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Depois de naufrágio em Xapuri, Marinha interdita balsa em travessia do Rio Acre

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A travessia do Rio Acre, em Xapuri, tem se tornado uma dificuldade crescente nos últimos anos. Com a expansão dos ramais e das propriedades rurais ocorrida nas últimas décadas no lado oposto do rio, as tradicionais catraias deixaram de suprir a necessidade da população urbana e de produtores rurais da região.

Com o crescimento da demanda do transporte fluvial, o principal modo de ir e vir entre os dois lados da cidade passou a ser por meio de balsas, como ocorre na travessia para o bairro Sibéria e região, com uma embarcação de ferro pertencente ao governo do estado, que a opera por meio do Deracre – Departamento de Estradas e Rodagens do Acre.

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Em um ponto mais acima, há outra travessia, que não dispõe de uma embarcação adequada. É no porto da praça João Damasceno Girão, na rua 17 de novembro, conhecido como “Porto do Abdon”. Lá, a balsa de madeira que faz o transporte de veículos para o “Ramal do Tabocal” naufragou última terça-feira, 23, ao não suportar o peso de uma caminhonete.

Havia a bordo, além do carro, algumas motocicletas e sete passageiros. O acidente não teve maior gravidade por causa do nível baixo das águas e de o afundamento ter ocorrido próximo a uma das margens do rio. No entanto, nesta sexta-feira, 26, se deu uma consequência relacionada ao episódio.

A Agência Fluvial de Boca do Acre se deslocou ao município, autuou a embarcação e a impediu de voltar a trafegar até que as deficiências constatadas sejam sanadas. O capitão-tenente Ricardo Lira, Agente Fluvial do município amazonense, explicou os procedimentos tomados.

“O proprietário está ciente disso e vai tomar as providências cabíveis para regularizar a balsa quanto a reparo estrutura, colocação de material de salvatagem, como coletes, boias, placa informativa de carga e número máximo de passageiros, sob pena de responder aos artigos da lei em caso de descumprimento”.

A equipe da Marinha do Brasil também realizou a fiscalização da balsa que faz a travessia principal do Rio Acre em Xapuri, mas não encontrou problemas que impedissem o seu funcionamento. Algumas pendências que foram observadas tiveram feitas as devidas notificações sob o compromisso de serem resolvidas até a próxima averiguação.

Sobre a balsa que está impedida de trafegar, a prefeitura de Xapuri, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Rural (Seminfra), informou que não há uma solução imediata para a travessia de veículos. Para a travessia de pedestres, o município dispõe de um barco a motor para a oferta do serviço, arcando com os custos de remuneração do operador e combustível.

Consultado a respeito da preocupação da prefeitura para com o problema, o chefe de gabinete, João Ribeiro de Freitas, afirmou que a resolução para o problema exige uma discussão mais ampla, com o governo do estado e os dois deputados estaduais que têm base em Xapuri, Antônio Pedro (DEM) e Manoel Moraes (PSB), considerando que o município não têm recursos para arcar com a manutenção de uma balsa.

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