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Gladson confirma Estado de Calamidade Financeira e diz que não chamará concursados

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Governador do Acre vai pedir a intervenção do presidente Bolsonaro junto ao Tesouro Nacional e diz que Rosana Nascimento, do Sinteac, quer se promover politicamente

“Vou decretar Estado de Calamidade Financeira, chamar os poderes e anunciar que a única coisa certa neste Estado é o pagamento do décimo terceiro salário, todo o restante, como a contratação de 500 professores e convocação do pessoal da segurança que já fez curso, está suspenso”, A afirmação foi feita pelo governador Gladson Cameli, em Cruzeiro do Sul, com exclusividade ao ac24horas na manhã desta quarta-feira, 13, antes de voltar para Rio Branco. Ele já marcou audiência com o presidente Jair Bolsonaro e aguarda ser chamado a qualquer momento para ir a Brasília. “Vou falar com quem manda”.

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A Secretaria do Tesouro Nacional suspendeu, sem data para retomada, as negociações para comprar R$ 700 milhões da dívida, o que segundo Gladson daria “um fôlego” para o Estado, com redução da parcela mensal de R$ 13 milhões para R$ 2 milhões. Além disso, a operação de crédito levaria de seis meses a um ano para começar a pagar. Gladson cita que daqui pra frente só pagará o que for constitucional “e se tiver dinheiro”.

Cameli afirmou que uma das exigências do Tesouro Nacional era a aprovação e sanção da Reforma da Previdência no Acre.  Segundo ele, num primeiro momento o governo imaginou que seria incluída na do governo federal, mas para adiantar, enviou a reforma estadual para a Assembleia e o resto “virou uma palhaçada, politizaram tudo e não aprovaram. Inclusive pessoas que querem ser candidatas como a Rosana do Sinteac, usou a situação para se promover. Agora vou chamá-la para me ajudar a resolver a questão da falta de dinheiro e convocação dos professores”, desabafou.

Gladson Cameli em entrevista exclusiva ao ac24horas. – Sandra Assunção

A dívida do Estado é de R$ 3,8 bilhões e o governo negocia a venda de R$ 700 milhões junto ao Banco do Brasil Plural, mas para isso, precisa do aval do Tesouro Nacional, que exige a Reforma da Previdência. O déficit da Previdência estadual deste ano é de 560 milhões e 1,2 bilhão em 2020. “Estamos no fundo do poço, não tem mais espaço para negociar e essa era a chance de ouro. Daqui pra frente só temos interrogações”, conclui Gladson.

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