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Empresários estimam que 150 mil fiquem desempregados no Acre e pressionam por flexibilização

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Dezenas de empresários ligados ao setor comercial e produtivo participaram de uma reunião promovida pela Associação Comercial do Acre nesta quinta-feira, 16, onde foi apresentada a real situação enfrentada pelo setor no Acre, que após quase um mês de isolamento, busca a flexibilização para abertura do comércio e retomada da economia. A reunião contou com 61 participantes e com participação do Ministério Público e da Secretaria da Fazenda.

O presidente da Acisa, Celestino Bento, diz que a entidade tem acompanhado de perto e participado ativamente de debates junto às autoridades, cobrando alternativas para a reestruturação da economia. “É um momento delicado, e sabemos que a saúde está sempre em primeiro lugar, mas precisamos observar o cenário. O desemprego cresceu 30% neste período, além disso, prevemos que aproximadamente 150 mil pessoas estarão desempregadas, a situação é de fato desesperadora”, declara.

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De acordo com o presidente do Conselho de Jovens Empresários da Acisa (Conjove), Marcelo Zamora, o estado tem o papel fundamental de direcionar todos neste momento. “Medidas como o fechamento do comércio foram assertivas no início, mas entendemos que manter o isolamento por muito tempo vai gerar consequências gravíssimas com muitas empresas fechadas e número alarmante de desemprego. Espera-se que o governo torne segura a flexibilização do isolamento, disponibilizando leitos de UTI e criando normativas de fiscalização e higienização dos ambientes comerciais. Infelizmente, nesses 30 dias de isolamento, não se viu muito avanço na criação de leitos de UTI, a fim de evitar um possível colapso no sistema de saúde”, disse.

O Ministério Público do Acre, representado pela procuradora-geral do Acre, Kátia Rejane e pelo promotor de Justiça especializado na Saúde Pública, Glaucio Oshiro, explicaram que no estado 95% das pessoas não possuem plano de saúde, sendo dependentes do SUS. Além disso, que o MP/AC vem fazendo um trabalho minucioso, através do Comitê Estadual de Combate ao Coronavírus, criado para trazer soluções através de tratativas diretas com o Ministério da Saúde.

“Os empresários estão cobertos de razão colocando suas angústias, mas sabemos que esta é uma angústia compartilhada. Temos um grupo de promotores que estão estudando exaustivamente a legislação para possibilitar uma alternativa, buscando alinhar a preservação da vida e a manutenção/ recuperação da economia. O MP/AC busca soluções factíveis. A flexibilização vai acontecer, só não sabemos quando vai acontecer. Hoje, nossa maior preocupação é o sistema de saúde. Estamos analisando diretrizes gerais e básicas para as que empresas possam retormar suas atividades”, explica a procuradora.

A Secretaria da Fazenda foi representada pelo coordenador do Departamento de Assessoramento Tributário, Breno Caetano, que explicou estar atento a experiência que a classe empresarial vem passando. Breno foi breve, e informou que no dia anterior havia saído boletim, com redução na arrecadação de vários setores.

O MP/AC reforçou. “Há uma necessidade de convergência, e a retomada das atividades é fundamental para que voltem a arrecadar. Estamos conversando com o governo, que tem sido bastante transparente com o MP/AC, apresentando as dificuldades. Precisamos entender qual medida será adequada para abertura do comércio neste momento. O Ministério da Saúde entende que não é o momento da reabertura”, finaliza Oshiro.

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