, presidente do Partido Liberal (PL) no Acre tem feito uma verdadeira peregrinação em busca de se valorizar e fortalecer sua sigla nas eleições de 2020. Até o mês o passado, ela e seu grupo político estavam inclinados a apoiar a pré-candidatura do tucano Minoru Kinpara a prefeitura de Rio Branco, mas as intenções parecem ter esfriado depois que o vice-governador Major Rocha deixou o ninho tucano para ir para o PSL.

Recentemente a missionária se reuniu com o governador Gladson Cameli para tentar compor com a chapa de Socorro Neri, candidata a reeleição. As tratativas com o governador teriam condições curiosas para que Neri tivesse o seu apoio. A primeira seria a indicação de vice na chapa da prefeita e caso isso não fosse possível, que Cameli intercedesse junto a bancada federal que apoia o seu governo, no intuito de convencer um deputado federal a pedir licença do cargo por 120 dias para que a “bispa”, que é suplente da coligação, tomasse posse do cargo.

Antônia Lúcia confirmou as conversas ao ac24horas e destacou que caso algum deputado federal abrisse mão do mandato pelo período, nenhum assessor seria exonerado e ela ainda faria questão de repassar o salário de deputado para o licenciado. “Não quero dinheiro, não quero cargo, quero apenas o mandato para trocar os meus projetos que estão parados em Brasília. Lhe garanto que nesse período eu traria muitos recursos para o Acre e também daria continuidade ao projeto para transferir o auxílio reclusão dos bandidos para as vítimas de crimes”, disse.

O ac24horas apurou que o governador ainda chegou a falar sobre o assunto com alguns deputados federais, mas ao que parece, ninguém topou abrir mão do mandato para a evangélica.

A mesma proposta que chegou para Cameli, também foi exposta ao deputado federal Flaviano Melo (MDB). Antônia Lucia confirmou que caso o emedebista abrisse mão do mandato por 120 dias, ela apoiaria a pré-candidatura a Roberto Duarte (MDB) a prefeitura de Rio Branco. Melo teria negado qualquer interesse em participar da manobra da missionária para retornar a Brasília, onde o seu marido, o deputado federal Silas Câmara, exerce grande influência na bancada da região norte.

Apesar de bater em várias portas, a missionária não descarta que esteja no palanque de Minoru. “Estou esperando a deputada federal Mara Rocha chegar de viagem, pois, ela está cuidando do esposo que recentemente foi cirurgiado no coração. Acredito que até semana que vem, tenha uma definição sobre isso. Como ainda não conversei com ela, estou aberta a propostas. Eu não vou ficar recebendo recado de garçom. É ela que manda no partido, como ela mesmo disse ao governador pela imprensa, na base do chicote”, disse Antônia Lúcia. Questionado pelo ac24horas se o presidente do PSDB, Manoel Pedro, o Correinha, seria o tal garçom, a evangélica deu gargalhada.

Próximo às convenções, Antônia Lúcia destaca que em torno dessas negociações também não está descartado o PL lançar candidatura a prefeitura de Rio Branco. “Se nada disso prosperar, existe possibilidade de eu ser candidata a prefeita ou então que indique o engenheiro Thiago Caetano para a disputa. Estamos analisando as possibilidades”, disse.

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Por falta de formação superior, Roxinho será exonerado do IMAC

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Menos de uma semana após ser nomeado diretor do Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC), Julio Cesar Moura de Farias, mais conhecido como Roxinho, será exonerado do cargo. Ele voltará a ocupar o cargo de Chefe de Departamento e ficará à disposição do governador Gladson Cameli, seu padrinho político. O ac24horas apurou que o ato de exoneração e novo remanejamento será publicado na edição da próxima terça-feira, 9, do Diário Oficial do Estado.

A reportagem ouviu de assessores palacianos que o motivo de Roxinho ser exonerado é por não ter formação superior para a função e também por um erro interno na escolha do nome que deveria substituir Adelaide de Fátima, exonerada em fevereiro do cargo após decisão do juiz Raimundo Nonato, da 3º Vara Criminal de Rio Branco, que determinou o afastamento dela da função por entender que havia conflito de interesses no cargo já que ela foi denunciada pelos crimes de falsidade ideológica e por dificultar a fiscalização em questões ambientais de também por adquirir madeira sem licença prévia.

Inicialmente nomeado para ocupar o cargo de chefe de Departamento da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac), Roxinho foi responsável por promover uma série de cafés da manhã que ele mesmo patrocinava no órgão. Com jeitinho, ele foi agradando os servidores do setor e passou a ser conhecido como o “Rei do Mingau”.

Roxinho acompanha Cameli desde a época do senado. Ele era nomeado no gabinete do então senador na época.

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Hidrelétrica coloca Acre em alerta e não descarta apagão geral

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A concessionária que administra a hidrelétrica de Santo Antônio, que fica na região de Porto Velho (RO), alertou o governo federal que o Estado do Acre e de Rondônia podem ficar às escuras ainda no primeiro semestre deste ano. As informações são do Estadão.

No documento, a concessionária explica que o apagão poderá ocorrer devido ao baixo volume de água no reservatório comprometendo a geração de energia.

Nesse sentido, ela pede ao governo que eleve o nível do reservatório, entretanto isso implica em um crime ambiental, com a inundação de uma área de mais de 500 hectares, localizada no Parque do Mapinguari, que já sofreu com a redução de sua área para a implantação do lago artificial.

