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Com 23 casos, necessidade de população ficar em casa aumenta

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A Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) divulgou na tarde desta quarta-feira, 25, mais um boletim sobre coronavírus no Acre.

Agora são 23 casos confirmados, todos em Rio Branco.

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O ac24horas mostrou que a própria direção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do 2º Distrito informou que segue o protocolo definido pela Sesacre e só faz exames em casos mais graves, quando o paciente apresenta dificuldades para respirar. Essa informação leva a crer que existam muito mais pessoas que estão com o coronavírus, mas que não entram nas estatísticas oficiais, já que podem ser assintomáticos ou sentirem os sintomas de forma moderada.

Por isso, é ainda mais importante no momento que as pessoas fiquem em casa, de quarentena. “O meu olhar sobre esse momento é que neste momento tenhamos o mínimo de pessoas adoecidas, por isso o isolamento é importante para termos tempo de preparar UTI’s e esperar os resultados dos estudos que estão sendo feitos em 26 hospitais brasileiros”, afirma Jenilson Leite, médico infectologista.

Jenilson explica que se a população segurar mais um pouco a quarentena é possível nas próximas semanas a vida começar a voltar ao normal. “Lá na frente, daqui uns 15 ou 20 dias, se tivermos leitos disponíveis e remédios nas mãos para aqueles que se complicam, que representa algo em torno de 7%, possamos libertar a população imunocompetente que são os jovens, que são as pessoas com boa saúde para voltar a trabalhar, já que o Brasil tem que produzir”, diz.

A preocupação do médico, que também é deputado estadual, é que, na sua opinião, se a população passar muito tempo em quarentena haverá o surgimento de outros problemas.

“A deliberação sobre este assunto é política, mas a construção é científica. É preciso ouvir os epidemiólogos, os economistas e os historiadores. Se a gente passar mais tanto tempo em quarentena eu não tenho dúvidas de que vão acontecer outros problemas de saúde e sociais. Cerca de 85% da população entra em contato com o vírus e imunoconverte, que significa que não sente nada ou adquire imunidade. Lá na frente a gente se encontra com a vacina que vai aparecer daqui 18 meses. Esse é o caminho”, explica Jenilson.

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