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Em reunião secreta e com todos offline, governador do Acre dá “puxão de orelhas” em secretários e cobra mais eficiência na gestão

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“Pull the rug“ essa seria a expressão “puxar o tapete” em Inglês. Mas não foi esse o idioma cobrado no primeiro escalão da gestão do governador Gladson Cameli. Ao pedir fim do “fogo amigo”, o chefe do executivo disse que esperava estar falando em português.

Ao chegar praticamente uma hora atrasado no prédio da biblioteca pública de Rio Branco na manhã desta quinta-feira (16) para participar do encontro com o primeiro e segundo escalão de sua gestão, o governador Gladson Cameli deixou de lado toda simpatia peculiar e falou grosso ao cobrar unidade de seus secretários e diretores e pedir o fim das famosas puxadas de tapete entre o grupo.

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Cameli desceu do carro pela avenida Getúlio Vargas, entrou sorridente no hall principal do prédio recém-inaugurado, cumprimentou todos os servidores e sem conceder entrevistas entrou no auditório da Filmoteca onde já acontecia o encontro de alinhamento de seus principais assessores.

Ele foi o único a entrar com celular nas mãos. Os demais comissionados foram surpreendidos no primeiro encontro de planejamento, com o confisco do aparelho celular, gentilmente colocado em uma bandeja.

O cartão de visita parecia anunciar o cardápio que seria oferecido pelo governador que após agradecer o empenho de todos, mesmo sem sair do salto, engrossou o cangote e pediu unidade entre os que estão à frente de secretarias e autarquias.

“É um querendo puxar o tapete do outro”, desabafou o chefe do executivo.

Com olhar firme em direção aos subordinados e mãos inclinadas, ele disse que esperava estar falando em português, deixando muito bem claro que não vai mais admitir picuinhas no grupo que o ajuda a governar o Estado.

O tom já era esperado. O governo enfrentou uma séria crise no final do ano, saindo das paredes de sua gestão o desafino entre os secretários de planejamento [Maria Alice], fazenda [Semírames Plácido] e infraestrutura [Thiago Caetano].

Antes do Natal, Cameli ainda teve que administrar uma rebelião comandada pelo chefe da Casa Civil, Ribamar Trindade, que chegou a lhe entregar uma carta de demissão.

Nem mesmo contornou as cismas com o homem de maior confiança no governo, a secretaria de empreendedorismo e turismo emplacou um debate sobre dinossauros, se sobrepondo aos aspectos de desenvolvimento do estado. O carão parece ter servido, Sinhasique voltou atrás no projeto do pórtico com dinossauros.

Cameli disse o que há muito tempo queria, em seguida, optou por não sair pelo tapete estirado pelos servidores da biblioteca, mas, as portas do fundo, acesso principal a Filmoteca, onde o evento acontecia. A estratégia era para driblar a imprensa. Deu certo.

Fora a expressão “puxar o tapete” pouco ou quase nada se sabe do que foi conteúdo na reunião secreta da manhã desta quinta-feira em Rio Branco. Sabe-se através de assessores mais próximos que um pacto foi feito entre os secretários e diretores.

O estado tem meio milhão de reais para investir no primeiro semestre do ano, a maioria do aporte financeiro é de operações de crédito. O governo aposta alto nas obras de infraestrutura para recuperar a economia, gerar emprego e renda.

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