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Xapuri segue com números altos e sobe para o terceiro lugar em incidência de Covid-19

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Xapuri entrou na segunda quinzena do mês de agosto com a média móvel de 20 novos casos diários. Esses números elevaram para 721 o total de infecções pelo novo coronavírus confirmadas no município.

Nesta terça-feira, 18, foram mais 21 novos casos registrados, a mesma quantidade do dia anterior. Também foi acrescentado mais um óbito na atualização do Boletim Municipal, elevando o total para 13 mortes, um aumento de mais de 100% no decorrer de agosto.

O número alto de casos também tem promovido a cada dia a subida do município no ranking da incidência de Covid-19 no Acre. Xapuri já é o terceiro colocado entre os que mais possuem casos por grupo de 100 mil habitantes – taxa de 3545,0.

O Alto Acre tem agora os três municípios com maior incidência de casos do novo coronavírus. Assis Brasil, com taxa de 5.932,3, e Brasiléia, com 3.938,7, são os dois primeiros. A incidência da Covid-19 no Acre é de 2.622,8 casos por 100 mil habitantes.

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Cidades

Brasiléia acumula 24 óbitos e tem 10 pacientes internados por Covid-19

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Xapuri e Assis Brasil superam 11 casos por grupo de 100 pessoas

Reclassificada para a faixa vermelha (emergência) pelo Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19, a regional do Alto Acre segue apresentando números altos relacionados ao avanço da epidemia provocada pelo novo coronavírus.

O último boletim da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) indica que o acumulado de casos positivos em Xapuri, Epitaciolândia, Brasiléia e Assis Brasil é de 5.299, o que representa mais de 10% do total registrado em todo o estado.

Xapuri é o município com o maior número de casos (2.176) e de maior incidência por grupo de 100 mil habitantes (11.104,3/100.000). Com 831 casos, Assis Brasil tem taxa de incidência um pouco menor (11.030,0/100.000).

Com a menor taxa de incidência da regional (3.968,8/100.000), o município de Epitaciolândia tem 742 casos confirmados de Covid-19 e registra 18 óbitos em decorrência da doença, a maior taxa de letalidade entre os quatro vizinhos (2,4%).

Brasiléia é o município que possui o maior número de mortes – 24 óbitos para 1.550 casos confirmados. Quanto à incidência, são 5.804,8 para cada grupo de 100.000 habitantes. Até o último boletim havia na cidade 10 pessoas internadas.

Medidas

Não há medidas relacionadas a fechamento de atividades comerciais em Brasiléia, mas a equipe da Vigilância em Saúde está realizando trabalho de conscientização e verificando se os estabelecimentos estão seguindo os protocolos de saúde e segurança no trabalho conforme preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em Xapuri foram tomadas medidas mais rígidas, com imposição de normas por meio de decretos municipais. Na cidade, os bares, restaurantes e similares só podem funcionar até as 9 horas da noite e está proibida a circulação de pessoas nas vias públicas entre as 10 horas da noite e as 5 horas da manhã seguinte.

Já em Assis Brasil, além de baixar decreto disciplinando horários de funcionamento de estabelecimentos comerciais, a prefeitura instalou uma barreira sanitária na travessia do Rio Acre para monitorar a entrada de estrangeiros no município e orientar os barqueiros sobre as medidas.

Em Epitaciolândia, o prefeito Sérgio Lopes se dedicou, nessa segunda-feira, 25, a distribuir cestas básicas para cerca de 40 famílias que necessitam de auxílio em razão da pandemia. “É uma ajuda importante nesse momento em que a economia das pessoas enfraquece”, disse o gestor durante as entregas.

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Cidades

Número de casos e internações por Covid-19 cresce muito em Sena e preocupa autoridades

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Houve aumento no número de casos de Covid-19 3.453 casos e cresceram as internações em Sena Madureira: 8 pessoas estão internadas no hospital de campanha nesta segunda-feira (25) -5 a mais que a média da 2a semana de janeiro.

A população deve redobrar os cuidados sanitárias de modo a precaver ao máximo o contágio. O fator principal é evitar aglomeração e usar sempre máscara, além de manter as mãos limpas com água e sabão ou álcool em gel.

A situação preocupar a Secretaria de Saúde de Sena Madureira que pede aos moradores adotarem efetivamente postura de prevenção.

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Cidades

Saúde de Tarauacá anuncia médico em dois turnos no Corcovado a partir de hoje (25)

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A Secretaria de Saúde de Tarauacá diz que uma de suas unidades básicas começa a atender em dois turnos a partir desta segunda-feira (25).

“Estive na quinta-feira, dia 21, juntamente com nossa equipe da Semsa, dando posse ao novo coordenador do posto do Corcovado. Na oportunidade fizemos a entrega de materiais permanentes como TV, impressora e cafeteira, e como melhor notícia, informamos que a partir de segunda terá um médico atendendo pela manhã e a tarde”, disse o secretário de Saúde de Tarauacá, Aderlândio França.

