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“O caso das meninas do HPV contribuiu para a baixa vacinação contra o sarampo”, diz Farias

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Na manhã desta quinta-feira (31) teve início, na Câmara Municipal de Rio Branco, a Audiência Pública para debater maneiras de envolver entidades e a sociedade de modo geral no processo de vacinação contra o sarampo e a poliomielite.

De acordo com levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde  (SEMSA) de Rio Branco, o ano de 2019 teve a menor procura por vacinação, o que preocupa autoridades e entidades ligadas a campanha.

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O vereador Eduardo Farias (PCdob) autor da Audiência Pública relatou que a cobertura vacinal de 2019 teve a menor procura.

Os dados preocupam autoridades e entidades ligadas ao setor. Farias, reconhece o esforço das instituições, mas destaca que só o esforço não tem sido suficiente para elevar a cobertura.

“Por isso várias vacinas estão em baixas, e quais são os riscos? os riscos que você tem, por exemplo, o Sarampo que a cobertura tá em torno de 50%. Se tem uma reintrodução dessa doença no Brasil, a partir da venezuela, que atinge, Roraima, Rondônia e parte do sudeste e, inclusive, com alguns óbitos. E é uma nova epidemia que tá surgindo no Brasil, e no Acre temos 50 % de nossas crianças descobertas. Qual a ideia? a ideia é juntar pessoas que tenham vozes, exemplos: líderes religiosos e comunitários e, que essas vozes possam falar sobre a importância da vacinação como, por exemplo, o Sarampo que pode matar e a Poliomelite, que pode deixar uma criança paralítica.

Questionado se o caso das meninas do HPV teria contribuído para a baixa vacinação. Farias disse que sim, e que o processo de campanha anti-vacina não nasceu só com o HPV, mas no mundo todo “de pais que não vacinam, porque algumas vacinas poderiam dar autismo e outros problemas como a da HPV.

Farias concluí que embora compreenda e respeite a dor dessas famílias, um estudo desenvolvido pela USP não mostrou relação com a vacina.

“Há vários estudos no mundo todo que não demonstra a relação da vacina com doenças desse tipo, você tem os efeitos adversos, que são esperados e controlados dentro de um número aceitável, mas o beneficio da vacina é imenso, mudando histórias de doenças como a varíola, sarampo e poliomelite, e várias outras doenças, que foram evitadas a partir da vacina”, defendeu.

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