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No Acre, indicador na regressão do decreto é taxa de ocupação em UTI

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O Acre tem sete indicadores para medir o cenário da epidemia do novo coronavírus. Apesar de o estado ter registrado diminuição das mortes provocadas pela Covid-19, a coordenadora do “Pacto Acre Sem Covid” informou que apenas este fator não é capaz de mudar a situação do decreto governamental que impera sobre o comércio. Isso porque, segundo a farmacêutica Karolina Sabino, o indicador mais importante nos critérios de reabertura ou não dos estabelecimentos, em meio à pandemia, é a taxa de ocupação nos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

O último boletim da secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) informa que o Acre tem atualmente 81,1% de ocupação nos leitos de UTI, 69,4% de ocupação nos leitos clínicos, 19,2% nos leitos pediátricos e 66,7% de ocupação nos leitos obstétricos. Além disso, o índice de novas internações também conta para a avaliação da situação dos municípios e a possibilidade de mudança da faixa vermelha para a laranja, por exemplo.

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“A redução dos óbitos é apenas um dos indicadores que interferem [na avaliação] e esperamos que esse resultado possa interferir de forma positiva. Mas ele não é o único indicador, não posso dizer que só a redução das mortes vai ajudar a fazer com que na nova reclassificação haja uma mudança”, explica Sabino.

A nova coletiva para divulgação situação de cada município ou região por conta da pandemia está prevista para ocorrer na próxima segunda-feira, dia 20. Até lá, serão analisados o comportamento da população diante da epidemia e os números de contaminados e redução de mortes, se vem se mantendo de forma contínua, aumentando ou tendo alguma outra alteração.

“A redução de mortes vai sim impactar. A sua releitura apresenta dados promissores, mas não posso dizer que só isso vai ajudar. Tudo isso é um conjunto, o conjunto desses 7 indicadores é que vai permitir uma reclassificação para uma fase mais branda”, diz a coordenadora.

As atribuições dos pesos para cada indicador é que vai determinar se uma região ou cidade sai ou não da faixa vermelha, que significa emergência devido à pandemia. “A atribuição é feita com base nas consultas a diversos órgãos. Tudo vai contribuir, mas o que tem mais peso é a taxa de ocupação em leitos de UTI. Se olharmos os boletins e esse dado se comportar positivo, se tiver melhora e essa melhora se comportar de forma contínua, isso é um ponto positivo [ para afrouxamento do decreto]”. O leito de UTI é a primeira medida que precisa para tratar um paciente muito grave, é a resposta imediata ao paciente. Se consigo ofertar imediatamente um leito de alta complexidade para salvar a vida do paciente, esse indicador é o que tem um peso maior.

De acordo com a coordenadora do Pacto Acre Sem Covid, a taxa de isolamento social também tem grande importância na avaliação, assim como o índice de novos casos, ocupação de leitos clínicos e outros fatores que medem o cenário da pandemia. “Não é um cenário estático, pode ser passível de mudanças, positivas ou negativas”, como exemplo disso, Karolina usa a região do Juruá, que passou recentemente para a faixa laranja, com menos restrições.

“O Juruá pode regredir para a faixa vermelha. Estar na laranja não quer dizer que durante todo esse processo não possa mudar. Depende da situação, do comportamento da população e do sistema de saúde”, garante.

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