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Marcio Bittar – Adesões e traições

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Por – Senador Marcio Bittar (MDB-AC)

A convicção de valores e a coerência são virtudes raras na política, por outro lado o adesismo pusilânime, a substituição irrefletida de valores e o pragmatismo cego são abundantes. Exemplos históricos dramáticos corroboram a hipótese da prevalência dos vícios nos jogos de poder. Quantos líderes totalitários conseguiram, primeiro pela persuasão e depois pela força, conduzir maiorias e contar com o apoio de políticos, burocratas, intelectuais, empresários, sindicatos, professores, alunos, jornalistas e magistrados cegos pela proximidade e partilha das benesses do controle do Estado?

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Stalin, o tirano comunista, foi um líder de multidões e contou com o apoio da elite soviética para cometer atrocidades inomináveis. Hitler, o líder máximo dos nazistas, ajudou a mudar os valores de uma nação em desespero e conduziu a Alemanha e o mundo ao inferno. São exemplos de genocidas que conseguiram a adesão torpe das maiorias, manipularam a inversão de valores das elites e forçaram seus liderados a os seguirem de forma cega, amedrontada e desavergonhada.

Guardadas as devidas proporções, assistimos o domínio do Acre por um grupo político que conduziu a sociedade ao fracasso, à inação econômica e à insegurança brutal. A destruição levou duas décadas. Aos poucos, os petistas dominaram de forma profunda as organizações da sociedade civil e as instituições do Estado.

Contaram com apoio de todos os presidentes da República desde FHC e exerceram hegemonia ideológica com a mitologia ecológica irracional denominada florestania. Contaram com o respaldo quase irrestrito de toda imprensa; houve exceções. A adesão do setor empresarial e dos produtores não faltou, pois foi conseguida por medo, blefes e criação de dificuldades.

A persuasão foi utilizada nos primeiros anos visando mudar valores tradicionais e substituí-los por um ambientalismo socialista enganador. A força das ameaças, multas, invasões de terras, perseguições e controle burocrático se impôs; era mais eficiente. Ao final de vinte anos, ficou claro o fracasso e a turma foi banida da política pelo voto popular.

Sempre estive contra essa gente. Sempre intuí e observei o mal que a turma dos petistas fazia ao Estado. Foram 20 anos de perda de oportunidades para desenvolver, crescer e gerar riquezas. Poucos enfrentaram a esquerda acreana desde o início, entretanto uma minoria jamais deixou de observar criticamente os feitos e lutar bravamente pela queda dos responsáveis pelo atraso. Tal minoria cresceu e minou as bases do poder até a completa ruptura conquistada em 2018.

Hoje, não vejo com surpresa petista, outrora ardoroso, inventar desculpas esfarrapadas para abandonar o barco e aderir pragmaticamente a novos nichos de poder, em busca de sobrevivência política. É vergonhoso, por exemplo, uma ex-presidente do partido tirar da cartola briguinhas de 2012 para se transmutar. Também, não é digno a prefeita tentar se limpar da poeira petista com tremendo desdém. É ingrata: ela só é prefeita porque aceitou jogar junto com os petistas. Se eles ainda estivessem no poder, a prefeita romperia?

É possível perdoar as pequenas e sórdidas hipocrisias em política, mas não é recomendável esquecê-las. A lembrança da história é pedagógica e se enfrentada com verdade e rigor, pode ajudar a não cometermos os mesmos e insistentes erros. Estar atento é fundamental.

 

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