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Artistas acreanos persistem no sonho de viver da arte em tempos de pandemia

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O ac24horas saiu da cidade grande para dar visibilidade a dois artistas acreanos pouco conhecidos. Eles são bastante diferentes, olhando pelo tipo de trabalho que fazem, mas com a essência semelhante a tantos outros que se dividem entre fazer duas coisas ao mesmo tempo. Viver da arte já é algo que deve ser compreendido como raro por essas bandas da Região Norte.

Para chegar à chácara do Remilson, artesão que trabalha móveis rústicos, o videomaker Kennedy Santos teve que pegar estrada de asfalto e barro pelo ramal 14, da estrada que liga Acrelândia a Plácido de Castro. No verão, quase não tem problema de acesso, mas no inverno, sim.

O artesão vive de maneira simples em uma bela casa onde mora com dois filhos e a esposa, que não estava presente durante o tempo que a equipe fez o registro. O espaço é todo mobiliado com recursos da floresta. Ele trabalha de forma sustentável, aproveitando tudo que a natureza entrega para ele de “mão beijada”.

Na cidade vizinha, Acrelândia, o videomaker mostra a história de Xaolin, jovem artista que mesmo tendo percebido o dom artístico aos cinco anos de idade, o desprezou por um longo tempo, mas a arte estava grudada no coração dele. Os anos se passaram e depois de fazer as pazes consigo mesmo, voltou a desenhar. Seus desenhos impressionam pelos detalhes. Veja o vídeo até o fim e compartilhe, quem sabe possa influenciar positivamente outras pessoas.

Assista ao vídeo:

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Destaque 4

Após aprovação da Anvisa, SP aplica 1ª dose da CoronaVac antes do início do plano nacional

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O governo de São Paulo aplicou a primeira dose da CoronaVac na tarde deste domingo (17), após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial da vacina contra a Covid-19.

A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, moradora de Itaquera, na Zona Leste da capital paulista, foi a primeira pessoa, fora dos estudos clínicos, a receber a vacina.

Mulher, negra, Mônica faz parte do grupo de risco para a doença, e atua na linha de frente contra Covid-19 no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Ela foi voluntária da terceira fase dos testes clínicos da CoronaVac realizados no país e tinha recebido placebo.

Após ser imunizada, ela recebeu do governador João Doria (PSDB) um selo simbólico com os dizeres “Estou vacinado pelo Butantan” e uma pulseira com a frase “Eu me vacinei”.

A aplicação foi feita no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e foi acompanhada pelo governador João Doria (PSDB).

A enfermeira Jéssica Pires de Camargo, de 30 anos, funcionária do Controle de Doenças e Mestre de Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo, foi responsável por aplicar a dose.

O segundo a ser vacinado foi o enfermeiro Wilson Paes de Pádua, de 57 anos, do hospital Vila Penteado, na Zona Norte. “Estou muito feliz, acho que nós temos que lutar pela vacina, lutar pela ciência, para melhorar a saúde e sair dessa pandemia. Me sinto muito orgulhoso e feliz desse momento”.

Ele contou que perdeu colegas e foi infectado pela Covid-19 em junho, enquanto atuava na linha de frente da pandemia. “Pensei que ia morrer, tinha momentos que rezei para Deus pensando que estava partindo”.

Aprovação

Na tarde deste domingo (17), a diretoria da Anvisa aprovou, por unanimidade, a liberação do imunizante para uso emergencial, seguindo a recomendação apresentada pela área técnica.

Os diretores acompanharam o voto de Meiruze Freitas, relatora dos pedidos. No caso da Coronavac, a diretora condicionou a aprovação à assinatura de termo de compromisso e publicação em “Diário Oficial”.

A decisão passa a valer a partir do momento em que houver a comunicação oficial ao laboratório. Ela será publicada no portal da Anvisa, no extrato de deliberações da Diretoria.

O pedido sobre a Coronavac foi apresentado em 8 de janeiro pelo Instituto Butantan e é referente a 6 milhões de doses importadas, produzidas pela farmacêutica chinesa Sinovac. O Butantan também desenvolve a vacina no Brasil.

Durante a apresentação dos dados, o gerente de medicamentos da Agência, Gustavo Mendes, fez críticas ao atraso no envido de dados do Instituto Butantan.

Ele também considerou como pontos de incerteza o número de idosos testados, a falta de informações sobre os intervalos entre a primeira e a segunda dose de todos os pacientes testados.

Com a aprovação o Brasil, se tornará o quarto país a iniciar o uso emergencial do fármaco, após China, Indonésia e Turquia.

Ministério da Saúde

Após a recomendação favorável da área técnica, o governador João Doria disse, em postagem nas redes sociais, que o Instituto Butantan irá entregar as vacinas ao Ministério da Saúde, responsável pela distribuição do imunizante no país.

“Determinei que tão logo a Anvisa aprove o uso emergencial da Vacina do Butantan, o Instituto Butantan entregue imediatamente as vacinas ao Ministério da Saúde para que sejam distribuídas a SP, DF e todos os estados brasileiros. O Brasil tem pressa para salvar vidas”, diz a publicação.

Nesta sexta (15), o Ministério da Saúde pediu ao Butantan a entrega ‘imediata’ de 6 milhões de doses prontas da Coronavac, que estão em poder do instituto e foram importadas do laboratório Sinovac, da China, parceiro do Butantan na produção do imunizante.

Através de ofício, o ministério informou que o montante é referente ao contrato de R$ 2,6 bilhões, firmado entre o órgão federal e o laboratório paulista para a inclusão da Coronavac no Programa Nacional de Imunização (PNI).

