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Moradores do Rio liberdade temem a chegada do coronavírus

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Os moradores da Reserva Extrativista do Rio Liberdade, localizada há cerca de 77 quilômetros de Cruzeiro do Sul, estão preocupados com a possibilidade da chegada do coronavírus na localidade, onde vivem cerca de 600 famílias em mais de 300 mil hectares.

Citam que no 06 de maio, solicitaram à secretaria Municipal de Saúde de Cruzeiro e ao ICMbio, a instalação de uma barreira sanitária na ponte, mas não foram atendidos. Afirmam ainda que, por causa da pandemia de coronavírus, várias famílias que estavam na cidade, voltam para a localidade sem a devida autorização.

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“A Vila onde fica a ponte é local com mercados, de desembarque e embarque dos moradores em canoas, vans e carros da linha. Os carros da linha, transporte entre a RESEX e a cidade de Cruzeiro do Sul, vêm lotados de gente até a Vila Liberdade. Vários moradores antigos, que saíram da unidade, estão retornando sem a devida autorização do conselho gestor da Unidade de Conservação (UC) e Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio)”, afirmam os moradores.

Segundo a comunidade, há precariedade na estrutura de transporte, sendo poucos barcos de emergência com cada um tendo gasolina apenas para duas viagens. Contam que abril, um comunitário faleceu depois de passar 3 dias sem socorro, pois não havia barqueiro de emergência e gasolina disponível para o translado da comunidade até a BR-364, rodovia de acesso a Postos de Saúde e o Hospital do Juruá.

Das duas Unidades Básicas de Saúde na RESEX, só uma, a do Seringal São Pedro, está funcionando. A da Vila Mauricio Mapes, está fechada. Os moradores citam também que médicos nem Agentes Comunitários de Saúde não visitam a comunidade há meses.

“Estamos preocupados com a situação. Sabemos que o governo do estado postergou para o dia 17/05 o isolamento (Decreto nº 5.880, de 04 de maio de 2020) e que o governo federal aprovou a GLO para região de Fronteira que autoriza o emprego das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem e em ações subsidiárias na faixa de fronteira, nas terras indígenas, nas unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas federais nos Estados da Amazônia Legal. Mas com tudo isso a situação da RESEX não mudou”, alegam os moradores.

 

 

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