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Cidades

Aritmética Bisonha da vacinação

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As ações do Governador Gladson Cameli durante a pandemia lhe renderam elevada aprovação dos acreanos, medida em pesquisas de opinião.

O momento atual das agruras dessa pandemia, no entanto, é a busca frenética das pessoas pela vacina tornada literalmente uma questão de vida ou de morte. E ela colocou novos desafios aos governantes frente às expectativas de sobrevivência da população.

Não se pode dizer que a vinda das doses da vacina Coronavac para o Acre tenha sido um brilhante êxito para além das ações publicitárias. Refiro-me aos seus quantitativos. Eles foram lesivos aos interesses de muitos acreanos.

Não é necessário usar-se algoritmos sofisticados ou cálculo diferencial para demonstrar isso. Basta se recorrer à antiga e elementar aritmética: divida- se seis milhões de doses de vacinas do Butantan por duzentos e dez milhões de brasileiros; multiplique-se o quociente dessa divisão por 910 mil acreanos e se obterá um produto de 26 mil doses. Como cada pessoa para ser imunizada terá de tomar duas doses da Coronavac, no espaço de um mês, as 26 mil vacinas dariam para imunizar 13 mil acreanos; sem margem de segurança em torno de 10%, é óbvio.

A programação da primeira fase da Secretaria Estadual de Saúde do Acre propõe a imunização preferencial de 19.402 pessoas, sendo 12.815 indígenas vivendo em aldeias, 66%; 6.343 trabalhadores da saúde, 32,7%; e 244 idosos em casas de repouso, 1,3%.

Não há dúvidas de que os três grupos são, de fato, prioritários. Não se afigura razoável contestar esta escolha. Mas há uma anomalia nesta distribuição, uma incongruência. Os indígenas são geridos e são responsabilidade exclusiva do Governo Federal. Este ente federativo é o único a legislar sobre a questão indígena e é, inclusive, o proprietário único de suas terras.

É injusto e inaceitável passivamente que o Governo Federal com o avassalador poderio que possui faça cortesia com o chapéu alheio, como se diz no popular, e atire sobre os ombros dos acreanos comuns os ônus de sua responsabilidade e tenha para isso a cumplicidade de lesa povo do Governo do Estado do Acre.

Esta distribuição das preferências praticadas no Acre negou aos acreanos simples mais de 6000 pessoas imunizadas. Os trabalhadores da saúde que lidam diuturnamente com a Covid 19 nas UTIs, nas enfermarias, nos consultórios, em todos os ângulos da linha de frente do combate, são a prioridade das prioridades na tenebrosa calamidade desta pandemia trágica.

E eles, desventuradamente, foram relegados, foram menoscabados, nem chegando a uma terça parte dos imunizados necessários, vitais; nem sequer chegaram a 33% dos escolhidos. Estranha estratégia essa que desarma ou mal arma os sapadores e os infantes que enfrentam com risco de morte minuto a minuto o pavor desta guerra terrificante.

As expectativas da população e dos agentes sociais com a performance da vacinação no Acre foram tomadas de glacial desapontamento, ante sala do desalento. A taça de fel impôs-se num brinde à amargura.

A falta de transparência das autoridades gestoras beirou à arrogância tanto na capital quanto nos municípios. É possível que não tenham sido bem debatidas com a comunidade as 25 doses de vacina enviadas ao Bujari, 32 à Capixaba e 203 à Sena Madureira, a terceira maior população municipal do Acre, por exemplo.

Sei que serei acusado de ser inimigo dos indígenas.

Não, não o sou!

Acho que o Estado Brasileiro lhes deve muito mais de que a preferência em vaciná-los. Apenas estou dizendo que esta conta não é nossa não é dos acreanos; é do Governo Federal do Brasil, é da poderosa União.

De resto, em minha mestiçagem familiar prevalece o sangue pré colombiano. Meu próprio nome é inspiração do meu tio João “ Caboquim “ sugerido por meu pai, Adalberto “ Caboquim “.

Esperei que algum intelectual de imprensa, algum parlamentar, algum professor de matemática, algum sábio das redes sociais, algum prefeito, enfim, que alguma criatura qualquer suscitasse essa questão. Não foi possível; apenas conheci uma postagem do pesquisador Francimar Façanha nas redes sociais abordando a temática.

Estou tocando em assunto tão árido, estou colocando meu pescoço na forca por dois motivos essenciais:

  1. a) porque a oferta de vacinas no Brasil e no Acre será feita aos poucos, devagar, fatiada de várias vezes, paulatina, frugal e sofridamente e sugiro ao Governo do Acre que recupere junto ao Governo Federal as 13 mil vacinas que ele nos esbulhou e, por conseguinte, deve aos acreanos. Afinal de contas, uma vacina, uma vida;
  2. b) porque posso contrair Covid 19 e morrer, da mesma forma que morreu meu querido irmão Adalberto Correia.

Não quero morrer entalado e sem ar, sem ter manifestado meu desapreço e deserdar a quem quer que seja do direito e do poder de negociar em proselitismo e de forma inconfessável a minha dose de vacina.

*João Correia Sobrinho é professor universitário – UFAC

 

 

 

 

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