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Estudo aponta 5,4% de pessoas com anticorpos para Covid-19 em Rio Branco

Um profissional de saúde realiza um teste finalizado em um local de testes de coronavírus fora dos Serviços Comunitários de Saúde Internacionais no Distrito Internacional de Chinatown durante o surto de doença por coronavírus (COVID-19) em Seattle, Washington, EUA, em 26 de março de 2020. REUTERS / Lindsey Wasson
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Testagem contra Covid-19 realizada em 500 voluntários em Cruzeiro do Sul e Rio Branco mostra que a capital do Acre detém um dos maiores percentuais de pessoas que desenvolveram anticorpos entre as capitais brasileira.

A pesquisa Epicovid19BR, da Universidade de Pelotas e Ibope, teve sua primeira etapa realizada entre os dias 14 e 21 de maio, e traz resultados inéditos e preocupantes.

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Em Rio Branco foram 250 examinados, sendo 12 deles apresentaram anticorpos para o novo coronavírus, o que representa um universo de 5,4% de pessoas que foram infectadas e desenvolveram proteção natural ao vírus.

Com base nesses dados, os pesquisadores calculam que o número de infectados é bem maior do que a estatística oficial mostra.

Já em Cruzeiro do Sul, a testagem mostrou que menos de 1% apresentam anticorpos.

“Não é por acaso que o logotipo do Epicovid19-BR remete a um iceberg. Os casos confirmados, que aparecem nas estatísticas oficiais, representam apenas a ponta visível de um iceberg cuja maior parte está submersa. Para conhecer a magnitude real do coronavírus, é obrigatória a realização de pesquisas populacionais”.

Na pesquisa, são apresentados os percentuais de testes realizados por estado. No Acre, Amapá, Amazonas e Sergipe, 100% das entrevistas previstas foram concluídas. No Mato Grosso (26%), Paraíba (27%), Pernambuco (39%) e Rio Grande do Norte (50%), menos da metade dos testes previstos foram realizados.

O Epicovid19-BR é um estudo coordenado pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas. O financiamento para a pesquisa é do Ministério da Saúde. O estudo conta também com apoio do Instituto Serrapilheira, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), da Pastoral da Criança, e contou com doação do programa da JBS Fazer o Bem Faz Bem. A coleta de dados é de responsabilidade do Ibope Inteligência.

A pesquisa pode ser acessada aqui: http://epidemio-ufpel.org.br/uploads/downloads/276e0cffc2783c68f57b70920fd2acfb.pdf

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