Seis das cinquenta turbinas da Santo Antônio são responsáveis por atender Acre e Rondônia. O colapso pode ser de 57 dias, com paralisação de 100% da capacidade de produção de energia.

“A usina de Santo Antônio é especialmente importante para o atendimento dos Estados do Acre e Rondônia. A redução poderá afetar o suprimento energético da região, além de ocorrer restrição de atendimento de cerca de 20% da região, com “possibilidade de ocorrer eventos similares verificados recentemente no Amapá”, ou seja, um apagão geral”, diz o documento.

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Campanha de socorro ao Acre pelas enchentes supera R$ 1 milhão

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A Campanha SOS Acre, iniciativa do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e parceiros, tem ecoado seu pedido de apoio humanitário por todo o país e nesta quinta-feira, 4 de março, antes de completar duas semanas de seu lançamento, superou a marca de mais de R$ 1,1 milhão em doações para a população afetada pelas cheias dos rios no Acre.

A procuradora-geral de Justiça do MPAC, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, que esteve pessoalmente em algumas comunidades ribeirinhas entregando donativos para as famílias, falou sobre o sentimento de gratidão para com aqueles que estão ajudando e acreditaram no MP acreano como parceiro e instituição séria, para juntos realizarem esse ato de solidariedade e solicitude para com o povo acreano.

“Gratidão aos nossos parceiros e aos mais de cinco mil apoiadores de todo o Brasil que se sensibilizaram com a tragédia que o Acre enfrenta, e estenderam a mão à população acreana nesse momento. Graças a esses aliados imprescindíveis, alcançamos hoje a soma de mais de R$ 1 milhão para socorrer o povo. Registro a gratidão do MPAC ao Tribunal de Justiça, instituições públicas, poderes, artistas, órgãos de comunicação e toda a sociedade civil, por se aliarem a nós e, assim, levarmos ajuda e um alento a tantas famílias que precisam reconstruir suas vidas nesse momento”, manifestou a procuradora-geral de Justiça.

Os números da Campanha SOS Acre

A Campanha SOS Acre foi lançada pelo MPAC no dia 19 de fevereiro de 2021, quando os rios começaram a transbordar em razão das fortes chuvas. Após 13 dias de seu lançamento, o MPAC registrou a soma de R$ 1.198.260,68 advindos de 5.806 apoiadores de todo o país. A Campanha já ajudou 14.250 pessoas que foram afetadas pelas cheias dos rios e também está levando ajuda humanitária a haitianos e venezuelanos que sofrem com uma crise migratória na fronteira com o Peru.

Desse total anunciado, R$ 719.688,44 já foram investidos na entrega de donativos contendo itens de primeira necessidade, como alimentos, água potável, kits de limpeza e higiene pessoal, colchões, fraldas e kits de prevenção à Covid-19. Do total arrecadado, ainda resta um saldo de R$ 478.572,24 que resultará em mais entregas para a população desabrigada pelas alagações e imigrantes na fronteira.

Confira a Transparência da Campanha SOS Acre clicando em: https://www.mpac.mp.br/sosacre/

Com informações da agência do MPAC.

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DPU envia emissário para negociar liberação de ponte em Assis Brasil

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A Defensoria Pública da União (DPU) enviou representante ao município de Assis Brasil (AC), na fronteira com o Peru, para defesa da população no processo de reintegração movido pela União para a liberação da Ponte da Integração, ocupada por migrantes haitianos impedidos de atravessar para o país vizinho. Em razão da crise sanitária causada pela Covid-19, o Peru pretende manter a fronteira fechada pelo menos até setembro de 2021, o que tem gerado acúmulo, no município acreano, de migrantes que desejam seguir viagem para a América do Norte.

“O município tem muito pouca estrutura de apoio de assistência social”, afirma o coordenador do Grupo de Trabalho Migrações, Apatridia e Refúgio (GT-MAR), João Chaves, enviado da DPU à região. Segundo o defensor, parte dos cerca de 400 migrantes está em situação de rua. “Fizemos uma reunião muito positiva com a sociedade civil, em que foram apresentadas as principais demandas de assistência social do município. Tivemos um diálogo produtivo de buscar alternativas e ficou muito evidente a necessidade de investimento de longo prazo na região de Assis Brasil. Não só neste, mas em todos os municípios do Alto Acre, principalmente Epitaciolândia e Brasileia, para fortalecer as políticas de assistência social”, completou Chaves.

O coordenador do GT-MAR também visitou a ponte, onde um grupo de migrantes está acampado, incluindo cerca de 20 crianças e cinco mulheres grávidas. Na oportunidade, o defensor apresentou o trabalho da DPU e atualizou os migrantes sobre a situação do processo de reintegração de posse, discutida em audiência realizada nessa quinta-feira (4). De acordo com João Chaves, a Defensoria busca uma solução amigável, que contemple minimamente os interesses dos migrantes e proteja em especial os grupos mais vulneráveis.

“Vamos participar também de uma reunião com o prefeito de Assis Brasil, pensando em como aumentar as capacidades de assistência social do município, incluindo assistência emergencial, já que há uma demanda de água, alimentos e atendimento médico”, afirmou Chaves. A DPU também fará visitas às escolas que servem de abrigo improvisado para parte dos migrantes, a fim de verificar a situação in loco. (DPU)

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