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Júri: Membros de facção criminosa são condenados a mais de 196 anos de prisão

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), representado pelos promotores de Justiça Ildon Maximiano e Whashington Medeiros, obteve a condenação de onze integrantes de uma facção criminosa perante a 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco em julgamento que durou três dias e foi encerrado nesta quinta-feira, 07. Somadas, as penas ultrapassam os 196 anos de prisão.

Inicialmente, o MPAC havia denunciado 12 réus pelos crimes de homicídio, integração em organização criminosa e corrupção de menores.

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Adais Evangelista Gonçalves, Rodrigo Barros da Silva, Creuza Ferreira de Oliveira, Ana Cláudia de Souza Alvão, Eliézio Duque da Silva e Cleiverton da Silva Rufino foram condenados pelos três crimes, com penas que somam 144 anos de prisão, todas em regime fechado.

Anderson Conceição de Araújo foi condenado a 22 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio e participação em organização criminosa.

Rafael Luz foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado por participação em organização criminosa, assim como Francisco Miller de Oliveira, que foi condenado a 5 anos e 10 meses pelo mesmo crime, porém em regime semi-aberto.

Durante o julgamento, o MPAC pediu a absolvição de Mario Jorge da Silva e Adeilson da Silva pelos crimes de homicídio e corrupção de menores. Eles foram condenados, entretanto, pela participação em organização criminosa, com penas de 5 anos e 10 meses e 6 anos, respectivamente, ambas em regime semi-aberto.

Já Gleyciane Damasceno, que também havia sido denunciada, foi absolvida em todos os crimes a pedido do MPAC.

O MPAC ainda irá recorrer para buscar o aumento das penas.

Sobre o homicídio

O crime ocorreu no dia 4 de maio de 2017, no Bujari. De acordo com a denúncia do MPAC, quatro indivíduos foram até a casa da vítima, Valdeci Oliveira Nascimento, cumprir uma ordem de execução dada pelo conselho da facção criminosa a qual pertenciam. Um dos denunciados ficou do lado de fora, enquanto outros seguraram a vítima, filmaram e efetuaram o disparo, empreendendo fuga em seguida. A vítima ainda teve uma de suas orelhas decepadas enquanto estava viva.

Os acusados foram presos dias depois e, após terem sido reconhecidos por uma testemunha, confessaram a participação no crime e na organização criminosa. A arma foi encontrada enterrada no quintal do local onde estavam escondidos. Ainda de acordo com a denúncia, no decorrer das investigações, após análise dos dados do celular apreendido de um dos denunciados, foi demonstrada a participação de outros indiciados com diferentes papéis no ordenamento, planejamento, apoio e execução do homicídio, além da corrupção de uma menor de 17 anos que participou dos crimes.

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