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Secretário de comunicação testa positivo para coronavírus e Bolsonaro é monitorado

O Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta populares no Palácio da Alvorada
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O secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, testou positivo para coronavírus e agora aguarda o resultado da contraprova. O exame foi realizado em São Paulo. O presidente Jair Bolsonaro e integrantes da comitiva que o acompanhou a Miami, nos Estados Unidos, estão sendo monitorados desde a quarta-feira, após Wajngarten apresentar sintomas de gripe e ser submetido a um teste para o coronavírus. Entre o final da tarde e o início da noite de quarta-feira, o grupo passou a receber ligações do gabinete da Presidência pedindo que diante de qualquer sintoma fizesse o comunicado imediatamente e procurasse um hospital militar em Brasília para fazer os exames, segundo integrantes da comitiva que falaram com o Estado em caráter reservado. Bolsonaro completa 65 anos no dia 21.

Nesta quinta-feira, 12, o presidente cancelou viagem ao Rio Grande do Norte. O ministro do desenvolvimento regional, Rogério Marinho, afirmou que o evento oficial foi cancelado por “razões de segurança sanitária”. “A decretação ontem da Organização Mundial da Saúde de uma pandemia mundial nos obriga a ter segurança com a saúde do presidente e as pessoas ao seu entorno”, afirmou Marinho na sua conta oficial do Twitter. O governo federal negou que o cancelamento da agenda do presidente tenha a ver diretamente com a situação do chefe da Secom.

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Participaram da comitiva aos Estados Unidos, entre sábado e terça-feira, os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Bento Albuquerque (Minas e Energia). Também viajaram os senadores Nelsinho Trad (PTB-MS) e Jorginho Mello (PL-SC); os deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Daniel Freitas (PSL-SC), o assessor especial Filipe Martins, o presidente da Embratur, Gilson Machado, o secretário especial de Pesca, Jorge Seif Jr, entre outros.

Pessoas que conversaram com Wajngarten, em caráter reservado, afirmam que ele apresenta sintomas de gripe e aguarda os resultados da contraprova para esta quinta-feira, 12. Durante a viagem, o chefe da Secom tomava café da manhã com o presidente em uma sala reservada. Nos Estados Unidos, o grupo que acompanhou Bolsonaro fazia deslocamentos em vans. Apenas o presidente seguia em carro separado.

Na quarta-feira, após o jornal Folha de S.Paulo revelar que Wanjgarten havia passado por exames no Hospital Israelita Albert Einstein, o secretário de Comunicação foi ao Twitter criticar a imprensa, mas não negou que tenha realizado os testes. “Em que pese a banda podre da imprensa já ter falado absurdos sobre minha religião, família e minha imprensa, agora falam da minha saúde. Mas estou bem, não precisarei de abraços de Dráuzio Varella”, escreveu, mencionando o médico que passou a ser alvo de ataques após reportagem de Fantástico, da Rede Globo, em que abraçou uma transexual condenado pela morte e estupro de uma criança.
Questionada oficialmente, a Secom disse que o Palácio do Planalto não comentaria sobre o assunto.

Abin

Após cancelar viagem para Mossoró, Bolsonaro recebeu o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem. O chefe da Abin chegou ao Palácio da Alvorada por volta das 10h e ficou reunido com o presidente por cerca de uma hora. O contexto da reunião é o surto de coronavírus em escalada no país. A Abin é um órgão da presidência da República, ligado ao Gabinete de Segurança Institucional, e é responsável por monitorar e fornecer informações estratégicas para o Executivo.

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