O Butantan já tinha prometido entregar as doses após a Anvisa autorizar o uso emergencial da vacina, mas questionava o Ministério da Saúde sobre quantas doses da CoronaVac serão destinadas ao estado de São Paulo no PNI.

A gestão João Doria (PSDB) estima que o estado de São Paulo tem direito a cerca de 1,5 milhão de doses – o cálculo é feito com base no tamanho da população do estado.

Disputa política

A CoronaVac envolve uma disputa política entre o governador de São Paulo, João Doria, e o presidente Jair Bolsonaro. Em outubro, o presidente chegou a dizer que o governo federal não compraria a Coronavac.

No começo de janeiro, porém, o Ministério da Saúde informou assinou um contrato com o Instituto Butantan para adquirir todas as 100 milhões de doses que o órgão produzir.

A proposta anunciada pelo Ministério da Saúde a prefeitos era começar a vacinação na quarta-feira (20) após a liberação do uso emergencial pela Anvisa. O governo pretendia iniciar a vacinação com as duas milhões de doses da vacina da AstraZeneca, produzidas na Índia.

Um avião brasileiro estava previsto para decolar na sexta-feira (15) para a Índia, mas o voo foi adiado por “problemas logísticos internacionais”. O adiamento ocorreu depois que o governo indiano dizer que não poderia dar uma data para a exportação de vacinas produzidas no país.

Depois do adiamento do voo Ministério da Saúde pediu que o Instituto Butantan entregasse todas as 6 milhões de doses da Coronavac disponíveis.

Eficácia da CoronaVac

Os testes da CoronaVac no Brasil foram feitos em 12.508 voluntários – todos profissionais de saúde da linha de frente do combate ao coronavírus – e envolveram 16 centros de pesquisa.

A vacina registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no país, índice que aponta a capacidade do imunizante de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves.

O número mínimo recomendado pela OMS, e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é de 50%.

Na prática, a CoronaVac tem potencial de:

– reduzir pela metade (50,38%) os novos registros de contaminação em uma população vacinada;

– reduzir a maioria (78%) dos casos leves que exigem algum cuidado médico.

– Além disso, nenhum dos vacinados ficou em estado grave, foi internado ou morreu.

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Destaque 2

Vacinação contra Covid-19 pode iniciar já na próxima terça no Acre, diz Gladson

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O governador Gladson Cameli informou na tarde deste domingo, 17, enquanto se dirigia ao Aeroporto de Rio Branco para viajar em São Paulo, para buscar o primeiro lote de vacina contra a Covid-19, que caso as doses cheguem no Acre na segunda-feira, 18, a campanha de imunização deve iniciar já na terça-feira, 19.

“Se eu conseguir trazer essas doses já na segunda, eu já começo a vacinar já no outro dia. Não tenha dúvida. Estou correndo contra o tempo”, disse Cameli, revelando que neste primeiro lote deve chegar ao Acre entre 30 mil a 60 mil doses.

Uma solenidade será realizada nesta segunda-feira, 18, em São Paulo. O presidente da república, Jair Bolsonaro, entrou em contato com Cameli e demais governadores para uma solenidade na capital paulista.

Como a Coronavac, vacina do Instituto Butantan, é a única substância disponível em solo brasileiro, esta será distribuída aos governos primeiramente.

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Cotidiano

Uninorte, U:VERSE e CERB não registram candidatos atrasados no 1º domingo de Enem

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Ao contrário de anos anteriores, as instituições de ensino como Uninorte, U:VERSE [antiga FAAO] e o Colégio Estadual Barão do Rio Branco (CERB), não tiveram ocorrências de candidatos atrasados neste domingo, 17, do Enem.

Os videomakers do ac24horas, Kennedy Santos e Whidy Melo, acompanharam os locais de prova onde constataram uma movimentação muito tranquila, e principalmente, a chegada bem antes do horário por parte dos candidatos.

No Acre, mais de 40,6 mil candidatos farão as provas presenciais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A abertura dos portões ocorreu como nas edições anteriores: às 9h30 (horário local) e fecham às 11h (horário local).

Em Rio Branco, a Superintendência de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTrans), informou que neste domingo, 17, foram colocados nove ônibus a mais circulando para atender a demanda dos candidatos. Ao todo, 47 coletivos farão o transporte dos estudantes em Rio Branco.

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Extra Total

Bolsonaro liga para Gladson ir a São Paulo buscar primeiro lote da vacina contra Covid-19

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O governador Gladson Cameli recebeu na tarde deste domingo, 17, uma ligação telefônica do presidente Jair Bolsonaro o convidando para ir buscar em São Paulo o primeiro lote de vacinas que serão aplicadas no Acre.

O ac24horas apurou que Bolsonaro está convidando todos os governadores brasileiros para participarem de uma solenidade em São Paulo. Como a Coronavac, vacina do Instituto Butantan, é a única substância disponível em solo brasileiro, esta será distribuída aos governos primeiramente.

Ainda não se sabe qual seria a quantidade exata desse primeiro lote que o Estado receberia, mas a estimativa é entre 30 mil a 60 mil doses. Na primeira quinzena de fevereiro, a quantidade pode chegar a R$ 160 mil.

Cameli deve embarcar ainda hoje para a capital paulista. A expectativa é que a campanha de imunização inicie ainda nesta semana, o mais tardar no dia 21 de janeiro, numa quinta-feira, porém o governador afirmou ao ac24horas que a data pode ser adiantada. “Chegando no dia, no outro eu já começo a vacinar. Pode ser antes do dia 21 com certeza. Se eu chegar na segunda com essas doses, na terça já começa”, disse.

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Bombando

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